ALIEN VS. PREDADOR # 2

Por André Craveiro
Data: 1 dezembro, 2011

ALIEN VS. PREDADOR # 2

Editora: Mythos – Minissérie em duas edições

Autores: Ian Edginton (roteiro), Alex Maleev (desenhos), Perry McNamee (cores) e Glenn Fabry (capa) – Originalmente publicado em Aliens vs. Predator – Eternal # 3 e # 4, em 1998.

Preço: R$ 3,90 (preço da época)

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Setembro de 1999

 

Sinopse

Pesquisando a fundo as poucas pistas que obteve da chacina à qual sobreviveu, Rebecca McBride encontra uma conexão entre o ataque perpetrado em Ghamíbia e a megacorporação de Gideon Sunh Lee, com sede no Japão.

Sem nada a perder e decidida a arriscar tudo, a jornalista parte para o país oriental e descobre verdades ainda mais surpreendentes.

Enquanto isso, um grupo de Predadores pousa na Terra e inicia uma frenética caçada aos Aliens adultos, nos esgotos de Tóquio. E não somente os ferozes caçadores paramentados investem contra as criaturas de sangue ácido: um seleto grupo paramilitar, liderado por Gideon, adentra o combate.

Positivo/Negativo

Interessante ver que, apesar da quantidade imensa de obras em romances e quadrinhos, tanto aliens quanto predadores pouco fizeram para justificar o mesmo sucesso alcançado nas telas do cinema. Sendo esta praticamente uma regra, felizmente cabem algumas exceções, como esta minissérie em duas partes (veja aqui a resenha do primeiro número).

O roteiro de Ian Edginton é modesto, simplório até. E justamente nessa elementaridade encontra-se uma história que, se não é nenhuma obra-prima, ao menos garante algum prazer na sua leitura.

Nesta segunda e última edição, o ritmo é intenso do começo ao fim.

A caçada perpetrada nos subterrâneos da capital japonesa intensifica o clima tenso para o grupo de predadores, que faz o papel tanto de caçador como, o que raramente ocorre, de caça: a equipe de Gideon ocupa o topo dessa singular cadeia alimentar, porém desconhecendo por inteiro (e até mesmo subestimando) os poucos aliens ali presentes – que acabam tornando-se coadjuvantes da verdadeira batalha.

É uma das pouquíssimas histórias em que os humanos equiparam-se, por algum tempo, às capacidades beligerantes dos predadores; capacidades estas que sempre foram o foco de Gideon, com escopo de reutilizá-las tanto científica como biologicamente em benefício próprio.

É nesta sanha pessoal, que já dura séculos, que Rebecca descobrirá as respostas que procura. Por sinal, a repórter tem uma ambição tão ferrenha quanto seu opositor milionário, o que se mostrará bastante útil aos seus objetivos.

Sobre a arte, Alex Maleev é um dos poucos desenhistas que sabe dosar o contraste entre claro e escuro, num estilo competente, à la Mike Mignola. As cenas noturnas, que ocupam praticamente toda a edição, são um show de técnicas no nanquim e trabalho de perspectiva.

Outro ponto positivo foi trabalho bastante comedido da Mythos, em comparação ao que fazia na época. Apesar do papel barato, a impressão é bem feita, a tinta não escorre e nem deixa aquele cheiro característico na celulose.

Aos fãs desses clássicos monstros da ficção científica, vale a procura por essa minissérie.

Classificação:

4,0

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