A ÚLTIMA BATALHA

Por Fernando Viti
Data: 1 dezembro, 2007


Título: A ÚLTIMA BATALHA (Panini
Comics
) – Edição especial

Autores: Tito Faraci (roteiro) e Daniel Brereton (desenhos).

Preço: R$ 13,90

Número de páginas: 80

Data de lançamento: maio de 2007

Sinopse: Gália, ano 52 a.C. As tropas de Caio Júlio César estão prestes a diferir o ataque final sobre os gauleses.

Mas há outros campos de batalha para esta guerra: César convoca um “agente secreto” com permissão para matar, Caio Ródio.

A missão dele é impedir que a vitória de César seja ameaçada por uma nova liderança que una as recém-derrotadas tribos gaulesas.

Positivo/Negativo: Não é todo dia que se depara com uma HQ italiana ambientada na antiga república romana, que traz uma aventura que tem como pano de fundo a conquista da Gália por Caio Júlio César. Ainda mais com roteiro assinado por um colaborador de Dylan Dog.

E impressiona que a HQ tenha, como prólogo, um longo citação de Guerra Gálica, obra do próprio Caio Júlio César.

Mas é só começar ler os quadrinhos para a ótima impressão inicial se dissipar…

Que HQ decepcionante! Os desenhos de Daniel Brereton não são grande coisa, ainda que não comprometam. O mesmo não pode ser dito do roteiro de Tito Faraci.

Há muito tempo Não se via tantos clichês chatos e sem graça num único gibi. A trama é tão inspirada quanto a bula de um xarope para tosse. A mesma e velha lengalenga sobre Roma ser um antro de homens maus e traiçoeiros, mas, para a esperança dos seguidores das idéias de Sêneca, há ainda um verdadeiro herói latino, Caio Ródio, que fiel ao espírito da antiga república e não se deixou corromper pela ambição de César.

Se a pretensão do autor deste argumento chatíssimo era realizar, pelo herói da trama, um embate entre as antigas virtudes republicanas e a falta de ética dos futuros cúmplices do Império, o máximo que conseguiu foi produzir uma bela comédia involuntária.

Não que se esperasse fidelidade histórica desta HQ, mas o herói Caio Ródio é tão estóico quanto, por exemplo, Wolverine é franciscano.

Quase como consolo, o leitor, após terminar esta péssima aventura, tem algumas páginas dedicadas à história da antiga Roma, e mais algumas que trazem o making of desta produção.

Classificação:

4,0

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