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Flavio Colin poderia ter sido meu parceiro. Quando André Diniz me presenteou com uma edição de seu Fawcett, lhe perguntei sobre essa possibilidade.
André comentou que não seria complicado, Colin era um artista aberto a parcerias com novos roteiristas, era só uma questão de fazer contato. Fiquei imaginando o tipo de projeto a ser futuramente proposto ao mestre, algo que se adaptasse ao seu traço super estilizado...
Bom, o fato é que acabei não desenvolvendo algo que me unisse ao Flavio Colin.
Todo mundo sabe que não dá para se viver de quadrinho no Brasil. Ao longo de alguns meses tive de dedicar meu tempo a uma campanha publicitária. Durante esse período tive acesso ao belo Estórias Gerais, do Wellington Srbek e do Colin, e me prometi: "Taí, hora dessas cato o homem e faço alguma história legal em parceria com ele". Mas aí veio 13 de agosto...
Wander Antunes, roteirista e editor da revista Canalha.
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