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Cinquenta números de J. Kendall - Aventuras de uma Criminóloga

Por Marcelo Naranjo   Siga Marcelo Naranjo no Twitter   | 13-01-09

J. Kendall - Aventuras de uma CriminólogaA Mythos Editora atingiu neste mês de janeiro uma marca que merece ser comemorada: 50 edições da revista em quadrinhos J. Kendall - Aventuras de uma Criminóloga.

Anunciado em 2004 pela editora, o título saiu originalmente no Brasil como Júlia, porém, devido a problemas com a Editora Nova Cultural, a qual detinha os direitos deste nome, mudou para J. Kendall - Aventuras de uma Criminóloga, a partir da edição #5.

Mas, desde o início, uma coisa era certa: com roteiros do ótimo Giancarlo Berardi - responsável pelo quadrinho cult de faroeste Ken Parker, a expectativa era por histórias de qualidade. E foi o que ocorreu.

Com um time diverso de bons desenhistas, a série apresenta as histórias de Júlia, professora de criminologia que colabora com a polícia da cidade de Garden City. O visual da personagem é baseado na atriz Audrey Hepburn.

As tramas, narradas em estilo cinematográfico, alternam a leitura do diário de Júlia, nas quais o leitor acompanha o que passa na cabeça da criminóloga, com a história em si. Personagens secundários carismáticos completam a aventura policial.

Além disso, é leitura indicada para ambos os sexos - confira o motivo nas palavras do próprio criador, Berardi, em entrevista ao Universo HQ: "Não escrevo sobre uma heroína, mas sobre uma mulher de hoje, inteligente, sensível, bem-sucedida profissionalmente, intuitiva, independente. Uma mulher normal. E como o que me interessa é contar a vida...".

Quanto ao título em si, nem tudo é perfeito, já que o preço, o formato e a qualidade do papel não agradam a todos. Mas, face aos problemas do caótico mercado nacional de quadrinhos, fica o mérito da Mythos em manter nas bancas essa diferenciada série mensal para adultos criada originalmente na Itália, pela Sergio Bonelli Editore (Tex, Zagor e Mágico Vento são os outros títulos publicados atualmente no Brasil).

Também foram publicadas quatro edições especiais, passadas quando a personagem ainda estava cursando a universidade, acompanhadas de matérias sobre filmes e séries policiais.

Por fim, vale lembrar que, embora mensal, as tramas são fechadas, e não é preciso conhecimento prévio da saga para a leitura de cada edição, que conta sempre com um simpático editorial comentando detalhes das aventuras, frequentemente sobre referências musicais, literárias ou cinematográficas presentes nas histórias.

No número #50, um acidente leva à descoberta de um corpo no fundo de um rio, sem seus órgãos internos, removidos cirurgicamente. Uma complexa teia de acontecimentos leva Júlia cada vez mais perto dos culpados, e a correr grande perigo.

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