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Última atualização: 28/05/12       

REVIEWS
 

Preacher Especial - Os Bons Companheiros Título: PREACHER ESPECIAL - OS BONS COMPANHEIROS (Brainstore Editora) - Edição Especial

Autores: Garth Ennis (roteiro) e Carlos Ezquerra (desenhos).

Data de Lançamento: Dezembro de 2002

Preço: R$ 7,90

Sinopse: Jody e T. C., os sanguinários tios adotivos de Jesse Custer, estão passeando de bobeira pelo pântano, quando topam com um casal fugitivo de um bando de terroristas.

Por motivos nada altruísticos, os dois caipiras decidem ajudá-los, e o que se segue é um verdadeiro show de sangue, entranhas e piadas do mais puro mau gosto.

Positivo/Negativo: O que se pode dizer? Os Bons Companheiros é uma típica HQ de Garth Ennis. Violenta, grossa, amoral, engraçada (humor negro, claro) e politicamente incorreta. Se você é um fã incondicional do estilo do polêmico escritor irlandês vai acabar gostando. Agora, os demais leitores, que buscam acima de tudo boas histórias e originalidade, provavelmente ficarão decepcionados.

O problema é que essa edição de Preacher Especial é típica demais. Sem surpresas, sem atrativos. Praticamente não há uma história sendo contada. A trama é um mero pretexto para que a dupla de sociopatas exercite seus dons para a brutalidade explícita.

Sangue e entranhas jorram o tempo todo, um verdadeiro Massacre da Serra Elétrica com toques de Quentin Tarantino. Tudo se sucedendo rotineiramente, sem graça. Quanto aos desenhos de Carlos Ezquerra, pra resumir, são feios, insatisfatórios, como nos piores pastiches da Image.

Jody e T.C. foram dois dos vilões mais assustadores que já apareceram nos quadrinhos americanos. Foram criados por Ennis para o terceiro arco de histórias de Preacher, Até o Fim do Mundo. Cruéis, impiedosos, a própria essência do mal, causavam ao mesmo tempo, repulsa e fascinação nos leitores.

O confronto final entre Jesse Custer e Jody, no final do arco, foi simplesmente inesquecível. Quem acompanhou a história desde o início sabe muito bem a sensação de triunfo selvagem que tomava o leitor no momento em que Jesse estrangulava Jody enquanto, literalmente, uivava para a lua. Nada podia ser mais arrepiante do que aquilo.

No entanto, se como vilões eles funcionaram perfeitamente, como protagonistas estão longe disso. Tornaram-se mais dois na imensa galeria de anti-heróis que andam por aí quebrando pescoços. Uma pálida sombra da presença que tinham.

A edição toda acabou ficando adolescente demais, mais pra Lobo do que pra Preacher. Pra falar a verdade, Ranxerox já era mestre nesse tipo de coisa há dez anos, só que com muito mais estilo e desenhos infinitamente melhores.

De qualquer modo, não deixa de ser uma HQ divertida, apesar de tudo. Mas não passa disso. Leitura descartável. O mais fraco dos seis especiais de Preacher (os melhores são, sem dúvida, Santo dos Assassinos e Homem da Guerra). O autor de obras como Soldado Desconhecido e Ás Inimigo poderia produzir coisa muito melhor do que isso.

A edição da Brainstore fica na média da editora. Papel, impressão e capa muito bons, mas a tradução saiu meio desajeitada, ao tentar reproduzir os "caipirismos" do texto original.

Classificação: Rodrigo Emanoel Fernandes

 
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