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Resenha: Homem de Ferro estréia em grande estilo
no cinema
Por Guilherme
Kroll Domingues, editor de quadrinhos do Homem
Nerd (30/04/08)
Há
diversos fatores para se determinar se uma adaptação dos quadrinhos no
cinema foi bem ou mal feita. Mas se os principais forem atores carismáticos,
uma história com alguma fidelidade à original e boas doses de ação e efeitos
especiais, então Homem de Ferro (126 minutos) com certeza figurará
na lista das que agradam.
Isso porque o filme baseado no personagem criado
por Stan Lee, Jack Kirby, Larry Lieber e Don Heck cumpre todos esses pré-requisitos.
A começar pela atuação sensacional de Robert Downey Jr. como Tony Stark.
Desde que J.K. Simmons viveu J.J. Jameson, na trilogia do Homem-Aranha,
nenhum ator tinha conseguido dar tanta vida a um personagem dos quadrinhos.
Os demais integrantes do elenco não ficam atrás. Terrence Howard como
Jim Rhodes também encarna bem o seu papel e até Gwyneth Paltrow (muito
mais bonita ruiva) se sai bem como Pepper Potts.
O roteiro segue com certa fidelidade os quadrinhos. Tudo começa quando,
após um incidente que coloca sua vida em risco, o industrial bélico Tony
Stark é forçado a construir uma armadura para combater a violência.
Até aí, tudo vai bem. O problema mesmo foi terem transformado o mordomo
Jarvis num computador, fugindo da óbvia comparação com Alfred, o fiel
ajudante do Batman. Outros detalhes interessantes também foram transpostos
para o cinema, como a presença constante da S.H.I.E.L.D nos bastidores
da ação.
A trama não difere muito de um filme de ação tradicional, e por vezes
chega até a ser óbvio demais. Mas isso não apaga o charme da produção,
que se escora nos efeitos especiais e numa forte mensagem antiguerra.
A direção de Jon Favreau é competente e mantém o bom ritmo do filme. Ele
se deu bem no casting por ter selecionado Downey Jr., pois isso
facilitou bastante o seu trabalho. As cenas de ação não são tão empolgantes
quanto as de Sam Raimi ou Bryan Singer, mas estão longe de serem ruins.
No quesito vilão, pode-se dizer que Tony Stark é o maior inimigo de si
mesmo. Sua guerra pessoal é contra as armas que ajudou a criar e a campanha
bélica norte-americana no Oriente Médio.
Há ameaças físicas como o Monge de Ferro e o grupo terrorista dos Dez
Anéis (uma possível referência ao Mandarim), mas, no fundo, eles são apenas
coadjuvantes da grande guerra contra as armas.
Por tudo isso, Homem de Ferro abre a temporada 2008 de adaptações
de quadrinhos para o cinema em grande estilo.
    
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