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Que fim levou o Batman?

Por Sérgio Codespoti  Siga Sérgio Codespoti no Twitter   | 28-11-08

Atenção: o texto abaixo contém informações sobre histórias da DC Comics ainda inéditas no Brasil, e pode estragar o prazer da sua leitura no futuro.

Batman # 681Depois de seis meses, chegou ao final, na revista Batman # 681, o arco Batman R.I.P., de Grant Morrison.

Parafraseando a famosa declaração francesa usada na coroação de Carlos VII: Batman morreu! Vida longa para o Batman! Esta história foi, de certa forma, a crônica de uma morte anunciada, graças tanto ao exagero do marketing da DC Comics, quanto à cobertura da mídia especializada norte-americana.

Desde 2007, já haviam vazado rumores que Batman poderiam morrer. O alarde foi tanto que a trama sofreu com o problema de uma enorme expectativa por parte tanto da crítica quanto dos leitores.

Mas o excesso de informações e o peso enorme das expectativas não são o único problema.

Não se trata de um herói de quinta categoria, mas sim do Batman, um dos carros-chefes da DC há décadas e que em 2008 faturou um bilhão de dólares no cinema.

Será que algum leitor mesmo acredita que a DC realmente matou o Batman?

Para complicar ainda mais, esta não foi a primeira vez - e nem será a última - que "morreu" um herói importante. O Super-Homem já foi e voltou.

Além disso, o Homem-Aranha foi substituído por vários personagens antes de reassumir seu posto tradicional. E, recentemente, o Capitão América foi assassinado - e embora tenha sido substituído, os leitores ainda acreditam que Steve Rogers voltará a usar o uniforme azul, vermelho e branco. O próprio Homem-Morcego já ficou paralítico e foi trocado por outro herói por uns tempos.

O leitor de super-heróis possui um cinismo que o impede - salvo raríssimas exceções - de acreditar que o Batman morreu, principalmente quando o próprio desfecho da trama deixa margem para dúvidas.

Mas se esta era uma história tão importante para o personagem e para a DC, com roteiro de um artista de destaque como Grant Morrison, por que a editora não deu a ele um desenhista do mesmo gabarito?

Tony Daniel é um artista mediano, na melhor das hipóteses, sem grande brilho. E os roteiros complexos de Morrison exigem alguém capaz de criar uma narrativa visual mais elaborada.

O próximo passo será de Neil Gaiman e Andy Kubert, numa história de duas partes que apesar do título, pode não revelar "O que aconteceu com o cruzado encapuzado".

A resposta para esta e outras questões devem ser exploradas nos próximos meses.

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