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Título: 100 BALAS - DIA, HORA, MINUTE... MAN (Pixel
Media) - Edição especial
Autores: Brian Azzarello (roteiro) e Eduardo Risso (desenhos).
Preço: R$ 10,90
Número de páginas: 96
Data de lançamento: Abril de 2008
Sinopse: Histórias originalmente publicadas em 100 Balas # 8 a # 11, que revelam mais sobre o agente Graves e os Minutemen.
Positivo/Negativo: Dia, hora, minute... man é a quarta edição que a Pixel coloca nas bancas da HQ 100 Balas, o melhor trabalho da dupla Brian Azzarello e Eduardo Risso.
Esta edição, na verdade, compila três histórias distintas, interligadas pela linha principal da série. A primeira, que dá título à revista, é uma HQ mais parada, com um pouco de ação no começo, mas que depois é sustentada só pelos diálogos entre Agente Graves e um novo personagem, Lono. A conversa dos dois esclarece muita coisa sobre os Minutemen e a aparente figura de líder de Shepherd.
Além de amarrar algumas pontas soltas, como a cena do helicóptero de Atire primeiro, pergunte depois, esta primeira história também joga uma porção de ganchos para o futuro de 100 Balas.
A seguir vem a história em duas partes Coração quente, matador frio, esta, sim, cheia de ação e violência - a marca registrada da série. A trama narra o retorno de mais um Minutemen. Além disso, coloca diversas perguntas sobre os métodos desses vigilantes. A paranóia vai longe, pois aparentemente eles são capazes de apagar memórias e reativá-las quando necessário.
Para encerrar, Coração partido, ovo mexido, nos moldes das edições anteriores, com o Agente Graves dando a maleta com as 100 balas irrastreáveis a uma mulher que acaba de perder a filha. Numa narrativa chocante, Azzarello expõe feridas marcantes da sociedade.
Na verdade, em todas as tramas, o roteirista se esforça para mostrar as mazelas da sociedade, mas sem ser chato. A vida difícil nas ruas é retratada naturalmente em 100 Balas. Não há hipocrisia ou amenidades.
E as 100 balas irrastreáveis servem para fazer a vingança que não só os personagens, mas também os leitores, acabam querendo fazer.
Tudo isso é potencializado pela arte de Eduardo Risso. O argentino apresenta um traço peculiar, incomum e marcante. Além da sua ímpar habilidade de traçar rostos e expressões diferentes, chama a atenção pela sua narrativa.
Em diversos momentos, o enquadramento mostra cenas que seriam impossíveis de serem capturadas por uma câmera de cinema, por exemplo. Em sua maioria, logicamente, as "tomadas" dele são usuais, mas, quando ousa, Risso salta à frente de outros artistas.
No fim da edição, um brinde para os leitores. Um sketchbook com o design dos personagens por Eduardo Risso.
Classificação:  
- Guilherme Kroll Domingues, editor de quadrinhos do Homem Nerd
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