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Título: ASTERIX E SEUS AMIGOS (Editora
Record) - Edição especial
Autores: Asterix nas artes primitivas - Jacques de Loustal (cartum);
Homenagem - Juanjo Guarnido (cartum);
Esses Blorks são loucos - Midam (cartum);
Encontro descontrollado - Jean-Louis Mourier e Christophe Arleston (texto e arte);
A grande ameaça - Zep (texto e arte);
Cordialmente, XIII - Jean Van Hamme (roteiro) e William Vance (arte);
Curso de Anatomix - Boucq (texto e arte);
A guarnição, 2000 anos d.C. - Baru (texto e arte);
Thorgalmente seu - Gregorz Rosinski e Jean Van Hamme (texto e arte);
A vingança - Milo Manara (texto e arte);
O outro Obelix - Turf (texto e arte);
Voando em 50 a.C. - François Walthéry (texto e arte);
A comunicação segundo os gauleses - Laudec e Cauvin (texto e arte);
Era uma vez na Amerix - Laurent Gerra e Achdé (texto e arte);
Galatina - Beltran (texto e arte);
Como disse? - Serge Carrère (texto e arte);
Todos os caminhos levam a Roma - Brösel (texto e arte);
O laboratório de Gaston - Jidéhem (texto e arte);
Asterix entre os sonhadores - Dany (texto e arte);
O caldeirão - Cuzor (texto e arte), Meephe Versaevel (cores);
O bolo de Tróia - Kathryn Immonen (texto) e Stuart Immonen (arte);
Ric Rochet e o mistério do tempo - Tibet (texto e arte), Brichou (cenários e cores);
Asterix em Patópolis - Vicar (texto e arte);
Eterno Obelix - Jean e Philippe Graton (texto), Studio Graton (arte);
A surpresa de Obelix - Claude Derib (texto e arte);
A outra grande travessia - Batem (texto e arte);
A vida noturna de Asterix - Forges (texto e arte);
O desconhecido - David Lloyd (texto e arte);
Escritório de turismo - Kuijpers (texto e arte);
Torres e gauleses - Didier Tarquin e Christophe Arleston (texto e arte).
Preço: R$ 25,00
Número de páginas: 64
Data de lançamento: Abril de 2008
Sinopse: Antologia de histórias curtas em homenagem aos 80 anos de Albert Uderzo, co-criador de Asterix.
Positivo/Negativo: A exaustiva lista de criadores acima é o centro nevrálgico de Asterix e seus amigos, álbum que a Record acaba de lançar. A edição foi feita a partir do original publicado na França em 2007, em homenagem ao octogésimo aniversário de Albert Uderzo, co-criador dos gauleses. O clima é de uma grande festa, lotada de convidados célebres.
A relação de autores fala sobre o álbum e sobre Asterix por si só mais do que qualquer resenha poderia dizer. São dezenas de autores de primeira linha, com trabalhos de porte, que resolveram dedicar alguns dias a contar suas próprias histórias do baixinho gaulês.
Entre eles, estão gente do quilate do italiano Milo Manara, do inglês David Lloyd, do chileno Vicar e mais a nata dos autores franco-belgas, todos interessados na chance de contar sua própria história de Asterix. Mais do que uma homenagem, o álbum é provavelmente uma das maiores antologias de trabalhos inéditos de quadrinhistas já produzidas.
A arte do álbum é, naturalmente, uma atração à parte. Não é de se estranhar, já que Asterix se filia à tradição européia. Mas a curadoria realmente acertou em cheio. São 30 traços diferentes, de estilos muitas vezes antagônicos, que vão do detalhismo de um Manara à simplicidade propositadamente tosca de Forges, passando pelo virtuosismo de Beltran e por diversos traços cartunescos, típicos dos franco-belgas.
De certo modo, a seleção materializa algo de que já se suspeitava: o poder mobilizador de Asterix, personagem que completa 50 anos em 2009, ainda é imbatível.
Para contar suas histórias de uma a quatro páginas, muitos criadores chegaram a unir os gauleses a seus próprios personagens. Daí a participação de Tito, XIII, Ric Rochet, Pato Donald, Lucky Luke e outros, o que só dá mais sabor ao álbum.
Outros criadores preferiram fazer suas próprias versões dos gauleses, ou mesmo retratar Goscinny e Uderzo.
A mistura de criadores, criaturas e homenageados rendeu um caldo saboroso, que põe este álbum entre os lançamentos mais bacanas do ano até agora.
Asterix e seus amigos, sempre é bom avisar, não traz uma história longa e consistente. Nem mesmo se enquadra entre as obras-primas das HQs. Mas o álbum é capaz de lembrar, página após página, o quanto os quadrinhos podem ser divertidos quando são criados (e lidos) com menos seriedade e mais paixão.
De repente, por gratidão a uma HQ canônica, vários criadores se unem e constroem uma homenagem feita de histórias simples, gostosas de ler, cheias de bom humor - e isso basta para fazer um álbum memorável.
Classificação:   
- Eduardo Nasi

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