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Online desde: 05/01/2000 |
![]() Sgt. Rock #323, dezembro de 1978 < ![]() Sgt. Rock #342, julho de 1980 ![]() G.I. Combat #111 apresenta Haunted Tank (Tanque Assombrado), abril/maio de 1965 ![]() G.I. Combat #116 apresenta Haunted Tank (Tanque Assombrado), fevereiro/março de 1966 ![]() G.I. Combat #146 apresenta Haunted Tank (Tanque Assombrado), fevereiro/março de 1971 ![]() G.I. Combat #186 apresenta Haunted Tank (Tanque Assombrado), janeiro de 1976 ![]() Big G.I. Combat #147 apresenta Haunted Tank (Tanque Assombrado), abril/maio de 1976 ![]() Star Spangled War Stories #149 apresenta Enemy Ace e Viking Prince, fevereiro/março de 1970 ![]() Star Spangled War Stories #155 apresenta Unknown Soldier e Enemy Ace, fevereiro/ março de 1971 ![]() Weird War Tales #1, setembro/outubro de 1971 ![]() Weird War Tales #72, fevereiro de 1979 ![]() Preventive Maintenance Monthly #592, periódico do exército americano, onde Kubert desenhou o Homem-Aranha |
UHQ: O senhor tem alguma idéia de quantas capas de quadrinhos já desenhou?
UHQ: Quando era editor da DC? Kubert: Exato. UHQ: Qual foi o maior desafio que já enfrentou, em relação aos quadrinhos? Kubert: (Longa pausa) Nunca pensei dessa maneira! Amo o que faço! É um prazer, e não um desafio! Talvez o desafio seja tentar fazer cada trabalho melhor do que o anterior! Mas, mesmo assim, acho divertido e não desafiante!
Kubert: Meu favorito é sempre aquele que estou fazendo no momento. UHQ: Qual a melhor história em quadrinhos que o senhor já leu? Kubert: Tem uma que realmente gostei e leria várias vezes: Scribbly, por Sheldon Meyer. Ele era editor quando eu fazia o Gavião Negro. Temos até uma bolsa de estudo com o nome dele! Também era quadrinhista. Scribbly foi como que autobiográfico, a história de um menino que sonhava ser cartunista. Gostei tanto... era tão agradável de se ler! Provavelmente, foi o meu favorito! UHQ: Como foi fazer Fax From Sarajevo? O senhor esperava a repercussão que a obra teve?
UHQ: Não era o seu objetivo? Kubert: Não! Eu queria apenas fazer. E, graças a Deus, estava numa posição em que eu podia fazê-lo no meu tempo livre de trabalho. Fiquei surpreso pela resposta dos que leram e das editoras. Elas começaram a querer lançar. UHQ: Em 1993, quando o senhor esteve no Brasil (nota do UHQ: na segunda Bienal de Quadrinhos do Brasil), recebeu o convite de Sergio Bonelli para desenhar um Tex Gigante, que foi publicado em 2001. Por que a obra demorou tanto tempo? Como foi desenhar o cowboy dos quadrinhos italianos?
Quando vi que passou dos combinado, chegando a 6, 7 anos, até ofereci devolver o dinheiro que já havia recebido. Falei: "Não posso manter esse trabalho por tanto tempo, mesmo tendo falado que ia demorar. Se quiser, eu paro agora!" Ele disse: "Não!". Adorei ter feito o Tex, foi divertido. UHQ: Essa história de Tex será publicada nos Estados Unidos colorida. Qual a sua expectativa? Que editora a publicará? Kubert: Não tenho controle nenhum sobre isso. Sei que há pessoas que querem publicar aqui nos Estados Unidos, colorido e em capa dura. Em alguns lugares da Europa também está sendo lançado. Erwin Rustamagic (nota do UHQ: o amigo de Fax from Saravejo) está atuando como agente entre Sergio Bonelli e as demais editoras interessadas. UHQ: O senhor gosta dos quadrinhos europeus? De que autores? Kubert: Amo! Gosto da maioria dos materiais que saem na Metal Hurlant... os artistas da França, Itália, Inglaterra... um pessoal muito talentoso. UHQ: Poderia nos falar um pouco mais sobre Abraham Stone (nota do UHQ: publicado nos Estados Unidos pelo selo Epic, da Marvel, e pela editora Platinum)? Como foi a aceitação desse material?
UHQ: Como tem sido a experiência de ilustrar a revista do exército americano? Por que aceitou esse desafio? Kubert: Temos um contrato de 5 anos. Tive sorte em pegar isso. É irônico porque, quando eu tinha 12 anos, trabalhei para Will Eisner, no seu estúdio. Meu trabalho era varrer o local, apagar o lápis dos trabalhos arte-finalizados. E foi Will quem criou este projeto, em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial. Essa publicação já tem 50 anos. A cada 5 ou 10 anos, eles contratam novos artistas. Neal Adams me ligou e falou que eles estavam procurando um artista. Eu nem sabia de nada. Ele disse: "Joe, isso seria bom pra você. Você tem estudantes e formandos que poderiam lhe ajudar. Seria perfeito pra você". Eu agradeci e aceitei!
Kubert: (rindo) Já fiz algumas capas do Homem-Aranha! UHQ: Sua carreira sempre gerou muito interesse em jornalistas e autores de livros, que já o entrevistaram inúmeras vezes para falar sobre a sua carreira... Kubert: Eles tiveram muitos espaços vazios que precisavam ser preenchidos. (risos) UHQ: O que o senhor acha da crise nos quadrinhos, com revistas de tiragens cada vez menores? Kubert: Os quadrinhos já tiveram suas crises difíceis. Mas o que tenho percebido, pela Marvel e DC, é que as tiragens têm começado a crescer e se solidificado mais. A vendagem está mais alta. Tudo está bem melhor do que antes.
Kubert: Ótimo, maravilhoso! Qualquer coisa que acrescenta aos quadrinhos, que amplie mais o ramo, promovendo novas oportunidades para outros entrarem, acho fantástica. Não vejo como competição. A maioria dos artistas que conheço gosta da atmosfera de um estúdio, não porque competem uns com os outros, mas porque eles adquirem melhor percepção e ímpeto, sobre o que dizer sobre o trabalho dos outros, sobre idéias novas. Portanto, quanto mais coisas expandirem o mercado, será melhor para todos. UHQ: Essa pergunta me coloca numa situação engraçada...O senhor conhece algum artista brasileiro?
UHQ: Se sim, o que acha deles? Kubert: Terríveis... (mais risos). Falando sério, claro! Conheço seu irmão, o Octavio Cariello, Mauricio de Sousa. Acho interessante que, em muitos lugares onde as condições financeiras não são muito boas, parece que surgem os mais talentosos artistas do ramo. Fico surpreso quando vejo o trabalho de jovens talentos desses locais. Para mim, é difícil lembrar de mais nomes. Por isso, acho importantíssimo que o artista arte-finalize seu próprio lápis. Não porque os arte-finalistas não façam um bom trabalho, mas eles removem a individualidade do desenhista. Meus filhos, Adam e Andy, por exemplo. Vejo os maravilhosos trabalhos que fazem no estágio do lápis. Depois, quando são arte-finalizados e coloridos por outros, ficam modificados. Entrevista Joe Kubert - parte 1 | Entrevista Joe Kubert - parte 3 |
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