| |
Wolverine completa 35 anos
Em 2009, a Marvel completa 70 anos de existência, e Wolverine, um dos personagens mais famosos da editora, faz 35 anos, no mês de abril.
Por Sérgio
Codespoti (29/04/09)
Aviso aos leitores: embora este artigo lide, em grande parte,
com fatos conhecidos do Universo Marvel, também são citados alguns eventos
recentes divulgados nos Estados Unidos, e ainda inéditos no Brasil. Por
isso, pode prejudicar o prazer de sua leitura no futuro.
A história de Wolverine é uma das mais conturbadas dentre os super-heróis,
sempre recheada de reviravoltas envolvendo flashbacks, modificações
retroativas e até mesmo viagens ao futuro. Portanto, este texto não pretende
explorar este passado seguindo a cronologia em suas minúcias, mas sim
colocar a evolução do personagem dentro do contexto histórico das publicações
da Marvel.
Wolverine surgiu num arco de três partes na revista The Incredible
Hulk (# 180, # 181 e # 182, apenas nas primeiras páginas),
de outubro de 1974.
Nesta aventura, o personagem era um agente a serviço da Real Força Aérea
Canadense, conhecido pelo codinome Arma X. Para os leitores, ele era apenas
um misterioso antagonista lutando contra o Hulk e Wendigo, no Canadá.
A história foi escrita por Len Wein, que criou o personagem, e John Romita
Sr. - diretor de arte da Marvel na época -, que desenhou
o visual do mutante.
Quem ilustrou esta aventura foi Herb Trimpe, o primeiro artista a desenhar
Wolverine numa HQ.
Numa série de entrevistas organizadas por Peter Sanderson para Incredible
Hulk and Wolverine (um pequeno encadernado lançado em 1986, reunindo
The Incredible Hulk # 180 e 181 e um aventura curta
de Logan contra Hércules), Roy Thomas, Len Wein, Chris Claremont, Dave
Cockrum e John Byrne falam bastante sobre as origens e o desenvolvimento
do personagem.
Em 1972, Roy Thomas havia substituído Stan Lee como editor-chefe da Marvel,
e estava interessado em reativar os X-Men (nesta época a revista dos mutantes
sobrevivia apenas de republicações bimestrais). Thomas queria criar novos
mutantes e fazer uma equipe internacional para substituir a anterior.
Sabendo disso, Cockrum apresentou alguns esboços de personagens que havia
criado. Thomas achou interessante, mas, naquele momento, nada chegou a
vingar. Dentre os desenhos havia dois personagens de aparência vampiresca,
e um deles se chamava Wolverine.
Thomas confessou que realmente havia se esquecido deste "Wolverine" de
Cockrum, quando pediu para Len Wein criar um personagem com este nome.
Wein, então, decidiu criar um mutante, pois queria que ele integrasse
a equipe dos novos X-Men. O personagem era canadense, como o animal Wolverine
(conhecido em português como Carcaju), bastante comum naquele país. Seus
poderes eram parecidos com os da fera que lhe dava o nome: muita força,
ferocidade e velocidade.
Em sua primeira aparição, as garras eram retráteis, feitas de adamantium
e faziam parte de sua luva, não do seu esqueleto. Ele ainda não possuía
um esqueleto de adamantium e nem fator cura. O personagem também não tinha
uma origem definitiva. Embora só apareça mascarado, na época Wein queria
que Wolverine fosse um jovem de 19 anos.
Finalmente, em maio de 1975, a Marvel lançou Giant-Size
X-Men # 1, com uma nova equipe de mutantes recrutada por Charles
Xavier para salvar seus pupilos originais de Krakoa, a ilha viva. Wolverine
estava entre eles.
Curiosamente, Gil Kane, o capista da edição, interpretou errado o visual
de Wolverine e modificou sua máscara, aumentando a parte escura e pontuda.
Dave Cockrum gostou e adotou o modelo para a arte da revista. Este viria
a ser o uniforme clássico do herói por alguns anos.
Com o sucesso do especial, a Marvel resolveu dar continuidade
à revista X-Men, com aventuras inéditas usando os novos mutantes
na equipe. Aí, Wein decidiu criar uma origem para Logan.
O autor revelou, numa entrevista publicada no X-Men Companion - Volume
1 (edição da Fantagraphics, de 1982), que na origem
que imaginara Logan não era exatamente um mutante, mas um carcaju evoluído
geneticamente, possivelmente pelo Alto Evolucionário. Isso foi sugerido
nas histórias do personagem em dois momentos, mas nunca chegou a ser publicado,
como Wein pretendia.
Nas primeiras aventuras, os enredos das aventuras eram de Len Wein e o
roteiro de Chris Claremont, que logo assumiu a revista e, inicialmente,
seguiu os planos de Wein.
Em Uncanny X-Men # 98, escrito por Claremont e desenhado por
Dave Cockrum, um técnico do Projeto Armagedom diz a Steven Lang que Wolverine
pode não ser um mutante, pois os exames de seu corpo são muito diferentes
dos de seus companheiros.
Wein queria que Wolverine fosse jovem, por volta de 19 anos, mas esse
desejo caiu por água baixo quando Cockrum o desenhou muito mais velho
(com seu cabelo característico e fumando um cigarro) nesta edição. Aliás,
também foi em Uncanny X-men #98 que Claremont introduziu a ideia
de que as garras de Wolverine eram parte de seu corpo, e não de sua luva.
A segunda e última referência à origem imaginada por Wein apareceu em
Uncanny X-Men # 103 (de Claremont e Cockrum), na qual Wolverine
diz não acreditar em Leprechauns (uma espécie de diminuto duende irlandês)
e o Leprechaun responde: "E nós não acreditamos em Wolverines falantes".
Com a saída de Wein da revista, em Uncanny X-Men # 95, Claremont
lentamente passou a dar uma nova direção para os personagens. Nem Cockrum
(que preferia Noturno) e nem Claremont estavam muito interessados no Wolverine
agressivo e psicótico daquela época, e pensavam em descartá-lo.
Logan só foi salvo pela entrada do artista canadense John Byrne, em Uncanny
X-Men # 108 (de 1977), que "adotou" o mutante, como um dos seus personagens
preferidos. Anteriormente, Byrne estava desenhando Punho de Ferro, cujas
histórias também eram escritas por Claremont.
Byrne e Claremont definiram Wolverine como se conhece hoje. Algumas das
mudanças estabelecidas: Logan se tornou mais baixo e peludo; a relação
do herói com o governo canadense passou a ser explorada em aventuras envolvendo
o departamento H, o Guardião, e a Tropa Alfa; e até uma modificação de
uniforme quando Wolverine passou a usar a roupa marrom e amarela (numa
aventura no Canadá envolvendo Wendigo e a Tropa Alfa).
Sem saber que o rosto sob a máscara já havia sido criado (há bastante
tempo), Byrne imaginou como seria o rosto de Logan. Esse visual acabou
sendo usado para Dentes-de-Sabre, que surgiu numa das últimas aventuras
do Punho de Ferro desenhadas pelo artista.
Byrne e Claremont tinham uma ideia para a origem de Wolverine. Eles imaginavam
que Dentes-de-Sabre seria o pai de Logan - afinal, os dois possuem temperamento
selvagem e poderes semelhantes. Wolverine teria 60 anos de idade, e Dentes-de-Sabre,
por volta de 120.
Wolverine seria vítima de um horrível acidente, no qual descobriria que
seu fator de cura não funciona em seus ossos, que estariam quebrados.
Nesta versão, ele passaria décadas num hospital, quase louco (um dos motivos
para seus acessos de fúria), até receber a visita de agentes do governo
canadense interessados em substituir seus ossos - um de cada vez - por
adamantium sólido. As garras seriam uma surpresa dos militares.
Esta versão também não foi publicada, embora algumas dessas ideias tenham
sido transformadas posteriormente em conceitos diferentes, utilizados
pela editora.
A violência de Wolverine foi explorada por Byrne durante o arco do Clube
do Inferno, particularmente em Uncanny X-Men # 132 e # 133,
que resulta na mutilação dos mercenários Cole, Macon e Reese, que mais
tarde seriam transformados em ciborgues - parte do grupo dos Carniceiros
- e se juntariam a Lady Letal numa tentativa de matar Logan (numa edição
magnificamente ilustrada por Barry Windsor-Smith em Uncanny X-Men
# 205, de 1986).
O grande momento seguinte na vida de Logan ocorreu na minissérie, em quatro
partes, Wolverine, de setembro de 1982, de Chris Claremont e
Frank Miller, que estava fazendo enorme sucesso na revista do Demolidor.
A obra reuniu dois autores no auge de suas carreiras e estabeleceu para
sempre a relação de Logan com o Japão, o submundo do crime daquele país
e o conjunto de valores dos samurais.
Esta minissérie também conta com a participação de Mariko Yashida (que
surgiu em 1979, em Uncanny X-Men #118) - um dos grandes amores
da vida de Wolverine, e a aventureira Yukio. Também foi aqui que o mutante
enfrentou pela primeira vez o Tentáculo, a organização ninja que Frank
Miller criou durante o arco da bela Elektra, em Daredevil.
Em 1983, Claremont daria um contorno mais sombrio à vida de Logan, fazendo
Mariko recusar Wolverine na cerimônia de seu casamento, num arco ilustrado
por Paul Smith envolvendo a Madame Hydra, Samurai de Prata, Madelyne Pryor
e o Mestre Mental
O roteirista declarou que, naquela época, estava muito interessado na
cultura japonesa e acabou usando temas que vinha trabalhando no Punho
de Ferro, nas histórias de Wolverine.
Kitty Pryde and Wolverine é uma minissérie de seis partes, de
1986, que dá sequência a essa temática japonesa e estabelece a ideia de
Wolverine como mentor de jovens mutantes (além de Kitty também podem ser
citadas, Vampira, Jubileu e, mais recentemente, Armadura).
Nesta aventura, de Claremont e Al Milgrom, Kitty e Wolverine se envolvem
com o perigoso Ogun, no Japão, personagem que foi um dos mentores de Logan
nas artes marciais.
Entre 1986 e 1987, durante o massacre mutante dos Carrascos, se estabelece
o feudo sangrento entre Wolverine e Dentes-de-Sabre, nas edições Uncanny
X-Men # 212 e # 213, escritas por Claremont, e desenhadas,
respectivamente, por Rick Leonardi e Alan Davis.
Em 1988, Wolverine participou da antologia Marvel Comics Presents,
uma publicação quinzenal que trazia quatro histórias, sendo que uma delas
(na grande maioria das edições) era estrelada pelo mutante canadense e
um personagem convidado.
O primeiro arco desta série, escrito por Claremont e ilustrado por John
Buscema, introduziu a figura de Caolho, que nada mais era do que Logan
disfarçado usando um tapa-olho, sem o uniforme e tentando não usar suas
garras com frequência. A história se passa na ilha de Madripoor (local
que surgiu em New Mutants # 32, de outubro de 1985, e foi criado
por Claremont e Steve Leialoha).
A razão do disfarce está no final do arco dos X-Men contra o demoníaco
Adversário, no qual tecnicamente os heróis morrem e voltam à vida graças
à ajuda da deusa Roma. Depois disso o grupo passa a viver numa base na
Austrália, escondido do mundo, e invisível às câmeras - um efeito colateral
benéfico e providencial desta ressurreição.
Como o mundo inteiro achava que os X-Men estavam mortos, Wolverine não
podia estar vivo na ilha de Madripoor.
Outro evento interessante, ocorrido em fevereiro de 1988, foi a revanche
entre Wolverine e Hulk, que aconteceu na revista Incredible Hulk #
340, de Peter David e Todd McFarlane.
Em novembro do mesmo ano, depois do primeiro arco de Marvel Comics
Presents, Wolverine ganha uma revista mensal com seu nome, ilustrada
por John Buscema e com roteiros de Claremont.
O escritor aproveita para misturar seus personagens favoritos na história,
como a Mulher-Aranha, e resolver algumas pontas soltas, como Jessan Hoan,
mais conhecida como Tigre (Tyger Tiger, no original).
A revista Wolverine também exploraria a relação entre Wolverine
e Dentes-de-Sabre, e o projeto Arma X.
Ainda em 1988, a Marvel lançou uma minissérie de luxo,
em quatro partes, em formato prestige (mais luxuoso), muito celebrada
pela qualidade de sua arte: Destrutor e Wolverine - Fusão (Havok
& Wolverine - Meltdown). O texto é de Walter Simonson e sua esposa,
Louise Simonson, e a arte foi pintada por Jon Jay Muth e Kent Williams
(com participação em algumas páginas de Sherilyn Van Valkenburgh).
Wolverine e Hulk voltariam a se encontrar em Wolverine # 7 e
# 8, de maio e junho de 1989, nas quais Logan é Caolho, e Hulk,
agora cinza, é um capanga de criminosos e atende pelo nome de Sr. Tira-Teima
(Mr. Fixit, no original).
Quando a DC
Comics publicou Batman
- Gotham City 1889 (Batman - Gotham by Gaslight), de
Brian Augustyn e Mike Mignola, em 1989, a Marvel respondeu,
no ano seguinte, com o especial, no mesmo formato, Wolverine - The
Jungle Adventure, de Walt Simonson e Mike Mignola.
Nessa época, a biografia de Logan já estava tão complicada, que a Marvel
publicou a minissérie, em quatro volumes, Wolverine Saga, em
lombada quadrada, com 48 páginas cada um, para explicar a vida do personagem.
Um dos eventos mais importantes do desenvolvimento de Logan aconteceu
em março de 1991, quando a Marvel lançou a primeira parte (de 13)
de Arma X, em Marvel Comics Presents # 72, história
escrita e desenhada por Barry Windsor-Smith.
Esta aventura resolveu o maior problema da biografia de Logan: a origem
de suas garras. O material, hoje consagrado, também funcionou como uma
Caixa de Pandora, e depois de sua publicação muita bobagem foi - e continua
sendo - escrita sobre o programa Arma X, Wolverine e esta fase da vida
do personagem.
Claremont ficou bastante irritado com a publicação desta história, que
definia uma origem para Wolverine diferente da que ele sempre imaginara,
mas nunca chegou a publicar. Coincidência ou não, foi em dezembro de 1991
que o escritor saiu de X-Men, depois de quase duas décadas à frente
das revistas mutantes.
As três primeiras edições da revista X-Men (sem adjetivos antecedendo
o nome da equipe, lançada em 1991), com arte de Jim Lee, antes de sua
fuga para a Image, deveriam encerrar o trabalho de Claremont
com os X-Men e também seria a última aventura de Magneto.
Nenhuma das duas coisas durou muito tempo, pois mais tarde o roteirista
voltou a escrever revistas mutantes, inclusive os X-Men.
Curiosamente, quase 20 anos depois a Marvel vai lançar
pela primeira vez uma revista fora da cronologia. O título X-Men
Forever, escrito por Claremont, continuará as aventuras dos X-Men
do ponto que ele parou em 1991.
Em 1993, começaria um dos pontos mais baixos da carreira de Logan. Em
X-Men # 25, durante o crossover Atração Fatal, Magneto remove
à força o adamantium do corpo do herói, deixando-o praticamente sem fator
cura, num estado bestial (com um dos visuais mais ridículos que o personagem
já teve) e revelando que suas garras, na verdade, eram feitas de ossos.
Essa fase durou vários anos e só terminou quando Apocalipse reproduziu
o processo que cobriu os ossos de Wolverine com adamantium, e transformou
o mutante canadense em Morte, um de seus quatro cavaleiros do Apocalipse.
Claro que isso também não durou muito tempo.
Ao longo da década de 1990, Wolverine se tornou tão ou mais popular do
que o Homem-Aranha, participou de dezenas de revistas e chegou à TV no
desenho dos X-Men.
Com um desenho na TV e o filme X-Men nos cinemas, Wolverine conquistou
o público que não conhecia o personagem dos quadrinhos e passou a ser
ainda mais requisitado.
Embora muito popular, essa enxurrada de lançamentos, que inclui dezenas
de edições especiais, minisséries, crossovers e outras participações,
não ajudaram muito o personagem, e pouca coisa de importância duradoura
foi feita.
Em 2001, ano importante na virada da Marvel depois da
falência, a editora publicou a polêmica série Wolverine Origens,
em seis edições. A obra foi escrita por Paul Jenkins, Bill Jemas e Joe
Quesada, com arte de Andy Kubert e Richard Isanove.
Embora para muitos fãs esta seja uma série bacana e importante, também
há um grande número de leitores que criticou a qualidade da arte e até
mesmo a necessidade desta trama.
O desenhista Karl Bollers, por exemplo, declarou numa entrevista que,
como fã, para ele o mistério de Wolverine nunca esteve relacionado ao
seu nome ou ao qual país de onde veio.
Em Origens, fica estabelecido que Logan, na verdade, se chama
James Howlett e que nasceu no final do século 19, no Canadá.
A revista Wolverine foi cancelada em julho de 2003, depois de
190 edições, e voltou no mês seguinte com uma nova numeração. O destaque
desta série cabe a Mark Millar, que escreveu o arco Inimigo de Estado
(Wolverine - Volume 3 # 20 a # 31).
O crossover Dinastia M, de 2005, terminou com uma mudança importante
para Wolverine: a restauração completa de suas memórias. Durante todos
esses anos, Logan sempre teve lacunas em suas recordações, algo que era
parte do mistério de sua vida.
Mas se por um lado Wolverine se lembrou de tudo, pouca coisa foi revelada
aos leitores, que estão descobrindo as memórias do personagem trilhando
caminhos tortuosos e nem sempre recompensadores nas revistas Wolverine
Volume 3 e Wolverine Origins.
Em 2006, Daniel Way escreveu o arco Origins & Endings (Wolverine
Vol. 3 # 36 a # 40), que abre o caminho para seu trabalho
numa nova revista com Logan: Wolverine Origins, que lida quase
exclusivamente com eventos ligados ao passado do mutante canadense.
Jeph Loeb também deixou sua marca. A história Evolution (iniciada
em Wolverine Vol. 3 # 50), ilustrada por Simone Bianchi, introduz
a espada Muramasa, e coloca um ponto final, pelo menos até o momento,
no conflito entre Wolverine e Dentes-de-Sabre.
Um fato curioso sobre a relação entre Wolverine e Dentes-de-Sabre, é que
John Byrne tinha planos para um arco envolvendo os dois, que resultaria
na morte de Mariko.
Esta morte levaria ao confronto entre os dois no qual, pela primeira vez,
Wolverine derrotaria Dentes-de-Sabre (que na versão de Byrne, sempre teria
levado a melhor nos combates) e haveria a grande revelação de que o vilão
era seu pai.
Tudo isso deveria ter acontecido em 1981, até Uncanny X-Men # 150
- Byrne saiu da revista em Uncanny X-Men # 143.
Sabendo que Dentes-de-Sabre sairia de cena, Daniel Way introduz um novo
vilão para ocupar seu lugar, Daken, filho de Wolverine e Itsu. A história
de Itsu, assim como uma boa parte das tramas atuais do herói, é toda retroativa.
A personagem surgiu em Wolverine Volume 3 # 40, o último capítulo
de Origins & Endings.
Daken atualmente usa o uniforme de Wolverine, faz parte dos Dark
Avengers e deve assumir (temporariamente) a revista de seu pai,
cujo título passará a se chamar Dark
Wolverine.
Em abril de 2009, para celebrar os 35 anos de Logan, a Marvel
criou uma série
de capas especiais com Wolverine, publicadas em revistas variadas,
como Homem-Aranha, Hulk e outras.
Além de vários
lançamentos especiais, a editora também lançou um novo titulo: Wolverine
- Arma X, que, felizmente, de acordo com o escritor Jason Aaron,
se concentrará mais na vida presente do personagem. A arte será de Ron
Garney.
No Brasil, a Panini
Comics também resolveu fazer um mês
do Wolverine, aproveitando o embalo do aniversário do personagem.
E para fechar o aniversário com chave de ouro, no dia 30 de abril acontece
a estreia de X-Men
Origins - Wolverine, o primeiro filme solo do personagem, que
também terá participação de Dentes-de-Sabre, Gambit e outros personagens
conhecidos.
Ou seja, apesar de ter sofrido um bocado (mais nas mãos dos roteiristas
do que de seus inimigos), Wolverine, Logan, Caolho ou James Howlett ainda
tem muitas histórias pra contar. Os leitores agradeceriam se elas fossem
tão boas quanto o personagem.
Comente este artigo no Blog
do Universo HQ.
Sérgio Codespoti está à espera da pílula do fator cura para resolver sua Tenossinovite e o aumento de sua miopia, resultado de vários dias pesquisando o passado nebuloso de Wolverine.
|
|