ALMANAQUE NOSTALGIA – A PRIMEIRA APARIÇÃO DO SUPER-HOMEM

Por Gilberto M. M. Santos
Data: 1 dezembro, 2004


Autores: Super-Homem – Jerome Siegel (história) e Joe Shuster (desenhos);

Chuck Dawson – H. Fleming (história e desenhos);

Zatara, o mágico – Fred Guardineer (história e desenhos);

Estica e Espicha – Alger (história e desenhos);

As aventuras de Marco Pólo – Sven Elvén (desenhos);

Pep Morgan – Fred Guardineer (história e desenhos);

Scoop Scanlon, o repórter – Will Fly (história e desenhos);

Tex Thompson – Bernard Baily (história e desenhos).

Preço: Cr$ 15,00

Número de páginas: 68 páginas formato tablóide (27 x 36cm)

Data de lançamento: 1975

Sinopse: Almanaque reproduzindo as histórias publicadas na revista Action Comics # 1, de junho de 1938, edição que se tornou célebre e valiosa por ser a primeira aparição do Super-Homem.

Positivo/Negativo: A revista mais cara de todos os tempos, embora não seja a mais antiga, trazia, além do Super-Homem, Zatara, o mágico, que também fez sua estréia neste número.

Ele foi a primeira criação de destaque de Guardineer, que viria a ser conhecido como um dos mais prolíficos artistas de sua época. Em plena Era de Ouro, Zatara foi considerado uma das grandes atrações dos quadrinhos, um dos personagens importantes da revista Action Comics, na qual permaneceu até 1950, quando a era dos heróis mágicos começou a chegar ao fim.

Hoje, Zatara é mais lembrado como pai da belíssima Zatanna, mágica que, como o pai, pronuncia seus encantamentos de trás para frente.

Alguns críticos sub-valorizam a arte de Joe Shuster, uma injustiça. Nesta edição, é possível comparar a arte da história do Super-Homem com as demais; e nenhuma delas traz a variedade de planos e enquadramentos usadas pelo desenhista.

Além disso, seus desenhos mostravam seres humanos com linhas mais curvas, bem diferente do usual. Na época, esse recurso só era adotado para desenhos caricaturais, como se pode perceber nos desenhos de Alger.

Em comum, quase todos os desenhistas tinham traços firmes e limpos, uma vez que a arte era fortemente influenciada pelas possibilidades gráficas dos jornais da época, nos quais a maioria dos quadrinhos era veiculada.

O próprio Super-Homem deveria ter sido publicado numa tira, mas foi rejeitado porque o conceito foi considerado “absurdo demais”.

Reza a lenda que Siegel teve a idéia em 1934. Naquele ano nascia o Super-Homem, já era descrito como um poderoso alienígena que veio a Terra com o intuito de lutar contra o mal. Ironicamente, o personagem foi recusado duas vezes antes de, finalmente, encontrar um editor interessado.

Esta é uma edição caprichada, com vários extras. Na segunda capa há um breve relato do surgimento do Super-Homem e os motivos para se lançar esta revista.

Há uma curiosa seção intitulada Poeira de estrelas, na qual são relatadas pequenas curiosidades de algumas das maiores estrelas do cinema: Fred Astaire, Constance Bennett, Charles Boyer e Wheeler & Woolsey.

A edição tem duas capas, a aqui apresentada e mais um fac símile de Action Comics # 1. Entretanto, a segunda, terceira e quarta capas da original apresentam, num pequeno texto ilustrado, aa trajetória do Super-Homem no Brasil, desde sua primeira aparição em O Lobinho # 8, de 1940, até a década de 1960, com algumas reproduções de revistas da Ebal.

Esta edição é, de fato, uma homenagem ao marco que foi a revista Action Comics # 1, e serve para deixar o leitor com certas tristezas:

1) É pena que as Action Comics # 1 ainda existentes não sejam lidas e não cumpram sua função de revista;

2) É triste que a maioria das edições que comemoram esta revista se limitem a publicar a capa e a história do Super-Homem, esquecendo e desvalorizando as outras aventuras da edição;

3) É Triste que o avanço da tecnologia nem sempre seja facilitador de ações. Em 1975, a Ebal, a Marvel, a DC conseguiam resgatar raridades lançadas quatro décadas antes; hoje as “limitações” parecem impedir essas iniciativas.

Classificação:

4,0

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