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Título: MANDRAKE (Ebal) - Edição especial
Autores: Lee Falk (roteiro) e Phil Davis (desenhos).
Preço: variável (se encontrado em sebos)
Número de páginas: 48
Data de lançamento: 1975
Sinopse: No País dos Faquires - No leste da Índia, Mandrake
e Lothar visitam a cidade de Lapore. Lá, o Rajá havia raptado a filha
do soberano de um reino vizinho, querendo casar-se com ela à força. O
mágico decide intervir.
No País dos Pequeninos - Mandrake e Lothar se deparam com um casal
de diminuta estatura. Ficam amigos, e vão conhecer a cidade dos pequenos
seres. Mas o perigo está à espreita.
Positivo/Negativo:
Belíssima edição da Ebal, em capa dura, formato grande, apresentando
duas histórias da melhor fase do mais famoso mágico dos quadrinhos.
As histórias apresentam páginas dominicais publicadas originalmente entre
junho de 1935 e março de 1936.
O álbum reproduz uma carta do ator Marcello Mastroianni para o diretor
Federico Fellini, cobrando a realização de um filme do Mandrake, além
de um emocionado prefácio do jornalista Sérgio Augusto.
Criado pelo lendário Lee Falk, em conjunto com o ótimo Phil Davis, o mágico
fez sua estréia em 1934. E o roteirista ainda emplacaria o Fantasma. Ou
seja, fez dois dos maiores ícones das HQs de todos os tempos.
Não à toa, a fase com arte de Davis é considerada o período áureo do personagem.
Junto com argumentos inspirados de Falk, a fantasia quase sem limites
é o forte das tramas apresentadas nesta edição.
Mandrake realiza seus truques dominando a arte do hipnotismo. Seus inimigos
sabem que seu poder está no olhar. Ainda assim, os autores davam asas
à imaginação, com direito a tapetes voadores, levitação e truques dos
mais variados.
Em O País dos Faquires, o leitor se depara com um belíssimo mundo
saído das Mil e Uma Noites, com direito aos elementos que fazem
parte deste gênero.
Mas o ponto alto fica por conta de No País dos Pequeninos, em especial
pela arte de Davis: são belíssimas tomadas de cena e enquadramentos diversos,
com muito uso de sombras, mostrando os "gigantes" Mandrake e Lothar tentando
ajudar os diminutos habitantes de uma cidade, enquanto conferem uma corrida
de lebres, se defendem do ataque de condores e até do perigo criado por
um horrendo povo vizinho.
Nesta época, o fortíssimo Lothar tratava Mandrake por "patrão", fato que
mudaria posteriormente, quando ele seria apresentado como soberano de
um reino distante na África, e grande amigo do mágico.
Em relação à arte, consta que o desenho clássico de Davis inspirou inclusive
diretores de cinema. A esposa dele, Martha, era desenhista de moda, e
cuidava do guarda-roupa de Narda, a (quase) eterna noiva do mágico.
Enfim, são diversas curiosidades que dariam uma matéria à parte. Como
o nome do mágico, que surgiu a partir da planta Mandrágora, utilizada
para feitiçarias em tempos idos. Sua primeira aparição no Brasil foi no
Suplemento Juvenil # 101, de 1935.
As características físicas do mágico remetem ao desenhista que o criou,
além de traços de diversos atores de sucesso na época. E, por falar em
atores, ele foi tema de um seriado de cinema com doze episódios em 1939,
e também inspirou novelas de rádio.
Além de tudo, foi presença constante nas bancas brasileiras, por décadas.
Com certeza, uma edição digna de qualquer colecionador de quadrinhos que
se preze - a tiragem limitada foi de cinco mil exemplares.
Classificação:  
- Marcelo Naranjo
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