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O eterno dilema da falta de espaço e os quadrinhos
Grandes coleções causam problemas enormes para quem não é milionário.
Por Marcelo
Naranjo (23/09/09)
Todo colecionador de quadrinhos já passou, passa, ou vai passar pelo dilema:
o que fazer quando o tamanho da coleção aumenta inversamente ao espaço
que se tem disponível para tantas revistas e livros?
O conflito começa a surgir aos poucos, semana após semana, mês após mês.
Entre os primeiros sintomas, está aquela estante que não comporta mais
nenhuma revista, seja na vertical ou horizontal, sob o risco de os quadrinhos
caírem, literalmente, pelas beiradas.
Depois,
o leitor/colecionador abre o armário (seja embutido, seja comum) e verifica
a impossibilidade de colocar qualquer outra revista lá dentro, pois o
dito cujo está completamente tomado. Não há brecha para mais nada.
E avançar sobre outros armários da residência, especialmente para quem
é casado ou tem pais que não entendem o seu hábito de colecionar quadrinhos,
pode ser uma ameaça à sua própria existência.
Começam, então, a aparecer pilhas de revistas em lugares inusitados, na
sala, no quarto, quiçá no banheiro. Ou caixas plásticas lotadas de quadrinhos,
que seguem se multiplicando como coelhos. Se você é maior de idade, vacinado
e mora sozinho, ninguém tem nada com isso e ponto final.
Mas o problema começa a tomar vulto, em especial, quando a pessoa não
mora sozinha. E as mais diversas reclamações surgem de todos os lados.
"Você não vê que não tem mais espaço para essas revistas?".
"Para de comprar, nem tem mais onde guardar!".
"Vai dizer que você lê tudo isso? Para com essa porcaria!"
A coisa toda toma proporções monstruosas quando as revistas em quadrinhos
passam a ser seriamente ameaçadas e correm risco de um fim inesperado.
"Qualquer dia, ponho fogo nisso tudo".
"Olha aqui, quando você voltar não vai ter mais nenhuma revistinha nessa
casa!".
O individuo entra em pânico. Parar de colecionar? Nem pensar. Guardar
em outro lugar? E ficar longe dos quadrinhos? Como assim?
Pensando nisso tudo, o Universo HQ coloca algumas sugestões para
efetivamente resolver (ou não) esse tipo de problema:
1) Doe seus quadrinhos para escolas, gibitecas, bibliotecas. Não serão
tão bem cuidados, mas, ao menos, outras pessoas terão acesso a eles. Mas
atenção! Caso seus quadrinhos sejam raros, antes de tomar essa
atitude entre em contato com naranjo@universohq.com.
Afinal, nunca se sabe...
2) Ao contrário do que prega Marcus Ramone em sua coluna Recordatório,
empreste seus quadrinhos! E não os peça de volta. Chega de tanto apego.
Assim, o problema de espaço pode diminuir, quem sabe?
3) Construa ou alugue uma casa só para sua coleção de quadrinhos. Pronto,
tudo resolvido. Simples, não?
4) Pare de se preocupar com o que os outros pensam! Por exemplo, veja
só as
coleções dos leitores do Universo HQ. Você acha que eles estão
preocupados?
5) Não se pode esquecer da "solução caseira": construa prateleiras no
alto da sala, faça um armário novo, ou monte uma estante de aço. Evite
problemas, como o desabamento
da estante de Sidney Gusman!
6) Caixas plásticas de tamanho razoável custam de R$ 30,00 a R$ 50,00
cada uma. São um bom paliativo, além de poderem ser empilhadas.
7) Adote as posturas ecológicas sugeridas pelo Eduardo Nasi em seu texto
mais recente na coluna Cada
um no seu quadrinho. Quem sabe assim você diminui sua coleção?
8) Pare de comprar quadrinhos. Chega! Pense no dinheiro que você economizaria.
9) Pare de comprar quadrinhos. Chega! Colecione selos, moedas, figurinhas
ou outras coisas que ocupam menos espaço.
10) Pare de comprar quadrinhos. Chega! Compre um cachorro. Arrume uma
namorada. Case. Tenha filhos e... Não... pensando bem, continue comprando
quadrinhos.
E você? Já passou ou está passando por problemas similares? Comente no
Blog
do Universo HQ!
Marcelo Naranjo sofre na pele o problema da falta de espaço e não vê a hora de a esposa pedir para escolher entre ela e os quadrinhos. Oba! Vai sobrar mais grana pra comprar quadrinhos!
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