ALMANAQUE DOS QUADRINHOS – 100 ANOS DE UMA MÍDIA POPULAR

Por Adilson Thieghi
Data: 1 dezembro, 2007


Título: ALMANAQUE DOS QUADRINHOS – 100 ANOS DE UMA MÍDIA POPULAR
(Ediouro)
– Livro teórico

Autores: Carlos Patati e Flávio Braga.

Preço: R$ 39,90

Número de páginas: 232

Data de lançamento: Dezembro de 2006

Sinopse: Neste livro os autores traçam a história e a trajetória das HQs desde os primórdios. Das pinturas das cavernas até as gravuras fantásticas de Goya. Dos primeiros super-heróis à febre dos mangás, sem deixarem de registrar a substituição da prancheta de desenho pela tela do computador.

O Almanaque também reserva um bom espaço para os quadrinhos brasileiros, destacando desde os personagens aos nossos grandes nomes do traço e do texto.

Positivo/Negativo: 2006 foi um ótimo ano para os fãs de quadrinhos no Brasil, com as bancas recheadas de revistas, as livrarias recebendo cada vez mais títulos extremamente bem acabados, uma variedade considerável de gêneros, novas editoras surgindo e livros teóricos sendo lançados com alguma freqüência.

E o ano terminou bem com a grata surpresa do lançamento deste Almanaque dos Quadrinhos. Os nomes de Carlos Patati (roteirista e crítico de HQs) e Flávio Braga (escritor e estudioso) sugerem a seriedade com que foi tratada a abordagem da obra.

O livro foi muito bem montado, com capítulos que contam cronologicamente a história dos quadrinhos. Os pontos mais cruciais estão lá: o Yellow Kid, as comic strips, os super-heróis, os syndicates, os comix (quadrinhos underground norte-americanos), as HQs européias, a invasão britânica, as produções brasileiras, quadrinhos eróticos e a parceria com o cinema.

Várias informações interessantes e importantes, bem como nomes de autores de maior relevância são citados ao montes ao longo do livro. No entanto, muita coisa boa ficou de fora. Alguns personagens ou criadores de renome simplesmente foram deixados de lado ou abordados de maneira pra lá de sucinta.

A linguagem adotada é adequada e os assuntos, bem escolhidos. Mas o livro pode ser tachado como enfadonho ou superficial por leitores mais experientes. Os menos acostumados com o universo dos quadrinhos, porém, terão um bom referencial sem se defrontar com uma complexidade que poderia afastá-los da nona arte.

Provavelmente, o livro destina-se a este último grupo, dada a brevidade na abordagem de determinados temas.

Apesar de ricamente ilustrado com imagens em preto-e-branco e algumas coloridas, o livro peca pelo excesso de cortes e sobreposições de imagens, ficando confuso em determinadas páginas.

Enfim, é uma ótima opção para novos leitores que quiserem se aprofundar na história dos quadrinhos sem gastar muito. Aliás, uma louvável atitude da Ediouro lançar um livro tão bem produzido por um preço tão convidativo. Quem sabe a moda pega…

Classificação:

4,0

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