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Título: BATMAN # 73 (Panini
Comics) - Revista mensal
Autores: Honra entre ladrões - Paul Dini (roteiro), Don Kramer (desenhos), Wayne Fancher (arte-final) e John Kalisz (cores);
321 dias - Ataque! - Marv Wolfman (roteiro), John Bosco (desenhos), Alex Silva (arte-final) e Studio F (cores);
Dia das mães - Will Pfeifer (roteiro), David López (desenhos), Álvaro López (arte-final) e Jeromy Cox (cores);
A gênese do demônio - Peter Milligan (roteiro), David López (desenhos), Álvaro López (arte-final) e Trish Mulvihill (cores).
Preço: R$ 8,00
Número de páginas: 112
Data de lançamento: Dezembro de 2008
Sinopse: Honra entre ladrões - Bruce Wayne contrata o Charada para encontrar uma droga experimental que desapareceu dos laboratórios das Empresas Wayne.
O Charada vai até Metrópolis atrás de uma mulher suspeita e acaba se encontrando com Harleen Quinzel, a Arlequina.
321 dias - Ataque! - Asa Noturna e Vigilante tentam impedir Eddie Metal e Liu de roubarem os laboratórios da Wayne Farmacêutica.
Liu é ferida e Asa Noturna resolve protegê-la no hospital.
Dia das mães - Depois dos últimos acontecimentos, Selina Kyle, a Mulher-Gato, está muito preocupada com a segurança de Helena, sua pequena filha. Por isso, pede ajuda ao Batman.
A gênese do demônio - A origem de Ra's Al Ghul é contada para seu neto Damian, por Talia. Batman investiga o que aconteceu com dois pesquisadores da Fundação Ecológica Wayne.
Por trás das duas histórias está a tentativa de ressuscitar Ra's Al Ghul.
Positivo/Negativo: Uma edição abaixo da média, com duas histórias boas e duas fracas.
Paul Dini continua com seus roteiros divertidos. Desta vez, investe em uma trama com dois vilões em busca de regeneração: Charada e Arlequina. É muito interessante o modo como a sagacidade de Edward Nigma é apresentada na história.
Uma das principais vantagens dos roteiros de Dini é sua autossuficiência. Não é preciso acompanhar assiduamente as histórias para entender a trama. Já a arte deixa um pouco a desejar, pela pouca variedade das expressões faciais.
O Asa Noturna tem vivido histórias sofríveis nos últimos tempos. É o caso, mais uma vez. Marv Wolfman ainda não conseguiu produzir uma trama satisfatória com o personagem.
Na conclusão do arco 321 dias, a impressão é de que as páginas acabaram e o resto foi deixado para depois. O final em aberto é uma possibilidade atraente para histórias seriadas. Mas preparar o encontro entre Vigilante e Eddie Metal e não apresentá-lo é frustrante.
Em Mulher-Gato, as coisas andam bem. Os enquadramentos de David López são muito bons e o desenvolvimento da personagem e sua relação com o Batman seguem um rumo seguro.
Will Pfeifer optou por uma história com menos ação e mais diálogos. E conseguiu um bom resultado, deixando o leitor na expectativa pelo que vem por aí.
Em A gênese do demônio, a expectativa antes da leitura é muito boa: o roteirista é Peter Milligan, autor dos excelentes Shade, o homem mutável, Skreemer e X-táticos; o desenhista é o mesmo David López da história anterior da Mulher-Gato; os personagens envolvidos são os interessantes antagonistas Ra's Al Ghul e Batman.
Mas o leitor se frustra.
O enredo de Milligan é ruim demais. O modo como é conduzida a ressurreição de Ra's Al Ghul é clichê ao extremo, os personagens têm atitudes exageradas e fortemente marcadas. Esse tipo de caracterização afasta um pouco o leitor, dificultando seu envolvimento com a trama.
O desenvolvimento da outroplot em paralelo poderia ser interessante, mas nenhuma das duas tramas se mantém individualmente, além de impedir um encontro efetivo entre Batman e Ra's Al Ghul.
A arte de David Lopez é muito inferior à apresentada em Mulher-Gato. Pela baixa qualidade do desenhos e pelas saídas "fáceis" do roteiro, parece que foi tudo feito às pressas. Felizmente, a HQ tem um ritmo razoável e acaba rápido.
Classificação: 
- Lielson Zeni
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