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Como distinguir um talento? É uma tarefa difícil, que depende de muitas variáveis, como sorte, intuição, competência. Mas quando o talento é muito, muito grande, acaba por se sobrepor a tudo e a todos, destacando-se de maneira natural.
Lembro como se fosse hoje, quando tinha 11, 12 anos de idade, e adorava ler as revistas de terror da extinta Editora Vecchi, algumas, verdadeiros almanaques, tal o número de páginas. Mas, não dava outra, sempre que comprava uma, primeiramente folheava-a rapidamente, procurando por páginas com aquele traço diferente, que tanto chamava minha atenção.
E a primeira história lida, sempre, era aquela desenhada por Flavio Colin. De todos e tantos competentes artistas nacionais, o traço desse mestre sempre foi o que teve a mais marcante cara da nossa cultura, jeito e trejeito de Brasil.
Hoje e sempre, ele é parte integrante da trajetória da HQ verde-amarela. A Nona Arte sofreu um grande e irreparável desfalque.
Marcelo Naranjo, editor do Universo HQ.
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