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O traço peculiar do Colin era quase xilográfico, lúdico e bem elaborado ao mesmo tempo.
A notícia da morte dele caiu como uma bomba dentro de mim. Primeiro, porque a HQ nacional perdeu um dos seus maiores talentos. Depois, porque esvaiu-se a esperança de poder trabalhar com ele diretamente em algum projeto de quadrinhos, o que para alguém de minha geração seria uma honra.
Não cheguei a conhecê-lo pessoalmente, face à face, mas contatei-o por telefone algumas vezes. Ele não tinha acesso a internet ou fax, e certamente devia nutrir aversão ao computador, como muitos de seus contemporâneos.
Por ironia do destino, as novas mídias é que praticamente perpetuarão sua memória para a posteridade, pois certamente muitos sites serão criados por admiradores para divulgar seu trabalho, como o Universo HQ tem feito.
Marcelo de Andrade, jornalista.
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