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Título: BATMAN # 75 (Panini
Comics) - Revista mensal
Autores: Aquele que é o mestre - Grant Morrison (roteiro), Tony Daniel (desenhos), Jonathan Glapion (arte-final) e Guy Major (cores);
A ressurreição de Ra's Al Ghul - Parte 5 - Peter Milligan (roteiro), David Baldeón (desenhos), Steve Bird(arte-final) e Guy Major (cores);
Prova viva - Fabian Nicieza (roteiro), Don Kramer & Carlos Rodriguez (desenhos), Wayne Faucher e Bit (arte-final) e Studio F (cores).
Direito nefasto - Paul Dini (roteiro), Ryan Benjamin e Don Kramer (desenhos), Saleem Crawford e Wayne Faucher (arte-final) e John Kalisz (cores).
Preço: R$ 7,50
Número de páginas: 96
Data de lançamento: Fevereiro de 2008
Sinopse: Aquele que é o mestre - Em troca da vida de Damian e Robin, Batman se propõe a levar Ra's Al Ghul a Nanda Pardat, onde está a fonte da vida.
A ressurreição de Ra's Al Ghul - Parte 5 - Robin, tentado pela proposta de Ra's Al Ghul, enfrenta um bando de ninjas, foge, faz um acordo com Fantasma Branco e é confrontado por I Ching.
Prova viva - Asa Noturna tenta convencer Robin a não aceitar a proposta de Ra's Al Ghul.
Direito nefasto - O confronto de Batman contra Ra's Al Ghul. Robin, Tália, Asa Noturna, I Ching, Damian e Alfred contra um exército de ninjas e a destruição de Nanda Parbat.
Positivo/Negativo: E se encerra aqui a saga iniciada na edição anterior, A ressurreição de Ra's Al Ghul.
E o que começara mal, segue piorando. Grant Morrison surpreende. Dificilmente se vê uma história tão ruim assinada pelo escritor escocês. A mistura de um punhado de clichês e ninjas assassinos, definitivamente, não funcionou.
Em Robin, a questão moral à qual o Menino-Prodígio está submetido é muito interessante, mas se desenvolve por frases-chavão, quebra-pau com ninjas e situações já vistas. E a arte é muito ruim.
Já em Asa Noturna aumenta a suspeita de "coisa feita na última hora". São creditadas duas duplas de desenhistas e arte-finalistas, aquele velho esquema de chama "alguém pra me ajudar a terminar a revista."
Por conta disso, a arte sofre visivelmente; e o roteiro de Nicieza segue o padrão "heróis amigos conversam enquanto quebram o pau, um deles percebe estar errado e o outro se mostra magnânimo".
Os clichês são tantos, que até os enquadramentos têm cheiro de coisa velha - como a cena de Alfred chegando com o avião.
Falando em Alfred, é dose pra morcego o franzino mordomo dos Wayne enfrentar ninjas assassinos de uma das maiores organizações terroristas do mundo na última história da revista!
Paul Dini escreveu a pior HQ do mix. Novamente, o plot básico da saga da ressurreição de Ra's Al Ghul é posto em ação: heróis (incluindo Alfred) contra um bando de ninjas. E aumenta a desconfiança a respeito de a história ter sido escrita às pressas e de a saga ter sido imposta pelo editor.
Mas há uma interessante ironia: na conclusão da ressurreição do terrível vilão, o leitor é apresentado a um traço padrão Image - no que isso significa de pior. Seria a volta também desse "vilão" das histórias em quadrinhos?
Fica-se com a sensação de que, se era para voltar desse jeito, melhor seria se Ra's Al Ghul nunca tivesse ido.
Classificação:
- Lielson Zeni
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