A Pro.

Por Samir Naliato
Data: 30 agosto, 2003

A Pro.Editora: Devir (edição especial)

Autores: Garth Ennis (roteiro), Amanda Conner (desenhos), Jimmy Palmiotti (arte-final) e Paul Monts (cor).

Preço: R$ 17,50

Número de Páginas: 56

Data de lançamento: Agosto de 2003

Sinopse: Depois de fazer uma aposta com um robô, garantindo que qualquer humano pode ser um herói, um alienígena dota de superpoderes uma jovem prostituta de língua afiada e personalidade fortíssima, que, além disso, tem um bebê para cuidar.

Depois disso, ela se junta à Liga da Honra, equipe formada pelos maiores super-heróis do planeta. O problema é que, além de combater o crime de modo, digamos, pouco usual, a moçoila resolve usar seus novos dons para aumentar sua renda em sua outra “profissão”.

Positivo/Negativo: Garth Ennis é maluco, a maioria dos leitores de quadrinhos já sabe. Mas é um doido competente! Em A Pro., o roteirista. mais uma vez, comprova isso, detonando os super-heróis. E a história é divertidíssima, especialmente para os fãs do gênero!

O que aconteceria se uma prostituta ganhasse superpoderes e fosse convidada para combater o crime ao lado dos maiores heróis do mundo? Ennis, com um humor afiado e críticas nada veladas a vários tipos de preconceitos, dá a resposta para os leitores.

A prostituta, que em nenhum momento tem seu verdadeiro nome revelado, leva para o mundo dos super-heróis toda sua finesse. Resultado: logo na sua primeira missão, depois de socar uma vilã, finaliza o combate com uma “chuva dourada” (uma urinada sobre outra pessoa) sobre a inimiga… na frente dos representantes das Nações Unidas.

E isso é só o começo! O seu linguajar nada comportado choca seus companheiros da Liga da Honra, uma paródia da Liga da Justiça, com versões avacalhadas de Superman, Mulher-Maravilha, Batman, Robin, Flash e Lanterna Verde.

Atente para a página na qual a Pro está discutindo com seus parceiros (de luta contra o crime!) e começa a falar sobre o que já fez em sua vida pregressa. Ao fundo, Veloz, o Flash de lá, se empolga com os relatos e… hã… resolve “tocar uma rapidinha”!

Mas os dois pontos altos são a vingança – que conta com a ajuda de suas “colegas de trabalho” – da Pro contra o cliente que a sacaneia nas primeiras páginas; e a “boquete” (pra entrar no clima da história não dava pra usar felação) que ela faz no Santo, que é o Superman – virgem – de seu universo. O desfecho da cena é hilário!

Destaque-se também a arte da Amanda Conner, que captou o clima chulo da trama e se adaptou perfeitamente ao texto de Ennis.

Há muito tempo que, neste gênero, não era lançado nada tão engraçado quanto A Pro.. E o mais incrível de tudo é que, no final, Ennis ainda consegue embutir o conceito de “ser um super-herói” na história.

A edição da Devir é belíssima. Capa cartonada, com verniz na imagem e no logotipo, papel bom e acabamento impecável. Só na quarta capa passou um “super-poderes” (o correto é “superpoderes”, sem hífen), provavelmente, pelo fato de o álbum ter sido feito em conjunto com a filial portuguesa da editora. A Pro. é uma leitura pra lá de recomendável. Pra relaxar e gozar (ops!).

Classificação

4,0

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