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Reviews de Quadrinhos
 



LOVE HINA # 21 Título: LOVE HINA # 21 (Editora JBC) - Revista mensal

Autor: Ken Akamatsu (desenhos e roteiro).

Preço: R$ 3,90

Número de páginas: 88

Data de lançamento: Março de 2003

Sinopse: Keitarô passará seis meses trabalhando com o professor nos Estados Unidos. Será que Naru conseguirá dizer para ele como se sente antes da partida do vôo?

Positivo/Negativo: Nesta edição, uma das últimas de Love Hina, depois de muita enrolação, a série caminha para um final.

Keitarô e Naru finalmente passam no vestibular, mas ele ainda não tinha descoberto quem era a garotinha da promessa. Apesar disso, tudo caminhava para um final feliz entre os dois.

Mas, como ninguém quer matar a galinha dos ovos de ouro, o autor inventou uma viagem de seis meses aos Estados Unidos, para enrolar ainda mais a trama.

Na verdade, Love Hina sempre foi assim, quando um beijo ou uma declaração de amor estavam prestes a acontecer, algo atrapalhava o casal protagonista.

Keitarô nunca foi um personagem muito profundo, apenas um paspalhão sortudo. As personagens que o rodeavam tinham contornos um pouco mais fortes, mas em sua maioria eram "monocromáticas", apresentando apenas uma característica que a marcava.

Edição a edição, Keitarô foi desvelando-as, em busca da garotinha da promessa. E à medida que as despia de seus traumas e aversões, o jovem também desnudava as moças acidentalmente.

A cada duas ou três páginas rolava um upskirt ou uma bolinada acidental. Os enquadramentos de Ken Akamatsu também favoreciam isso. Sempre que podia, o autor desenhava as moças de baixo para cima, mostrando sua roupa de baixo.

Em relação ao mangá, é interessante notar que, há quatro anos, uma revista nesse formato, equivalente a meia edição original, custava R$ 3,90 - talvez em virtude de tiragens maiores.

Hoje, também em decorrência da inflação, títulos da mesma JBC custam em torno de R$ 5,90 a R$ 6,90. Os quadrinhos, mesmo os mangás, vêm se elitizando, afastando as crianças e a população mais carente.

Outra triste constatação: são praticamente descartáveis as revistas desse período. As páginas ficam amareladas e onduladas. A cola da lombada começa a se soltar. Ainda bem que para títulos mais importantes, como Vagabond e Dragon Ball os colecionadores têm as edições definitivas.

Classificação: - Guilherme Kroll Domingues, editor de quadrinhos do Homem Nerd

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