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Os melhores de 2007

Confira abaixo os principais destaques de um ano que ficou marcado pela presença cada vez mais forte dos quadrinhos em livrarias, pelas republicações e por ótimas HQs nacionais

Por Sidney Gusman (11/01/08)

Os melhores de 2007 Que ano! A média mensal de lançamentos - contando os independentes - ultrapassou a casa de 110 títulos. Claro que há muitos materiais de qualidade pra lá de duvidosa, mas é reconfortante constatar que foi publicada muita coisa boa em 2007.

O cenário, em relação ao ano passado pouco mudou. Tirando a Turma da Mônica, o mercado continua carente de revistas com vendas em patamares acima de 50 mil exemplares, que formem e atraiam novos leitores. O crescimento continua sendo "pros lados", com diversos títulos com tiragens reduzidas brigando pela preferência do público.

No entanto, 2007 trouxe alguns bons sinais nesse sentido. A Panini, por exemplo, lançou assinaturas do mangá Naruto e de seus títulos de super-heróis, numa tentativa de fidelizar - e aumentar - ainda mais seu público. Além disso, as editoras passaram a usar melhor a internet e a interagir mais com seus leitores, convidando-os a participar da escolha de capas (Panini) e pôsteres (Pixel).

Outro destaque do ano passado foi a quantidade de novidades nacionais. E o melhor: com qualidade! Não fosse o UHQ contrário a esse tipo de segmentação, seria tranqüilo montar um ranking só de materiais brasileiros. Com títulos como Estórias Gerais, Laertevisão, A Relíquia, O corno que sabia demais, Irmãos Grimm em Quadrinhos, A Boa Sorte de Solano Dominguez, As Tiras Clássicas da Turma da Mônica, O Alienista, D. João Carioca, Caraíba, O Primeiro Dia, O Relógio Insano, Um dia uma morte, Mais preto no branco, Talvez Isso..., O livro negro de André Dahmer, a revista Avenida, O Beijo no Asfalto, da Nova Fronteira, e outros. Ou seja, daria pra eleger 20 com facilidade.

2007 também foi marcado por um aumento significativo de quadrinhos nas livrarias, especialmente pelo inteligente projeto da Panini de publicar edições luxuosas de super-heróis, um nicho até então não ocupado e que tem se mostrado bastante rentável. A tendência é que o volume de materiais nas prateleiras de grandes redes suba ainda mais neste ano.

De negativo, algo que caiu um bocado no ano passado foi o cuidado com a língua portuguesa. De erros crassos a tolos equívocos de digitação, as revistas e álbuns (isso, infelizmente, não se restringiu aos títulos regulares) saíram com equívocos que denotaram a necessidade de uma revisão mais cuidadosa por parte das editoras.

Para 2008, o mercado de quadrinhos tem uma preocupação adicional: como ficará o cenário se a Dinap consolidar a aquisição da Fernando Chinaglia, criando um monopólio no setor de distribuição que será péssimo para muitas editoras. O caso está sendo analisado pelo do Cade - Conselho Administrativo de Defesa Econômica.

Mas enquanto isso não acontece, selecionamos 20 obras entre edições especiais e minisséries; 20 relançamentos (o número aumentou devido ao excesso de bons materiais) e dez títulos de periodicidade regular. Os critérios na escolha foram: ser, literalmente, uma história em quadrinhos (livro ilustrado não vale) e ter sua publicação iniciada ou concluída durante o ano passado.

Os materiais com parte das histórias já lançadas por aqui e parte inéditas não foram considerados como republicações. Títulos regulares, além das revistas mensais, são os que, mesmo com duração limitada, não foram concebidos como minissérie.

Então, em ordem decrescente, confira abaixo a lista dos melhores lançamentos de 2007.

Edições especiais e minisséries

Krazy Kat - Páginas Dominicais 1925-1926 20) Krazy Kat - Páginas Dominicais 1925-1926 (Opera Graphica) - Este belo álbum resgata dois anos de tiras dominicais de uma das mais inteligentes tiras do início do século 20, que continua divertida até hoje. Por mais de 30 anos, George Herriman fez graça com o "triângulo amoroso" formado pelo rato Ignatz, o gato Krazy (que nunca foi definido como macho ou fêmea) e o cão policial Pupp, sempre com o mote das tijoladas na cabeça do felino. E, mesmo assim, conseguia criar piadas novas. A tradução bastante fiel ao original do cartunista Drago merece elogios.



Justiça19) Justiça (Panini) - Para desacreditar os super-heróis, os vilões mais poderosos do planeta armam um plano no qual posam como salvadores da humanidade. Enquanto isso, nos bastidores, os membros da Liga da Justiça vão sendo perseguidos, feridos e manipulados. Justiça é super-herói puro; nada de mocinho contra mocinho! A passagem com o Aquaman nas mãos de Brainiac é eletrizante. A trama se desenvolve lentamente no início, mas depois embala e "fisga" o leitor. Especialmente quem curte desenhos no estilo realista.

 



Corto Maltese - As Célticas 18) Corto Maltese - As Célticas (Pixel) - Neste álbum, Corto Maltese reproduz um "roteiro" percorrido por seu criador Hugo Pratt anos antes. A história se passa na Europa, entre 1917 e 1918. Atrás de tesouros, o marinheiro mais importante dos quadrinhos desembarca em Veneza em plena Primeira Guerra Mundial. A aventura tem passagens também pela Irlanda, pelo sul da Inglaterra e termina na França. Tudo mesclando ação, fábulas e mistério. A ausência de extras, por problemas com a Casterman, impediram que a edição ficasse mais bem posicionada.



Planetary/Batman - Noite na Terra 17) Planetary/Batman - Noite na Terra (Pixel) - Quem disse que crossovers entre super-heróis são sempre ruins? Eis uma honrosa exceção à regra. O encontro de Elijah Snow, Jakita Wagner e o Baterista com diferentes Batmen (o bandido caçado pelo Planetary se conecta com um multiverso) é diversão pura. Warren Ellis brinca com competência com as versões do defensor de Gotham City (a aparição do Morcego de O Cavaleiro das Trevas é impagável) e na arte, John Cassaday detona. E a Pixel acertou ao apostar num formato maior que o americano.

 



Irmãos Grimm em Quadrinhos 16) Irmãos Grimm em Quadrinhos (Desiderata) - Um baita projeto editorial, mesclando autores brasileiros novos (Claudio Mor, Rafael Coutinho, Eduardo Filipe, Daniel Og, Walter Pax) e já conhecidos (Fido Nesti, Allan Alex, Rafael Sica, Fábio Lyra). Adaptar os contos originais foi uma bela idéia e o álbum, que traz clássicos como A Gata Borralheira, O Pequeno Polegar, Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel, A Bela Adormecida e outros, tem tudo para ser adotado em ações governamentais voltadas ao ensino.



Invencível - Volume 3 - Perfeitos Estranhos 15) Invencível - Volume 3 - Perfeitos Estranhos (HQM) - E o mundo todo azul de Mark Grayson, o alter ego do Invencível, ganha tons pra lá de cinzentos. Neste álbum, a pegada divertida que marcava a série some depois o jovem vê o pai dele, o Omni-Man, simplesmente o maior super-herói do planeta, assassinar o Imortal, seu ex-companheiro de combate ao crime. E as péssimas surpresas não acabam aí: o Omni-Man revela ser de uma raça de conquistadores espaciais, está pouco se lixando pra esposa e quer o filho ao lado dele. O combate entre os dois é de tirar o fôlego.



Antes do Incal - Volume 2 - Croot & Anarquistas Psicóticos 14) Antes do Incal - Volume 2 - Croot & Anarquistas Psicóticos (Devir) - Neste segundo álbum desta trilogia (que se passa antes do Incal clássico), a trama ganha em ação, suspense e reviravoltas. Determinado a descobrir o segredo dos filhos das prostitutas que habitam o Anel Vermelho, o jovem John Difool se embrenha num cenário de podridão. Ele só conta com a ajuda do andróide Kolbo-5 e do pássaro Deepo e seu amor pela Aristo Luz de Garra quase põe tudo a perder. Ficção científica da boa, marcada por personagens pra lá de humanos, cortesia de Alejando Jodorowsky.



O corno que sabia demais 13) O corno que sabia demais (Pixel) - No Rio de Janeiro da década de 1950, o detetive Zózimo Barbosa se empenha (mas não muito) em desvendar casos que vão de infidelidade a dar surras em um amigo metido a galã. O texto solto de Wander Antunes traz toda a ginga da malandragem, mesmo quando fala de morte e violência. E o traço ágil de Gustavo Machado se encarrega de completar o cenário. Como bem disse o jornalista Eduardo Nasi em sua resenha no UHQ, o álbum é simples e não tem firula nem excessos. Por isso mesmo, funciona!

 



Fun Home - Uma tragicomédia em família 12) Fun Home - Uma tragicomédia em família (Conrad) - O álbum autobiográfico de Alison Bechdel chegou ao Brasil referendado pelo prêmio Eisner, elogiado pela crítica norte-americana e eleito como melhor livro de 2006, pela revista Time. E faz por merecer. Com um desenho simples, a história da autora sobre sua homossexualidade tendo sempre como contraponto o pai durão (que, depois, ela descobre que mantinha relacionamentos com outros homens) é envolvente. Só peca por ir e voltar demais ao passado e por repetir diversas informações ao longo da obra.



As Tiras Clássicas da Turma da Mônica - Volume 1 11) As Tiras Clássicas da Turma da Mônica - Volume 1 (Panini) - A história dos personagens de Mauricio de Sousa começou bem antes da estréia do gibi Mônica, em 1970, pela Abril. Foi nas tiras de jornais. Esta coleção, que as apresenta na ordem de publicação, é, portanto, um valioso resgate. O primeiro volume (com material de 1962 a 1964), além das primeiras aparições de Cebolinha, Cascão, Magali, Penadinho (ainda chamado de Fantasminha), Anjinho e Mônica (então uma coadjuvante), traz personagens esquecidos e até uma tira em que o Cascão admite ter tomado banho!



A boa sorte de Solano Dominguez 10) A boa sorte de Solano Dominguez (Desiderata) - Wander Antunes está com tudo e não está prosa: colocou dois títulos entre os 20 melhores. E com justiça. Neste álbum, belamente desenhado pelo veterano Mozart Couto, o prolífico autor vai para a Cuba de 1953, no período pré-Fidel Castro, para mostrar a história do sacana Solano, que com a perda da amante - a prostituta Maria -, perde sua fonte de renda, mas tenta "se reerguer" vendendo o corpo da própria filha. O ótimo desfecho é Nelson Rodrigues temperado com a latinidade caribenha.



Guerra Civil 9) Guerra Civil (Panini) - A trama central desta polêmica minissérie tem uma porção de furos. Ao colocar heróis contra heróis, Mark Millar ignora o passado desses antigos aliados. E, possivelmente, todas as conseqüências da história serão apagadas em breve. Ainda assim, não dá pra negar que Guerra Civil alcançou seu objetivo: mexeu com os leitores e até resgatou antigos fãs, conclamados a escolher de que lado ficariam. E mesmo cercada de várias HQs periféricas fracas, a mini tem deixado muita gente ávida pelo próximo número.

 



A Relíquia 8) A Relíquia (Conrad) - Pouca gente ousaria arriscar que uma adaptação de Eça de Queiroz assinada por Marcatti daria certo. Felizmente, a Conrad não pensava assim. Projeto editorial louvável (que também tem tudo para ser adotado no ensino), é uma leitura agradável, na qual o quadrinhista - famoso por suas HQs escatológicas - conta a história da vida dupla de Teodorico Raposo ao lado de sua tia Titi respeitando o texto do escritor português, mas impondo à trama o seu estilo tão particular. O resultado é imperdível.



Pyongyang - Uma viagem à Coréia do Norte 7) Pyongyang - Uma viagem à Coréia do Norte (Zarabatana) - Uma das mais agradáveis surpresas de 2007. Mérito do editor Cláudio Martini, que resolveu publicá-lo por aqui. Não é apenas "mais uma HQ autobiográfica". O que o canadense Guy Delisle relata, com um traço simples e cativante, acerca dos dois meses que passou na Coréia do Norte é um alerta. O país vive sob uma ditadura atroz, que "poda" seus habitantes (até celulares e rádios são proibidos) e, especula-se, teria campos de concentração que seriam mencionados para fazer terrorismo psicológico com o povo.



Laertevisão - Coisas que não esqueci 6) Laertevisão - Coisas que não esqueci (Conrad) - Este belíssimo álbum revela um Laerte pouco conhecido, pois, em vez de dar voz aos seus personagens, ele fala de si mesmo, das suas memórias, ligando-as à televisão, que na época começava a ganhar os lares brasileiros. Mesclando tiras, fotos e recortes de jornais e revistas, o livro oferece uma deliciosa viagem a um passado, retratando a infância de um garoto que cresceu nos anos 50 e 60 e relembrando clássicos da TV brasileira e mundial, de desenhos animados e seriados a concursos de misses.



O Sonhador 5) O Sonhador (Devir) - Esta era uma das poucas obras de Will Eisner que faltava ser lançada no Brasil. Trata-se de uma história envolvente, que se passa nos primórdios das revistas em quadrinhos, nos anos 30, e mostra um jovem desenhista tentando a sorte naquele mercado emergente, o ritmo de produção dos estúdios e as dificuldades que os artistas passavam. Considerada uma "autobiografia ficcional" do velho mestre, narra o surgimento e o sucesso dos super-heróis e traz coadjuvantes como Bob Kane, Jack Kirby e outros, com os nomes alterados.



Lost Girls 4) Lost Girls (Devir) - Como os três livros da coleção foram lançados em 2007, melhor que escolher só um é ressaltar a obra como um todo. Ela não apresenta os roteiros típicos de Alan Moore, longos e cheios de ganchos. É na simplicidade dos contos curtos que o escritor ganha o leitor ao narrar as aventuras eróticas das já crescidas Alice (Alice no País das Maravilhas), Dorothy Gale (O Mágico de Oz) e Wendy Darling (Peter Pan). O traço de Melinda Gebbie a princípio parece "duro", mas é apropriado ao clima de fábula da HQ.



Batman Crônicas - Volume 1 3) Batman Crônicas - Volume 1 (Panini) - Graças à bela sacada da Panini de colocar em livrarias materiais clássicos de super-heróis (algo comum nos Estados Unidos), muitos leitores terão a chance de ver como nasceu o mito do Batman, um personagem que extrapolou as HQs e se tornou um ícone da cultura pop. Este lindo álbum traz as 17 primeiras histórias (com as capas) do Homem-Morcego publicadas em ordem cronológica e ainda as primeiras aparições do Comissário Gordon, Alfred, Robin e Coringa. Daquelas de ocupar lugar de destaque na estante.



O Mundo é Mágico - As Aventuras de Calvin & Haroldo 2) O Mundo é Mágico - As Aventuras de Calvin & Haroldo (Conrad) - Enfim, o encantador álbum que reúne as últimas tiras de Calvin saiu no Brasil. E em grande estilo. Estão lá os pais do garoto, Susie Derkins e a professora Miss Wormwood. No entanto, o que continua sendo o diferencial, mais de dez anos após a tira parar de ser produzida, é a magia que parece saltar do papel quando o pequeno protagonista contracena com Haroldo. É a perenidade que só as grandes HQs possuem. Impossível não sentir saudades e torcer para Bill Watterson um dia tirar o garoto da aposentadoria.


Superman Crônicas - Volume 1 1) Superman Crônicas - Volume 1 (Panini) - Calvin caminhava tranqüilo para ser eleito o maioral de 2007. Contudo, na última semana do ano, chegou às livrarias este álbum. As HQs são geniais? Não. As tramas são brilhantes? Não. O desenho é espetacular? Também não. O que faz com que Superman Crônicas fique no topo desta lista é a relevância da obra. O fato de, em junho de 1938, ter mostrado aos jovens leitores da época, pela primeira vez, um humano com superpoderes. Imagine o impacto que isso causou. Mais ainda: é graças a essas primeiras histórias de Jerry Siegel (roteiro) e Joe Shuster (arte) que foi criado o prolífero gênero super-heróis. Como se não bastasse, aquele personagem que no começo só dava poderosos saltos e corria à beça ainda viria a se tornar um símbolo reconhecido no mundo todo, até mesmo por gente que nunca leu um gibi na vida.

Merecem "menções honrosas": Liberty Meadows - Livro 1 - Éden, da HQM; Black Hole e Epiléptico, da Conrad; Asterix e a Volta às Aulas, da Record; O Alienista, da Agir; D. João Carioca, da Companhia das Letras; Red Rocket 7 - A Saga do Rock, Usagi Yojimbo - Sombras da Morte, 12 Razões Para Amá-la e Capote no Kansas, da Devir; A Serpente Vermelha e Mulheres, da Zarabatana; 7 Soldados da Vitória, as edições de DC Especial com Gotham City contra o Crime e Lostinho - Perdidinhos nos Quadrinhos, da Panini; Caraíba, Mais preto no branco e O livro negro de André Dahmer, da Desiderata; Groo - Odisséia, da Opera Graphica; o 11º álbum de Bone - A Caverna do Ancião -, da Via Lettera; Neil Gaiman - Dias da Meia-Noite e Justine, da Pixel; Um dia uma morte, que inaugurou o selo de graphic novels da Graffiti 76% Quadrinhos; A Turma do Pererê - 365 Dias na Mata do Fundão e Monteiro Lobato em Quadrinhos - Dom Quixote das Crianças, da Globo; Novíssimo Testamento: com Deus e o Diabo, a dupla de criação, da L± Morango e Chocolate e Talvez Isso..., da Casa 21; O Beijo no Asfalto, da Nova Fronteira; a estréia da Franco Editora no mercado com Ponha-se na Rua e Chico Rei, ambas escritas por André Diniz; e as edições independentes Avenida, Benett Apavora! e O Dinossauro do Amazonas.

Republicações

Jeremias, o Bom 20) Jeremias, o Bom (Melhoramentos) - Este álbum que reedita as estripulias deste clássico de Ziraldo chegou ao mercado com pouco alarde. Mesmo assim, fez a alegria de antigos fãs e de novos, que só tinham ouvido falar de Jeremias. E o melhor: além das histórias publicadas de 1965 a 1969 na revista O Cruzeiro e no Jornal do Brasil, a edição traz páginas censuradas na época da ditadura, quando os repressores notaram que, mesmo com tamanha bondade, o personagem cutucava o cenário político daqueles anos no Brasil.



Luluzinha - O Clube da Lulu 19) Luluzinha - O Clube da Lulu (Devir) - Quando a Devir anunciou que republicaria Luluzinha em diversos álbuns, houve quem "previsse" que não passaria de uma edição. Ledo engano. A clássica personagem mostrou sua força e tem feito a alegria dos leitores - a coleção já está no quinto volume e devem pintar outros em 2008. Isso porque as histórias são simples, carregadas de um humor puro, forjado com ótimas sacadas e divertidos "embates" entre a protagonista e o Bolinha, que dizia: no seu clube, menina não entra. Mas nesta lista entra!

 



Turma da Mônica - Coleção Histórica 18) Turma da Mônica - Coleção Histórica (Panini) - Republicar as cinco revistas de seus principais personagens desde o início era um antigo sonho de Mauricio de Sousa. E de muitos leitores também, como afirma o autor. Pois a Panini o concretizou. Os títulos vêm numa caixinha e o bacana é que, por serem de diferentes épocas (Mônica, 1970; Cebolinha, 1973; Cascão e Chico Bento, 1982; e Magali, 1989), é possível acompanhar as mudanças de traço e de estilo nas histórias. E no lugar dos anúncios, há textos com curiosidades das HQs.



Supremo Volume Um - A Era de Ouro 17) Supremo Volume Um - A Era de Ouro (Devir) - Como transformar um personagem chinfrim criado por Rob Liefeld num super-herói respeitado? Dê-o nas mãos de Alan Moore. Isso é visto neste álbum, em que o roteirista britânico constrói a história como uma homenagem ao Superman, desde sua criação até o final dos anos 90, mostrando eventos que marcaram o Homem de Aço e os quadrinhos. A diferença é que o protagonista é o Supremo. Em tempo: a edição da Devir, mesmo num formato menor, é superior à lançada pela Brainstore anteriormente.



Valentina Volume 2 - 66-68 16) Valentina Volume 2 - 66-68 (Conrad) - Neste segundo volume, a criação máxima de Guido Crepax começa a "botar as manguinhas de fora", deixando o posto de coadjuvante e colocando o antigo protagonista, o detetive Nêutron, para escanteio. A estonteante morena de cabelos curtos parece ganhar vida quando as histórias deixam o tom policial e de ficção científica e enveredam pelo erotismo, mesclado aos sonhos e à fantasia. O álbum mostra o início da caminhada de Valentina para se tornar uma das mais importantes personagens das HQs.



Preacher - Rumo ao Sul 15) Preacher - Rumo ao Sul (Pixel) - A Pixel deu continuidade à série de Garth Ennis de onde a Devir parou depois de perder os direitos da Vertigo. E conseguiu praticar um preço menor, o que agradou aos leitores. Na trama, o pastor Jesse Custer, sua namorada Tulipa (o nome foi traduzido, o que não acontecia na antiga editora) e o vampiro Cassidy viajam ao sul dos Estados Unidos atrás de explicações sobre o ser que "mora" no corpo do protagonista. Mas no caminho eles encontram uns doidos que querem se tornar vampiros.

 



Ken Parker - Filhotes 14) Ken Parker - Filhotes (Cluq) - Uma aventura sem nenhum texto, de apenas 24 páginas, que é um exemplo de boa história em quadrinhos. Giancarlo Berardi constrói um cenário em que Ken Parker se afeiçoa a uma fêmea de cervo e aos seus filhotes de uma maneira pura, bonita. Tudo para, logo depois, privar o mais humano dos caubóis dessa sensação de felicidade e não dar a ele qualquer chance de reação. E tudo isso contado nas lindas aquarelas de Ivo Milazzo, com tomadas de "câmera" impressionantes, que proporcionam um show de narrativa.



A Saga do Tio Patinhas 13) A Saga do Tio Patinhas (Abril) - Na quarta capa das três edições da série, relançadas em formato americano, a Abril descreve assim a obra: A Saga do Tio Patinhas é o mais humano dos dramas, o mais realista dos contos e a mais precisa biografia já dedicada a um personagem antropomórfico - uma obra-prima Disney para colecionadores de todo o mundo e de todas as idades. Bela definição para este clássico. Mas a editora, por estar em disputa judicial com o autor, nem sequer menciona o nome de Don Rosa. Um absurdo.

 



Crise de Identidade - Edição Especial 12) Crise de Identidade - Edição Especial (Panini) - E pensar que esta história tão bem contada por Brad Meltzer (apesar de muitos fãs questionarem o que fez) redundou na fraca Crise Infinita! A saga dos integrantes da Liga da Justiça caçando o assassino de Sue Dibny, a esposa do Homem-Elástico, que estava grávida, remexeu num passado obscuro dos super-heróis da DC e atraiu a atenção dos leitores. E a Panini, que já havia vendido bem no formato minissérie, tratou de encadernar a obra em duas versões, capa dura e cartonada. Ponto pra editora.



O Cavaleiro das Trevas - Edição Definitiva 11) O Cavaleiro das Trevas - Edição Definitiva (Panini) - Em versões capa dura e cartonada, este álbum só não brigou pelos primeiros postos porque junto com O Cavaleiro das Trevas, uma obra para ser relembrada sempre, saiu O Cavaleiro das Trevas 2, que é digno de esquecimento. Nem parece que o mesmo Frank Miller fez ambas. Mas publicar as duas num só volume foi uma jogada comercial inteligente da editora. No final das contas, é até interessante ter ambas compiladas para facilitar as comparações das HQs do Batman já idoso, mas ainda na ativa.



Estórias Gerais 10) Estórias Gerais (Conrad) - Felizmente uma editora lançou Estórias Gerais com distribuição nacional, pois este clássico moderno do quadrinho brasileiro, escrito por Wellington Srbek e magistralmente desenhado por Flavio Colin, merece ser conhecido por mais leitores. O álbum mostra como retratar temas da nossa cultura sem ser piegas ou didaticamente chato. A trama na fictícia Buritizal e falada em "mineirês" tem a qualidade das grandes HQs: não fica datada.

 



Piratas do Tietê - A Saga Completa - Volume 2 9) Piratas do Tietê - A Saga Completa - Volume 2 (Devir) - Havia anos que os fãs de Laerte pediam por uma republicação de Piratas do Tietê. E ela veio em grande estilo: três álbuns luxuosos (o último sai em 2008) com a saga completa e extras bem bacanas, como textos complementares e fotos. O segundo volume foi o eleito porque, além das histórias impagáveis, traz as participações especialíssimas de Batman (ele revela o "segredo do morcego"), Fantasma, Diana Palmer, Virgem Conceição e do poeta português Fernando Pessoa. Pra lá de recomendável.



Os Supremos - Edição Definitiva 8) Os Supremos - Edição Definitiva - Mark Millar (roteiros) e Bryan Hitch (desenhos) construíram os Vingadores dos anos 2000, no universo Millennium. A equipe, formada por um Capitão América durão, um Homem de Ferro calculista, um Gigante que bate na esposa, uma Vespa mutante, um Thor riponga e um Hulk totalmente descontrolado, passa longe do espírito de coalizão dos "maiores heróis da Terra". Aquilo é um trabalho! Este primeiro arco, que mostra a criação do grupo, é o melhor da série e justifica a republicação em capa dura e cartonada.

 



300 de Esparta 7) 300 de Esparta (Devir) - Este lindo álbum da Devir (que só peca pela ausência de extras) saiu no começo de 2007 e se tornou um sucesso - já foi até reimpresso. No formato horizontal, a história contada por Frank Miller ficou mesmo mais vibrante. A lendária Batalha das Termópilas, no ano 480 a.C., na qual 300 guerreiros espartanos resistiram a milhares de persas que tentavam invadir a Grécia, resultou numa grande HQ, com seqüências cinematográficas - muitas delas transpostas para a telona no filme que estreou no ano passado.

Sandman - Vidas Breves 6) Sandman - Vidas Breves (Conrad) - Difícil escolher entre este álbum e o seguinte, Fim dos Mundos, mas como Ricardo Malta Barbeira ressaltou em sua resenha no UHQ, o clima de road movie que toma conta da busca de Delírio e Sonho por Destruição, o irmão que deixou os Perpétuos mais de 300 anos atrás, faz a diferença. E serve de pano de fundo para uma série de mudanças que estão acontecendo com o personagem principal e que culminarão, no nono volume, num desfecho inesperado para muitos leitores.

 



Tintim - Explorando a Lua 5) Tintim - Explorando a Lua (Companhia das Letras) - Este bem-cuidado álbum apresenta a conclusão de um clássico dos quadrinhos mundiais (que começa em Rumo à Lua): a viagem de Tintim, capitão Haddock, professor Girassol, dos policiais Dupond e Dupont e do cãozinho Milu ao satélite natural da Terra. Hergé constrói uma trama cheia de mistérios e ação (há até uma morte e um suicídio), mas jamais esquece as divertidas gags entre uma seqüência e outra. Além disso, o cuidado do autor em incluir explicações científicas em meio à história era louvável.

 



A Saga do Monstro do Pântano 4) A Saga do Monstro do Pântano (Pixel) - Uma saga que confirma Alan Moore como um grande roteirista, que transforma um personagem obscuro em cult, que abre as portas para a "invasão" de autores britânicos no mercado dos comics a partir dos anos 80 e que serviu como embrião para o selo Vertigo, não pode ser adjetivada com nada menos do que "clássico". E hoje a história continua sendo uma leitura envolvente e atual, um mérito dividido com Steven Bissette e John Totleben, que fizeram uma arte no mesmo nível do ótimo texto.

 



Biblioteca Histórica Marvel - Homem-Aranha 3) Biblioteca Histórica Marvel - Homem-Aranha (Panini) - A Panini acertou na mosca ao lançar esta coleção, pois além de atrair os colecionadores habituais, resgatou antigos leitores e conquistou alguns novos. E rever as histórias em que maior herói da "Casa das Idéias" se preocupava apenas com vilões e contas pra pagar (e não editores "geniais") é sempre bom, ainda mais com um acabamento gráfico tão caprichado. Em tempo: a edição do Quarteto Fantástico, que começou o Universo Marvel que hoje se conhece, também estaria nesta lista não fosse o absurdo número de erros de revisão.



Calvin e Haroldo - E foi assim que tudo começou 2) Calvin e Haroldo - E foi assim que tudo começou (Conrad) - Este livro apresenta as primeiras tiras de Calvin. Quando a série estreou, em 1985, não dava pinta de que se tornaria uma das maiores de todos os tempos e que colocaria seu autor, o até então desconhecido Bill Watterson, no patamar de grandes mestres da arte seqüencial. Ainda com um traço "tosco", o álbum mostra o dia em que o endiabrado garotinho de seis anos recebe dos pais um tigre de pelúcia. E o momento em que o "felino" pela primeira vez ganha vida longe dos olhares adultos é fantástico. Um clássico.



Um contrato com Deus e outras histórias de cortiço 1) Um contrato com Deus e outras histórias de cortiço (Devir) - Durante anos, encontrar em sebos a edição da Brasiliense de Um Contrato com Deus & Outras Histórias de Cortiço, lançada em 1988, foi uma missão inglória. Felizmente, a Devir a trouxe de volta ao mercado, com um acabamento gráfico primoroso. Foi tentando convencer um editor a publicar este álbum que Will Eisner cunhou o termo graphic novel (romance gráfico), que acabaria banalizado nos Estados Unidos e aqui também tempos depois. Nas quatro histórias que compõem o livro, que têm como cenário o cortiço da Avenida Dropsie, 55, o velho mestre mostra como construir e dar "vida" aos personagens, como transformar páginas em branco em cenários incríveis e como dotar de "movimento" desenhos que não se movem. Coisa de gênio. Todo apreciador de obras de arte em forma de quadrinhos precisa ter na coleção.

"Menções honrosas" para: Persépolis Completo, da Companhia das Letras; Sandman - Fim dos Mundos, da Conrad; Loki - Edição Especial Encadernada, as Bibliotecas Históricas de Vingadores e X-Men, Arquivo DC - Liga da Justiça (mais pelo resgate do que pela qualidade das histórias), Batman - Cidade Castigada, 1602 - Edição Definitiva; os Grandes Clássicos DC com O Messias, Lendas e Odisséia Cósmica e a coleção Homem-Aranha - Grandes Desafios (pela idéia, não pelo nível das HQs), da Panini; Piratas do Tietê, Rê Bordosa e outros personagens de Laerte, Angeli e Glauco em versão pocket e Tangos & Tragédias, da L± Chiclete com Banana - Antologia (que só não está na lista devido ao pouco cuidado editorial), 30 Dias de Noite e Supremo Volume Dois - A Era de Prata, da Devir; e Spawn - Origem, os três especiais de Preacher (O Cavaleiro Altivo e A história de você-sabe-quem, Cassidy - Sangue e Uísque e Guerra de um homem só), Stardust, Wild C.A.T.S - De volta para casa e as edições de 100 Balas (Atire primeiro, pergunte depois e Tiro pela Culatra, da Pixel.

Títulos regulares

Ken Parker 10) Ken Parker (Tapejara) - Uma série que teve apenas dois volumes em 2007 na lista das melhores? Sim, porque as edições foram "só" sensacionais, especialmente a # 58 (Greve), escrita por Giancarlo Berardi e desenhada por Ivo Milazzo, na qual o protagonista se envolve em uma luta entre funcionários e proprietários de uma fábrica têxtil - e acaba se dando mal. Ken Parker foi um baita projeto editorial que só chegou ao fim graças ao amor pelo personagem do editor Wagner Augusto, que bancou a publicação dos álbuns mesmo em tiragem reduzida.



Naruto 9) Naruto (Panini) - Enfim, estreou no Brasil (com serviço de assinatura e boas vendas em bancas) um dos mangás mais populares no mundo, que foi disputado por Panini, JBC e Conrad. A história de Naruto, um jovem órfão que é a reencarnação de um monstro ancestral e treina para se tornar um grande ninja, é para o público infanto-juvenil e tem a "receita" de outros títulos do gênero: o protagonista sempre se supera nas batalhas, enquanto aprende a valorizar o companheirismo. Cumpre seu papel, que é divertir.

 



Slam Dunk 8) Slam Dunk (Conrad) - Pode um mangá temático sobre basquete fazer sucesso num país que vai mal das pernas no esporte? Basta ler Slam Dunk para comprovar que sim. Takehiko Inoue, conhecido pelos seus desenhos soberbos em Vagabond, impõe um ritmo às histórias que faz o leitor se sentir disputando as partidas da equipe do Shohoku, onde joga o personagem principal, Sakuragi. No começo, ele era um atrapalhado arrogante e, graças ao que vive nas quadras, vai amadurecendo como atleta e, principalmente, como ser humano.

 



Superman 7) Superman (Panini) - Foi preciso a sofrível Crise Infinita (socos na realidade? Pfff...) para tirar Superman do marasmo de histórias fracas que o perseguia havia tantos anos. Os destaques dessa fase são Kryptonita, o primeiro número de Superman arco de Superman Confidential, escrito por Darwyn Cooke e com arte de Tim Sale, e A Queda de Camelot, com um texto competente de Kurt Busiek e desenhos de Carlos Pacheco. A revista só não está acima no ranking porque tem no mix a chatinha Supergirl.

 



Mágico Vento 6) Mágico Vento (Mythos) - O fumetto escrito por Gianfranco Manfredi viveu outro grande ano. Com tramas que sempre trazem um fundo de pesquisa histórica mesclado ao misticismo, ao suspense e à ação, o xamã Ned Ellis e seu amigo Poe continuam cativando os leitores. Pra completar, os desenhos estiveram num nível irretocável, assinados por artistas como Ivo Milazzo, Pasquale Frisenda, Giuseppe Barbatti, Maurizio Di Vicenzo, Luigi Piccatto e Cristiano Spadavecchia. Quem nunca leu este excelente título, faça-o. Vale a pena.

 



Grandes Astros Superman 5) Grandes Astros Superman (Panini) - Antes de esta série chegar ao Brasil, chegaram a classificá-la como "obra-prima". Não é o caso. Mas é um trabalho competente. Na verdade, o às vezes superestimado Grant Morrison construiu uma ode às histórias do Superman da Era de Prata (a reconstrução do Clark Kent covarde é muito boa), ou seja, antes da reformulação feita por John Byrne após a Crise nas Infinitas Terras. O resultado são HQs que resgatam aquele espírito quase pueril e divertem o leitor. E os desenhos de Frank Quitely estão de tirar o chapéu.

 



Marvel Action 4) Marvel Action (Panini) - Com um mix bastante equilibrado, Marvel Action entra na lista das melhores no ano de sua estréia. O ponto alto, sem dúvida, foi Demolidor. Muitos leitores consideravam difícil superar a fase de Brian Michael Bendis no título, mas Ed Brubaker mostrou a que veio - o que ele fez com Foggy Nelson foi eletrizante. Também mantiveram um nível de médio para bom Pantera Negra (no arco Turnê Mundial), Union Jack, Justiceiro e Mercenário e Cavaleiro da Lua.

 



J. Kendall - Aventuras de uma Criminóloga 3) J. Kendall - Aventuras de uma Criminóloga (Mythos) - Este fumetto tem no seu time ótimos desenhistas, mas seu forte está nos roteiros. Giancarlo Berardi utiliza Júlia para mostrar facetas nada agradáveis da mente humana. Em 2007, a criminóloga viveu grandes aventuras (até amorosas) e usou sua perspicácia para desvendar vários casos. Teve fugitivo da cadeia, terroristas, envenenador de crianças, incendiário, admirador secreto que ligava para contar a ela do seu desejo de matar e outros perigos. Sem dúvida, um dos títulos mais inteligentes publicados no Brasil.



Pixel Magazine 2) Pixel Magazine (Pixel) - A Pixel soube usar a vantagem de poder montar o mix da revista sem se preocupar com cronologia. Assim, misturou boas séries da Vertigo, da WildStorm e da ABC. Com certeza, o ponto alto foi Planetary - Warren Ellis e John Cassaday "destroem". Mas também mereceram destaque Authority, Freqüência Global (mesmo com uma HQ apenas), John Constantine em Na cadeia, Fábulas e Promethea, que começa a esquentar.

 



Lobo Solitário 1) Lobo Solitário (Panini) - Bastaram quatro volumes em 2007, para que este que é um dos mangás mais influentes de todos os tempos se sagrasse tricampeão (contando a lista de 2005, que este jornalista fez quando ainda editava a revista Wizard). Nesses derradeiros números da saga do ronin Itto Ogami e de seu filho Daigoro, era angustiante esperar pela história do mês seguinte, para ver a batalha final contra Retsudô. O leitor se sentia envolvido pelo texto de Kazuo Koike e pela narrativa precisa de Goseki Kojima. A Panini fez um trabalho muito competente na condução da série. Optou por revistas com papel barato, mas sempre com informações adicionais que agregavam algo ao conteúdo das HQs, como glossário de termos japoneses, várias matérias e capas originais. Lobo Solitário é um clássico dos quadrinhos mundiais e suas 28 edições merecem ser lidas e relidas.

Merecem "menções honrosas": Samurai Executor, XIII (que a editora traga logo os dois álbuns que encerram a série), Marvel MAX (mais pelo primeiro semestre) e Gantz, da Panini; Battle Royale, Monster (os volumes estão demorando muito para sair), os volumes de Vagabond - A História de Musashi e Nausicaä do Vale do Vento (só teve um álbum em 2007), da Conrad; a coleção O Melhor da Disney - As Obras Completas de Carl Barks, da Abril; Conan, o Cimério (apesar da periodicidade pra lá de irregular), da Mythos; Priest, da Lumus; o polêmico Death Note, da JBC; e Spawn (que não é nada de outro mundo, mas melhorou na reformulação pela qual passou), da Pixel.

Sidney Gusman lê quadrinhos de todos os gêneros, sem distinção, como dá pra ver pela lista acima. Ainda assim, não tem a menor dúvida de que haverá discordâncias por parte de alguns leitores em relação a este ou aquele título. Afinal, isso já rolou até entre os colaboradores do UHQ... Então, que a discussão seja proveitosa.

 

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