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Universo HQ - 10 anos
Por Marcus Ramone (05/01/10)
Parafraseando aquela famosa música, eu tenho tanto o que falar, mas com palavras não sei dizer o que o Universo HQ significa para mim.
Esse lugar do ciberespaço que virou meu segundo lar (ora, por que não o primeiro, já que passo mais tempo lá do que no mundo físico?) mudou minha vida de uma forma tão gritante, que posso dividir minhas décadas de existência em antes e depois do UHQ.
Se profissionalmente os meus sete anos como articulista - e um pouco menos como editor - do site proporcionaram a mim um imenso salto qualitativo e curricular não apenas na área jornalística (mas também em minhas formações precípuas, o marketing e a publicidade), no âmbito pessoal o intercâmbio com culturas distantes - e distintas - e pensamentos diversos me tornou mais cosmopolita e menos antissocial do que imagina quem conhece minha tendência à reclusão e a contatos curtos e discretos com as pessoas.
Quase um ludista - o que poderia se configurar um paradoxo, posto que sou aficionado por quadrinhos, livros e filmes de ficção científica, mormente os que mostram maravilhas tecnológicas -, graças ao Universo HQ (por força da necessidade ou da pura curiosidade) tornei-me um pouco mais íntimo de alguns termos e práticas da tecnologia moderna.
Por esses motivos, sou apaixonado pelo UHQ. Já os leitores também têm os seus motivos para sentir o mesmo.
Eles veem todos os dias no site uma coleção de textos que englobam os mais variados assuntos relacionados aos quadrinhos, sejam nacionais ou estrangeiros, escritos de acordo com as regras ortográficas e gramaticais do nosso idioma e com a ética jornalística (algo que muitos outros não fazem ao copiar e colar trechos e artigos inteiros do Universo HQ, apropriando-se dos créditos. A originalidade dos textos que publicamos, baseados em fontes próprias ou de outros veículos de comunicação, é um dos pilares do site).
Tudo isso feito sem acepção de dogmas religiosos ou tendências políticas, passando longe de pautar temas sob a carapaça de bairrismos ou preferências por algum gênero de quadrinhos, muito menos levando em conta se o assunto diz respeito a azuis ou vermelhos, capitalismo ou comunismo, flamenguistas ou vascaínos, brasileiros ou gringos, heteros ou homossexuais, ricos ou pobres, amigos ou desafetos.
Mas não pense que estou exaltando um conceito vago e frio, uma entidade sem corpo ou alma, quase como uma adoração fanática a um deus mitológico. Afinal, para mim, que convivo diariamente com esse colosso de bits e bytes, o Universo HQ é nada mais, nada menos que um nome usado para definir o conjunto formado por deidades verdadeiras, os deuses da amizade eterna conhecidos como Sidney Gusman, Marcelo Naranjo, Sérgio Codespoti, Eduardo Nasi, Zé Oliboni, Diego Figueira, Guilherme Kroll, Ronaldo Barata, Ricardo Malta, Delfin, André Sollitto e Lielson Zeni.
Parabéns e muito obrigado, Universo HQ!
Marcus Ramone é publicitário por formação, jornalista por consequência e um amigo leal por ser como é. Ele diz ser "cria do Sidão", mas há tempos trilha seu próprio caminho com extrema competência.
Índice
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