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Morreu Flavio Colin, na madrugada do dia 13 de agosto.
Colin era o mais respeitado nome de desenhistas de histórias em quadrinhos no País. Idolatrado por todas as facções do gênero.
Ele começou como funcionário da Rio Gráfica e Editora no final dos anos 50, com a série Cinecia em Quadrinhos. Logo estava adaptando para as HQs as aventuras de O Anjo, importante seriado radiofônico da época.
No início da década de 1960, participou do movimento de nacionalização dos quadrinhos, com o personagem Sepé Tiarajú, e dezenas de aventuras de terror que ficaram antológicas, como sua obra-prima O Morro dos Enforcados.
Neste mesmo período adaptou para os gibis o filme Shane, os brutos também amam, que é um marco na história do faroeste made in Brasil; e criou para as tiras de jornais as aventuras de Vizunga, uma obra ímpar, jamais igualada.
Seguindo para as agências de publicidade em meados dos anos 60, Colin elaborou centenas de storyboards, e viu circular em milhares de exemplares algumas de suas criações em quadrinhos, como o anúncio do Robin Hood para a Fanta, entre outros.
Na década de 1970, Colin voltou ao mercado editorial de quadrinhos, com fábulas de horror para o álbum O Grande Livro do Terror, no qual adotava um novo estilo de desenho, que encantou a todos.
Utilizando esta mesma técnica, passou a produzir durante toda a década seguinte aventuras curtas para as revistas Spektro, Neuros, Sertão e Pampas, Calafrio, Mestres do Terror, Mundo do Terror, Inter Quadrinhos e muitas outras.
Nos anos 90 ilustrou dois álbuns premiados A Mulher Diaba, da Editora Sampa, e O Boi das Aspas de Ouro, para a Editora Escala.
Nos últimos anos publicou seus trabalhos para editoras independentes, como Fawcett, para a Nona Arte; e o álbum Estórias Gerais e a revista Fastasmagoriana, escritos e editados por Wellington Srbek.
A Editora Opera Graphica lamenta imensamente a perda deste amigo de tanto tempo, e companheiro de tantas lutas.
Adeus, Colin. Adeus, mestre imortal.
Franco de Rosa e Carlos Mann, editores da Opera Graphica
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