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Título: BATMAN # 77 (Panini
Comics) - Revista mensal
Autores: A gangue do País das Maravilhas (HQ originalmente publicada em Detective Comics # 841) - Paul Dini (roteiro), Dustyn Nguyen (desenhos), Derek Fridolfs (arte-final) e John Kalisz (cores);
O crime compensa - Parte 3 (HQ originalmente publicada em Catwoman # 74) - Will Pfeifer (roteiro), David López (desenhos), Álvaro López (arte-final) e Jeromy Cox (cores);
Queda livre (HQ originalmente publicada em Nightwing # 140) - Peter J. Tomasi (roteiro), Rags Morales (desenhos), Michael Bair (arte-final) e Edgar Delgado (cores);
Joe congela no inferno (HQ originalmente publicada em Batman # 673) - Grant Morrison (roteiro), Tony Daniel (desenhos), Tony Daniel e Sandu Florea (arte-final) e Guy Major (cores).
Preço: R$ 7,50
Número de páginas: 96
Data de lançamento: Abril de 2009
Sinopse: A gangue do País das Maravilhas - O Chapeleiro Louco volta a atacar e está aumentando sua gangue. Mas há algo estranho em suas atitudes.
O crime compensa - Parte 3 - A Mulher-Gato descobriu que o Gatuno foi responsável pela maior parte de seus problemas nos últimos tempos e decide ir à forra.
A queda - Asa Noturna resolve estudar melhor o mapa de Nova York e estabelecer um quartel de operações. Enquanto isso, alguém está roubando cadáveres de meta-humanos.
Joe congela no inferno - Batman, no começo de sua carreira, apavora Joe, um chefe criminoso. E, no presente, descobre-se o que aconteceu com o Morcego após o confronto com um dos três Batmen no telhado da Central de Polícia de Gotham City.
Positivo/Negativo: Uma boa edição de Batman.
A história escrita por Paul Dini novamente aposta na fórmula da novela de detetive: um crime (ou uma série deles), com algum elemento peculiar, é investigado pelo personagem principal e o leitor é apresentado a uma reviravolta final. Tudo com um ritmo muito bom.
A arte de Dustyn Nguyen é fraca - falta um pouco de envolvimento nos enquadramentos.
Em seguida, é a vez de Mulher-Gato, com seu equilibrado time criativo, dar as caras. A regularidade das histórias está impressionante. Nem sempre elas são geniais, mas se garantem. Pfeifer trouxe o lado criminoso de Selina Kyle de volta e a trama conta o embate com o Gatuno, que tenta ocupar lugar da Mulher-Gato.
Asa Noturna tem a estreia de um novo time criativo. A preocupação do roteirista Peter J. Tomasi parece ser alocar personagem em Nova York, situação que estava meio solta nas HQs escritas por Marv Wolfman. O enredo segue de modo interessante e parece promissor.
Grant Morrison cria a melhor história da revista, mesmo com os desenhos padrão "anos 90" de Tony Daniel, cheios de personagens com dentes rangendo e poses de estátua.
A narrativa trabalha em, pelo menos, três momentos: o presente, quando Batman está desacordado; o passado, no qual o herói aceitou se submeter a uma experiência de isolamento; e a um passado mais distante, no começo da carreira do Cavaleiro das Trevas, quando ele confronta Joe.
Mas que diabos o Bat-Mirim faz ali?
Note que o exótico personagem aparece durante os delírios inconscientes de Batman.
A condução dessas três linhas narrativas é excelente e Morrison começa a apontar a história para o arco Batman - Descanse em paz, que estreia em julho no Brasil.
Enfim, esta é uma das melhores edições da revista Batman dos últimos tempos.
Classificação:  
- Lielson Zeni
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