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Superboy: um sucesso da Ebal
A revista do Menino de Aço foi um dos destaques da saudosa editora fluminense
Por Marcelo
Naranjo (27/05/09)
De acordo com o norte-americano Les Daniels, autor de obras como DC
Comics: Sixty Years of the World's Favorite Comic Book Heroes e Marvel:
Five Fabulous Decades of the World's Greatest Comics, "Superboy foi
o último título de importância da Era de Ouro dos quadrinhos".
Sobre o surgimento do Superboy, Daniels conta que, se os super-heróis
eram populares, e seus jovens parceiros também, então colocar o super-herói
mais famoso de todos como um garoto teria aprovação total.
E foi o que ocorreu.
Superboy surgiu na revista More Fun Comics # 101, de 1945, uma
publicação mais voltada para a linha humorística. Depois, passou para
a Adventure Comics, em 1946, e ganhou título próprio em 1949.
Em suas primeiras aventuras, sua aparência era de uma criança de 7 anos.
Posteriormente, passou a ser representado como um garoto de 12 anos, até
ser retratado como um adolescente.
Esse Superboy "original" foi criado na cidade de Smallville (Pequenópolis,
no Brasil) por seus amorosos pais, o casal Kent, e tinha como companheiros
o amigo Steve Ross e a primeira namorada, Lana Lang.
Essa
fase teve incontáveis histórias criadas, muitas publicadas no Brasil pela
Ebal, que colocou o herói em título próprio - confira as capas
da primeira série no site Gibihouse.
É válido citar que o personagem passou por diversas modificações da década
de 1980 em diante, após a publicação da saga que redefiniu (ao menos até
aquele momento) o Universo DC: Crise nas Infinitas Terras.
A partir de então, foi estabelecido que Superman nunca fora o Superboy.
John Byrne, responsável pela nova fase do Homem de Aço na época, apresentou
o Superboy que era conhecido pela Legião dos Super-Heróis como sendo de
um mundo paralelo chamado "Universo Compacto", criado pelo vilão Senhor
do Tempo, que acaba sendo responsável pela morte desta versão do herói.
O ano de 1993 traria um novo Superboy, um clone adolescente criado a partir
dos DNAs de Superman e Lex Luthor, de nome Kon-El e identidade secreta
Conner Kent.
Anos depois, ele viria a falecer na saga Crise Infinita, assassinado
pelo Superboy Primordial (outra versão do herói, surgida na Crise nas
Infinitas Terras). Mas, como nada dura para sempre nos quadrinhos
de super-heróis, em especial de tratando de "falecimentos", ele já
está de volta.
A
TV também apostou no personagem: ele teve um piloto produzido em 1961;
o seriado The Adventures of Superboy em 1966; o seriado Superboy
em 1988 e, finalmente, Smallville, de 2001, com o qual acaba de
atingir a impressionante marca de oito temporadas, caminhando para a nona.
Mas é hora de voltar ao tema desta coluna: Superboy teve grande destaque
no Brasil pela Ebal, com vários títulos publicadas, passando do
"formatão" para o "formatinho" - este último teve duas linhas: a 4ª
série, com duração de sete edições, e a 5ª série, que finalizou
a saga do jovem herói pela editora - E são dessa última fase as revistas
que ilustram a coluna e das quais falaremos a partir de agora.
Superboy - 5ª série teve 16 edições, publicadas mensal ou bimestralmente
entre setembro de 1980 e setembro de 1982.
A maior parte das aventuras dessas revistas foi criada por Cary Bates
(roteiro) e Kurt Schaffenberger (arte), com supervisão de Julius Schwartz.
Também foram publicadas várias histórias com roteiro de Tom de Falco e
arte de Joe Staton.
Nos dois primeiros números, o destaque é para a contenda entre o Jovem
de Aço contra Astralad. O vilão, na verdade um tímido e jovem amigo de
escola de Clark, é um "perdedor", cuja contraparte do futuro inventa um
aparelho que permite voltar no tempo em forma astral, tomar o próprio
corpo quando jovem e adquirir superpoderes.
Claro que não poderiam faltar aventuras do herói em sua parceria com a
Legião dos Super-Heróis, neste caso com roteiros de Gerry Conway e arte
de Ric Estrada e Jack Abel, além da arte de George Tuska e Vince Colletta.
A série trouxe ainda aventuras clássicas do personagem, possivelmente
publicadas originalmente na década de 1950.
Outros heróis passaram pela revista, como a dupla Lanterna Verde e Arqueiro
Verde, com roteiro de Denny O'Neil e arte de Alex Saviuk; e não poderiam
faltar a famosa superprima, Supermoça, e o melhor amigo do Homem de Aço,
o cão Krypto.
São aventuras de uma época na qual os roteiros eram mais simples, e a
aposta era para o público mais jovem. Mas não se engane: são importantíssimas
na trajetória do pioneiro e maior super-herói de todos os tempos, o Homem
de Aço, e em sua fixação no imaginário popular.
Acompanhe a seguir o texto da contracapa do primeiro número de Superboy
- 5ª série:
Depois de viver incontáveis aventuras com a Legião dos Super-Heróis,
o Rapaz de Aço volta a sobrevoar os céus sozinho, nas páginas desta revista
própria que estamos lançando agora.
São quadrinhos revelando o universo do Super-Homem quando rapaz e suas
aventuras em Pequenópolis. Aventuras que não perdem em nada com as que
viveria mais tarde, em Metrópolis. Já naquele tempo, o titânico kryptoniano
acostumou-se a enfrentar ameaças de todos os tipos e origens. E já suava
para preservar sua identidade de Clark Kent.
Na aparentemente tranquila Pequenópolis, destacava-se a bonita Lana
Lang, uma presença sempre agradável, mas que ajuda na mesma medida em
que complica a vida de Clark/Superboy. E, em quase todas as histórias,
podemos ver os sustos do casal Jonathan e Martha Kent, quando o filho
adotivo entra em apertos nada comuns. E até na escola, Clark Kent se encontra
nas mais inesperadas situações, mas em geral se sai bem, principalmente
quando conta com a ajuda disfarçada do colega Pete Ross, que conhece a
identidade de Superboy, sem que este saiba.
Os criminosos que aparecem em Pequenópolis? Uns piores do que os outros.
Em alguns combates, o Rapaz de Aço precisa usar todos os seus poderes.
E muitas vezes a falta de experiência o prejudica, apesar da superinteligência.
E fica aquele suspense. E o final que todos esperam.
Boa leitura.
Vale lembrar que, apesar da trajetória de sucesso, ou justamente por causa
dela, um grande imbróglio envolve Superboy atualmente: a família de Jerry
Siegel, já falecido,
dá continuidade a uma ação contra a DC, pelos direitos do personagem.
Eles já tiveram uma
decisão favorável à sua ação, que foi revertida
posteriormente. Um assunto que ainda terá
diversos desdobramentos.
Não deixe de conferir todas as capas que inspiraram esta coluna na galeria
de imagens.
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do Universo HQ.
Marcelo Naranjo quer completar todas as séries do jovem herói de aço publicadas pela Ebal. Para tanto, ele aceita doações. E, se alguém não gostar da ideia... Pega, Krypto! Pega!
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