A NOITE MAIS DENSA # 2

Por Eduardo Nasi
Data: 1 dezembro, 2010

A NOITE MAIS DENSA # 2

Editora: Panini Comics – Minissérie em oito edições

Autores: A noite mais densa (originalmente em Blackest Night # 2) – Geoff Johns (texto), Ivan Reis (desenhos), Oclair Albert (arte-final), Alex Sinclair (cores) e Mario Luiz C. Barroso (tradução);

Conto dos Lanternas Azuis – Santo Andarilho (originalmente em Blackest Night – Tales of the Corps # 1) – Geoff Johns (texto), Jerry Ordway (arte), Hi-Fi (cores) e Mario Luiz C. Barroso (tradução).

Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Agosto de 2010

 

Sinopse

Super-heróis mortos são convocados pela Tropa dos Lanternas Negros e começam a ameaçar os vivos.

Completam a edição uma história curta com um Lanterna Azul, fichas das Tropas de Lanternas e um trecho de O Livro Negro.

Positivo/Negativo

Neste segundo número, duas cenas chamam a atenção em A noite mais densa. Mas não vale a pena comentá-las aqui em profundidade, porque há leitores que preferem ler as resenhas antes de comprar (ou não) uma HQ. E a graça de ambas é justamente o impacto que elas causam nos desavisados.

São surpresas. Uma está na página 6. Outra, na 15. As duas com transições exemplares, resultado da boa dupla formada por Geoff Johns e Ivan Reis. E é isso que importa em A noite mais densa.

Depois de alguns anos trabalhando juntos, Ivan consegue impor um ritmo admirável ao roteiro de Johns. A arte acaba até mesmo valorizando um texto que, por si só, não é extraordinário (embora tenha conquistado o coração de leitores tradicionais da DC Comics).

Esses dois momentos fazem valer toda a revista. Até porque, na real, não há muita coisa além deles.

A história tem informação demais para contar – como é relativamente comum nessas minisséries que querem transformar o universo. O resultado é uma sequência de quadrinhos pequenos, com arte apertada e narrativa sufocada, que dependem do malabarismo de Ivan para render uma boa página.

Além disso, como já foi comentado na resenha do primeiro número, a DC não tem muita moral pra basear uma série inteira na ressurreição de super-heróis.

De resto, falta um espaço chamar os leitores para o site que a Panini preparou para dar conta de informações relativas à HQ. Bastante completa, a página é uma boa (e necessária) dica para quem está afastado dos quadrinhos de super-heróis e quer uma oportunidade para começar ou retomar a leitura e precisa entender as diversas mudanças impostas pela cronologia da DC.

Classificação:

4,0

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