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PRÊMIO HQ MIX
Parabéns
mais uma vez pelos prêmios deste ano. Que as dificuldades do dia-a-dia
nunca suplantem a dedicação de vocês. Se vender quadrinhos no Brasil não
é mole, com o trabalho de divulgação não poderia ser diferente. Muitas
vezes, só a paixão por esta arte justifica tanto trabalho sem pouco ou
nenhum retorno financeiro.
Mas saibam que vocês estão fazendo escola, como se vê pelo reconhecimento
não só dos especialistas, como também dos colecionadores e fãs de HQs,
como nós. Quem sabe um dia ganhem um bocado de dinheiro também! (risos)
Vida longa ao Universo HQ! Agora, gostaria de fazer duas sugestões
para os organizadores da premiação:
1ª - Sidão tem que ser considerado "hors-concours". Sem "puxa-saquismo".
Não só pelo conhecimento, mas também pela participação ativa e constante
no mercado de HQs, pelo escrúpulo e imparcialidade de suas matérias (mesmo
quando estava vinculado à Conrad) e pelo respeito com que trata
o público.
2ª - Criação do prêmio Anti-Herói, que, neste ano, sem dúvida, teria como
vencedora, sem concorrentes à altura, a Ilma. Sra. Secretária da Cultura
do Estado de São Paulo - Claudia Costin, que ameaçou fechar nosso Museu
de Artes Gráficas - MAG de São Paulo, mas foi vencida pela avalanche
de manifestações de repúdio à sua insensatez. (e mais uma vez percebemos
a importância de sites como o Universo HQ e o Omelete,
que divulgaram a notícia e organizaram campanhas contrárias ao fechamento).
E tenho dito!
Alberto
Muito obrigado pelas palavras, Alberto. Se eu, o Samir, o Sérgio e o Naranjo
estivéssemos nessa empreitada com o intuito de ficarmos ricos, já teríamos
parado faz tempo. Nós somos apaixonados por quadrinhos mesmo (e um bocado
loucos, também! He, he), e exercemos um compromisso não só com nossos
leitores, mas principalmente com centenas de artistas nacionais - veteranos
ou iniciantes -, que contam conosco por sermos (quase sempre) o único
meio de divulgação de seus trabalhos. Por isso, pode apostar, que o Universo
HQ ainda terá muitos de vida!
Sobre suas sugestões, agradeço pela força de sempre, mas estou muito longe
de ser considerado hors concours. No Brasil há excelentes jornalistas
que escrevem sobre quadrinhos, como o Marcelo Avellar (O Estado de
Minas), a Carol de Almeida (Jornal do Commercio - Recife/PE),
o Diego Assis (Folha de S.Paulo), o Jotabê Medeiros (O Estado
de S.Paulo), o Gonçalo Silva Júnior (ex-Gazeta Mercantil),
o Delfin (Correio Popular - Campinas/SP), o Rodrigo Fonseca (Jornal
do Brasil) e outros. De qualquer modo, fico extremamente honrado pela
sua reverência.
Além disso, espero que meus textos continuem a ser apreciados por leitores
do Brasil e do exterior por muitos anos ainda.
A respeito da categoria Anti-Herói, melhor lutar para eles se restrinjam
somente aos quadrinhos e não à vida real, não concorda? ;-)

QUADRINHOS PELO MUNDO
Adoro a coluna da Professora Sônia Luyten.O trabalho dela de pesquisa sobre os quadrinhos no mundo é fantástico. O livro seu sobre mangás talvez seja o mais completo feito por um ocidental.Gostaria que comunicassem estas minhas palavras a ela pelo seu maravilhoso trabalho.
Abraços.
Peter Mihajlovic
São Paulo/SP
Peter, nós assinamos embaixo! Ficamos ansiosos para receber logo cada nova coluna da Sônia Luyten, para descobrirmos um pouco mais sobre como são os quadrinhos nos quatro cantos do planeta. O que será que vem por aí?
Para quem não conhece o livro que você mencionou, trata-se de Mangá - O Poder dos Quadrinhos japoneses, publicado pela editora Hedra. Vale a pena ler.

PRÊMIO ANGELO AGOSTINI
Saudações, amigos.
Os resultados do último Ângelo Agostini, na minha opinião, foram bons, sim, mas poderiam ter sido mais justos. Na categoria Melhor Fanzine, todos nós do meio independente sabemos que o de maior abrangência e conhecimento de todos é o QI (Quadrinhos Independentes), do batalhador Edgard Guimarães, e que este é um dos trabalhos mais bem editados do meio.
Por isso, após anos consecutivos recebendo prêmios e mais prêmios, acredito que seja injusto colocá-lo para concorrer sempre com os demais trabalhos independentes. Não que não merecesse (pelo contrário!), mas por todos já o conhecerem e saberem que este é um dos alicerces para a prosperidade do meio independente.
Acredito que seria mais justo se fosse dada oportunidade a outros trabalhos (o próprio Edgard é da mesma opinião, particularmente). Isso não tiraria mérito algum do QI, pois todos sabem sua importância no meio, mas assim abriria espaço para que outros trabalhos fossem reconhecidos.
Seria interessante também, já que surgiram novas categorias de premiações/homenagens, que fosse criada uma categoria para congratular os sites especializados em quadrinhos, pois temos um vasto número de bons sites especializados em HQs.
Bom, amigos, é isso. Um grande abraço e até mais.
Sergio Chaves (Fanzine Justiça Eterna)
Olá, Sérgio!
Aí está registrada a sua opinião sobre o Prêmio Ângelo Agostini. E vamos deixar aqui registrado, o trabalho de Edgard Guimarães é realmente muito bom!

PERGUNTA RAPIDINHA
Preciso
saber onde encontrar tiras do Kid Farofa. Quem é o autor?
Grato.
Rômulo
Rômulo, vamos responder tão rápido quanto a sua pergunta! :o)
O nome original de Kid Farofa era Tumbleweeds, criado por Tom K.
Ryan. Saiu no Brasil em diversos jornais, e também foi publicado numa
revista chamada Patota, na década de 1970. Procure no site Google
por Tumbleweeds que você achará algo. Ou então acesse
o site oficial
(em inglês, claro).

WITCHES
Por favor, gostaria de saber se vocês publicam a revista Witches.
Em caso afirmativo, qual o preço da assinatura?
Grata.
Valdete
Oi, Valdete!
O Universo HQ não publica revistas. Existe um título com este nome
sendo publicado pela Editora Abril. Deve ser a esta revista que
você está se referindo. Pode entrar em contato com eles para mais informações,
pelo site da editora.
Boa sorte! :o)

LADY DEATH E BAD KITTY
E
aí, pessoal do Universo HQ, beleza?
Estou mandando esse e-mail por causa de uma pergunta simples e lógica:
onde consigo a coleção da Lady Death e Bad Kitty inteira? Queria saber
tudo sobre elas.
Um abraço pra vocês.
Leonardo
Leonardo, as duas personagens tiveram pouquíssimas revistas publicadas
no Brasil. As revistas de ambas tiveram apenas quatro edições, pela Editora
Atlantis. Além disso, Lady Death estrelou uma minissérie em duas partes,
lançada pela Mythos.
Por isso, seria mais fácil você procurar as edições importadas. Além de
comic shops brasileiras, uma alternativa é procurar em sites estrangeiros
que vendam revistas, como o Mile
High Comics!

AQUAMAN
Olá. Na seção reviews, vocês colocam alguns títulos importados, como o número 1 do Aquaman, que me interessa. Onde consigo comprar uma revista destas aqui no Brasil, mais precisamente em São Paulo, capital? Obrigado.
Como dissemos na dúvida anterior, você pode encontrar essas revistas importadas em comic shops. Em São Paulo existem várias, como a Devir, Comix e Super. Veja uma com algumas delas, incluindo endereço e telefone, clicando aqui! Ah, da próxima vez, mande seu nome na mensagem!

ULTIMATE DC?
Olá, eu gostaria de saber se a DC tem algum projeto de refazer
suas histórias, como a Marvel fez em Marvel Millennium. Se tiver,
quais histórias serão publicadas e quando chega ao Brasil?
Grato pela atenção.
Leandro
Salve, Leandro!
A DC parece não ter planos para fazer algo parecido com seus personagens.
A editora chegou a promover uma reformulação desse tipo na década de 1980,
logo após a saga Crise nas Infinitas Terras, quando autores como
John Byrne, George Pérez e Frank Miller ficaram responsáveis por reinventar
seus heróis.
Mas, atualmente, nada foi dito sobre isto estar sendo considerado!

BATMAN, O PROFESSOR
Meu
inglês é péssimo e já que vocês "têm os canais" vou dar uma sugestão para
vocês repassarem para a DC: por que o Batman não treina um pequeno
grupo de policiais, de confiança do comissário Gordon, para se tornarem
combatentes do crime mais aperfeiçoados, capazes de ajudá-lo na sua eterna
batalha contra os vilões?
Sinceramente,
Cláudio Boaventura
Olá, Cláudio!
Essa idéia parece até interessante, mas dificilmente a DC faria
algo do tipo, já que o Batman é um herói que gosta de agir por conta própria.
Isso pode até parecer contraditório, já que ele tem muitos ajudantes (Robin,
Asa Noturna, Caçadora, Batgirl, Oráculo, Azrael etc), mas a editora gosta
de manter esse aspecto do personagem!
Além disso, o James Gordon não é mais o comissário de polícia de Gotham
City!
Mas algo assim já aconteceu na minissérie Batman: O Cavaleiro das Trevas.
No final da história, ele treina um grupo de pessoas para combater o crime.
Lembra?

LIVRO SOBRE ROTEIROS
Sou um leitor assíduo do UHQ,e gostaria de saber como adquirir o livro Painel One: Comic Book Scripts by Top Writers, noticiado por vocês.
Abraços.
Alexandre Grincenkov
Alexandre, você pode encontrar o livro no site Amazon. Lá eles possuem a edição para venda, e enviam para o Brasil! Mas a compra será, claro, em dólar.

CAPITÃO AMÉRICA
Excepcional a qualidade do conto Terra da Liberdade, Lar do Bravo!, de J. J. Marreiro. Tanto o texto quanto a arte não fizeram feio frente às melhores histórias já escritas do Capitão, de quem sou fã há mais de 20 anos.
Atenciosamente,
Alexandre
Realmente, Alexandre! O conto que o Marreiro fez com o Capitão América foi muito bom, ele é muito talentoso. Quem quiser conferir, ou ler novamente, basta clicar aqui.
Aliás, já deu uma olhada na matéria especial sobre o Sentinela da Liberdade? Uma retrospectiva do personagem levando em conta seu atual momento histórico. Apostamos que você vai curtir!

ATOR PARA O FILME DO SUPER-HOMEM
Sinceramente, não sou tão fã e entendido no Super-Homem como o meu irmão (Pedro), mas, na minha opinião, eles deveriam usar o ator que fez a série do personagem que passou na Globo e até hoje passa na Warner Channel.
Essa história de ficar mudando a cara do personagem a cada longa, como fizeram com os últimos do Batman, é uma m****. Mesmo que eles façam um longo contrato para todos os filmes, é melhor usar alguém que já vestiu o personagem por mais de uma temporada e que teve boa aceitação, do que arriscar um novo ator. Já resolveria 30% dos problemas e ainda pouparia alguns milhões da Warner.
Um abraço. Eduardo.
Eduardo, pelo andar das coisas, a Warner precisa resolver muito mais do que 30% dos problemas, já que nem diretor a produção possui mais. Aliás, parece que a cada dia esse filme fica mais difícil de ser realizado. Uma pena, não?

ABISMO INFINITO
Estive lendo a entrevista com Jim Starlin e gostaria de saber se a minissérie Abismo Infinito já saiu. Se não saiu, existe alguma previsão? Vai ser lançada no Brasil?
Obrigado.
Cristian.
Cristian, a minissérie Abismo Infinito saiu há algum tempo nos Estados Unidos. A saga de Jim Starlin ainda não foi lançada no Brasil, mas não precisa ficar triste.
A Panini Comics confirmou que a publicação da história acontecerá nos números 8 e 9 da série bimestral Marvel Apresenta, que chegarão às bancas brasileiras, respectivamente, em outubro e dezembro. Agora é só aguardar mais um pouco!

PROTESTO
Saudações,
caros editores do Universo HQ!
Gostaria de abrir um debate para falar a respeito da quarta edição de
Superman. Vamos lá: cada vez que eu vejo uma edição do herói fico mais
e mais indignado com o tratamento que a Mulher-Maravilha vem recebendo.
E isso é um apenas um exemplo da minha revolta que irei expressar aqui.
Eu vi a capa de Superman # 4 e fiquei maravilhado com a ilustração. No
entanto, se comprasse apenas com a intenção de ler Mulher-Maravilha, teria
que agüentar ler as histórias do Super-Homem, que no momento não me interessam.
Isso é um reflexo do que acontece com os títulos de quadrinhos em todo
o Brasil.
Revistas como Marvel 2003 e Liga da Justiça possuem um tipo de mix que
chega a irritar o leitor. Enquanto as histórias de um personagem têm fim,
outras continuam.Aí, você compra a próxima. Então, o personagem que acabava
na edição anterior agora continua, e o outro chega ao fim. Entenderam?
É uma bagunça total!
Tudo bem, todos temos o livre arbítrio de ler ou não, mas, ainda sim,
estou pagando! É claro que as editoras devem fazer isso para garantir
a publicação do personagem "complementar" (caso da Mulher-Maravilha, Elektra
etc) aqui no Brasil, pois possuem fãs.
Agora pergunto: não seria interessante então fazer como a Abril
fez em Grandes Heróis Marvel, na época em que a revista se tornou mensal,
após o final de Heróis Renascem? Um mês, 100 páginas (ou mais, se houver
necessidade) para cada personagem, e caso houvesse uma saga em que as
revistas se interligassem, colocavam numa edição só, ou duas.
Para que compreenda melhor, veja a coleção completa de Grandes Heróis
Marvel nesse período, ou então as primeiras edições de X-Men Extra. Olha,
se a Panini fizesse isso, no formato que tomou posse, tudo estaria
no mais perfeito equilíbrio! Mas talvez os colecionadores tenham se esquecido
dessa padronização da Abril. É... a antecessora até que deixou
boas sementes...
Saúde!
Cláudio Yoshio Niigaki
Santo André/SP
Cláudio, esse assunto é mais complicado do que pode parecer. O mercado
no Brasil é pequeno, mas, mesmo assim, os leitores são exigentes e acabam
pedindo a publicação de muito material.
A melhor maneira de lançar o máximo possível e agradar a maioria é com
as revistas mix. Isso barateia os custos e proporciona mais histórias.
A tese de publicar arcos fechados em cada edição é defendida por muitos
leitores, mas aí a editora encontra outro dilema.
Você que é fã da Mulher-Maravilha, por exemplo, imagine ler uma saga de
seis partes da personagem. Depois disso, você teria que ficar um semestre
sem ver outra história dela nas bancas, porque as aventuras da Princesa
Diana se aproximariam cronologicamente do título original americano, tornando
o lançamento impraticável. Teoricamente, poderia acontecer de se ver apenas
duas revistas com ela por ano.
Isso sem contar que nem sempre uma revista apenas com a Mulher-Maravilha
(ou outro personagem, estamos falando hipoteticamente aqui. Fiquem calmos,
fãs da heroína, nós também gostamos dela!) conseguiria garantir um número
mínimo de vendas.
Sobre a história de um herói terminar enquanto a de outro continua, é
mais um problema. É praticamente impossível sincronizar isso, pois os
arcos de histórias são definidos pelas editoras originais. Uma aventura
do Capitão América pode ter três partes, enquanto outra dos Vingadores
é dividida em quatro capítulos. Mesmo começando a ser publicadas ao mesmo
tempo, no final haveria diferença.
Não estamos aqui bancando o advogado do diabo, apenas mostrando como o
trabalho, às vezes, é mais difícil do que parece. Cabe à editora definir
qual a melhor solução, tendo como base o seu público. E mesmo assim é
impossível suprir as necessidades de todos.
É uma bela batata quente que eles têm nas mãos! :o)

Escreva para o Universo HQ:
cartas@universohq.com
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