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Título: BATMAN # 1 (Panini Comics) - Revista mensal
Autores: Greg Rucka & Ed Brubaker (argumentos), Shawn Martinbrough & Scott McDaniel (desenhos) e Steve Mitchell & Aaron Sowd (arte-final).
Data de lançamento: Novembro de 2002
Preço: R$ 6,90
Sinopse: Três policiais são presos enquanto assaltavam uma casa
de apostas em Gotham, e todos alegam que não tinham controle sobre o que
estavam fazendo.
Com as investigações, descobrem que várias localidades em volta de delegacias de toda a cidade foram assaltadas nos últimos meses, o que pode indicar uma organização de policiais corruptos.
É quando que a detetive Montoya e Allen, sob o efeito de um controle quase hipnótico, assaltam uma casa de shows. Batman se envolve no caso e descobre que um de seus mais antigos inimigos, o Chapeleiro Louco, está envolvido.
Enquanto isso, a guarda-costas de Bruce Wayne, Sasha Bordeaux, descobre
a vida dupla de seu patrão.
Na última trama desta edição, Bruce investiga a relação que seu pai tinha
com o gângster Lew Moxon. Para isso, mais uma vez, relembra sua infância.
Positivo/Negativo: Depois de quatro meses de ausência, os heróis da DC Comics voltam a ter suas aventuras regulares publicadas no Brasil. Batman é o primeiro lançamento da Panini Comics com personagens da editora americana, marcando uma nova fase no mercado nacional de quadrinhos.
A seleção das histórias foi feliz. A primeira, em três partes, mostra um antigo vilão do Homem Morcego, há muito esquecido: o Chapeleiro Louco.
Ser um dos inimigos menos expressivos do herói não é sinônimo de má qualidade para a trama. Rucka, que fez um belo trabalho com o Batman, explorando cada vez mais suas habilidades de detetive, mostra novamente que um bom escritor pode fazer histórias interessantes até mesmo com personagens fracos.
A trama seguinte mostra mais o passado de Bruce, ainda criança e com seus pais vivos. Apesar de ser uma continuação de histórias publicadas pela Editora Abril (e, por isso mesmo, deveria haver alguma referência às edições passadas), acaba sendo positiva sua presença no primeiro número, porque faz Batman repensar alguns de seus ideais.
A edição em si está caprichada, como já é de praxe pela Panini. A mesma qualidade das revistas Marvel que são publicadas desde janeiro deste ano, incluindo uma introdução do José Eduardo Severo Martins - diretor-presidente da empresa -, seção de cartas, checklist, capas originais e matérias com novidades que estão rolando nos Estados Unidas.
Por falar na matéria, uma pequena correção: Batman #608, com a estréia de Jeph Loeb e Jim Lee, liderou a lista de pré-vendas de outubro, e não novembro, como mencionado.
Assim como a Abril fez na estréia da linha Planeta DC, a Panini também colocou uma capa desenhada por um artista brasileiro, Joe Bennett. Mas as coincidências param por aí.
Apesar do Batman estar um pouco estranho no desenho, o resultado final é muito superior ao da antiga editora, tanto na arte em si (ótimas cores, com Gotham ao fundo) quanto no design da capa. O único "porém" fica por conta do logotipo, que ficaria mais interessante se fosse o mesmo que a DC começou a usar em Batman #608, com um estilo mais clássico, e facilmente ligado ao Homem Morcego.
Aliás, a editoração eletrônica da revista também merece destaque. Uma edição bem cuidada, na qual até a numeração das páginas ganhou destaque com um pequeno símbolo do Batman.
A capa de Joe Bennett foi reimpressa nas páginas centrais, em forma de pôster.
Para os fãs do Cavaleiro das Trevas, a Panini confirmou na revista que a minissérie Vitória Sombria (tantas vezes anunciada e posteriormente esquecida pela Abril) será lançada em janeiro de 2003.
Os heróis DC estão de volta. Sejam bem-vindos!
Classificação:    - Samir Naliato
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