20th Century Boys # 1

Por Diogo Martins de Santana
Data: 19 abril, 2013

20th Century Boys # 1Editora: Panini Comics – Revista bimestral

Autor: Naoki Urasawa (roteiro e arte).

Preço: R$ 10,90

Número de páginas: 216

Data de lançamento: Setembro de 2012

Sinopse

A humanidade não teria superado o desastre do final do Século 20 se não fosse por ”eles”, que criaram um símbolo.

Em 1997, quando a crise se aproximava lentamente, o símbolo ressurgiu. Esta é a história de como um grupo de garotos comuns salvou o mundo.

Positivo/Negativo

O que define o impacto que teremos na vida das outras pessoas, ou melhor, quais de nossas ações gerarão consequências nos que nos cercam?

Assim começa 20th Century Boys, com um ato de rebeldia para mudar o mundo. Um garoto, apaixonado pelo rock norte-americano dos anos 1970, invade a rádio da escola para dar inicio à maior revolução já vista pelos jovens japoneses, e quando dá play em seu compacto de 7 polegadas de 20th Century Boys de T-Rex, nada muda.

A trama da revista pode ser definida assim: as ações de um grupo de crianças em 1969 repercutem e salvam o mundo na virada para o Século 21. Mas quais delas foram importantes para o futuro de cada um deles? E qual o impacto disto no planeta?

O leitor vai descobrindo aos poucos, por meio de flashbacks do personagem principal, Kenji, um rapaz de 30 anos, solteiro, dono de um estabelecimento, que precisa tomar conta de sua sobrinha, abandonada pela sua irmã, que desapareceu sem deixar rastro.

A história acontece em 1997,quando Kenji recebe a notícia do desaparecimento de um cliente, um fato que parece completamente sem importância.

No entanto, quando o Kenji chega à casa do desaparecido, para tentar diminuir o calote que tomou recuperando as garrafas vazias, um símbolo estranhamente familiar está pintado na parede. E ele volta a aparecer, desta vez na carta de um amigo que comete suicídio.

A partir desta carta, o protagonista passa a investigar que símbolo é aquele, que vai se tornando cada vez mais recorrente. Em meio a esses eventos, uma seita misteriosa ganha corpo na cidade, seguindo os ensinamentos de uma entidade chamada simplesmente de “Amigo”.

A busca por respostas sobre o sobre o suicídio, o desaparecimento e o culto ao Amigo, leva Kenji a mergulhar fundo no seu passado. Suas memórias são nubladas, mas quem se lembra de cada aventura de quando era criança? De cada amigo? De cada travessura?

Os personagem são comuns, e consequentemente humanos. São falhos, gulosos, inocentes, inconsequentes, e isso se reflete na arte, que deve agradar até mesmo os detratores dos mangás.

O autor faz questão de individualizar cada personagem, com feições e trejeitos próprios. A riqueza nos detalhes está por toda parte, capas de revistas, encartes dos discos, pôsteres, retratos, o pouso no homem na Lua, o bairro, modelo de bicicleta, tudo ali para transportar o leitor pelas épocas.

A edição está repleta de informações extras e um glossário para ajudar o leitor a entender o mundo ao redor dos personagens, e merece ser conferida.

Classificação

4,5

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