ARQUIVO DC # 1 – LIGA DA JUSTIÇA DA AMÉRICA

Por Eduardo Nasi
Data: 1 dezembro, 2007


Título: ARQUIVO DC # 1 – LIGA DA JUSTIÇA DA AMÉRICA (Panini
Comics
) – Edição especial

Autores: Starro, o conquistador – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos), Bernard Sachs, Joe Giella e Murphy Anderson (arte-final);

O desafio do Senhor das Armas – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos), Bernard Sachs e Joe Giella (arte-final);

O caso do roubo dos superpoderes – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

Mundos sem volta – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

O segredo dos bruxos sinistros – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

A espaçonave de escravos – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

O diamante do fim do mundo – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

Quando a gravidade enlouqueceu – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

A roda do infortúnio – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

O parque de diversões cósmico – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

Vende-se: a Liga da Justiça – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

A origem da Liga da Justiça – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

Os incríveis dedos de Félix Fausto – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

A uma hora do fim do mundo – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

O planeta que entrou em paralisia – Gardner Fox (texto), Carmine Infantino (desenhos) e Murphy Anderson (arte-final);

O último caso da Liga da Justiça – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

O enigma da Liga Robótica da Justiça – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

A ameaça da bomba elektrônica – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

O mistério dos alienígenas intocáveis – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

A caverna das esferas fatais – Gardner Fox (texto), Mike Sekowsky (desenhos) e Bernard Sachs (arte-final);

Preço: R$ 54,90

Número de páginas: 544

Data de lançamento: Setembro de 2007

Sinopse: Coletânea com as histórias que mostram a formação da Liga da Justiça da América, que viria a se tornar um dos times mais icônicos dos quadrinhos.

Positivo/Negativo: Antes de tudo, vamos ao fato: as histórias reunidas nas mais de 500 páginas de quadrinhos da edição de estréia de Arquivo DC são um marco do gênero de super-heróis. Nelas, surgem a Liga da Justiça, grupo que reúne heróis como Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Lanterna Verde, J’Onn J’Onzz, Flash, Arqueiro Verde e Eléktron.

Nessas páginas, é forjada uma aliança entre personagens que perdura até hoje – as elogiadas histórias do romancista Brad Meltzer, publicadas atualmente na revista da Liga, sugam diretamente desta fonte.

A força criativa das aventuras que se iniciam neste volume ultrapassa
os limites das revistas: depois de séries e mais séries de desenhos animados,
a Liga da Justiça se tornou um projeto de longa-metragem a ser lançado
em breve.

É fundamental que se saliente a importância histórica deste álbum: afinal, sem ela, o livrão, mesmo com a espessura que tem, não se sustenta em pé.

Não se trata de uma questão de desqualificar as histórias em si: em seu tempo, elas eram grandiosas e coloridas. O problema é que, com os anos, envelheceram e perderam seu impacto.

Há dois motivos para isso: o primeiro está relacionado com a perenidade temática. Com seu viés pseudocientífico, os roteiros de Fox se calcam em bobagens como energia produzida pelo som e golfinhos falantes, coisas que ficaram no imaginário do passado e que já não colam nos dias atuais.

Diferentemente do que se costuma pregar, não é a inocência que matou algumas dessas HQs, e sim o próprio passar do tempo. Certos quadrinhos da época sobrevivem (e muito bem, por sinal), mas Liga da Justiça simplesmente não teve a mesma sorte.

Outro problema é a condução das histórias em si. Não bastassem os recordatórios em excesso, há ainda a narrativa irritantemente esquemática que domina do começo ao fim do álbum. A maioria das aventuras apresentando um problema, segue com a divisão da Liga em pequenos times para, no fim, com todos juntos, encontrarem uma solução.

Uma ou outra história, como a aventura ao lado de Adam Strange e A caverna das esferas fatais, conseguem se desviar do modelo – mas enredos mais elaborados não aparecem em número suficiente para fazer o álbum como um todo empolgar.

Por mais que seja tentador louvar Fox e Sekowsky pelas idéias que perduram até hoje, há de se convir que as histórias ficavam bastante aquém de ser um primor. Ler o Arquivo DC de cabo a rabo é uma atividade das mais enfadonhas.

A tal força criativa ímpar dessas histórias acaba sendo difusa o suficiente para não tornar o álbum verdadeiramente empolgante. Há, sim, ótimos vilões que surgiram ali (mas também tem uns medonhos). Além disso, a arte simples e límpida é bárbara. Mas não adianta: os roteiros esquemáticos atrapalham demais.

A versão atual de publicação em preto-e-branco compromete ainda mais as aventuras. Como bem sacaram os artistas da Pop Art, as cores berrantes dessas histórias têm sua beleza. Mais: são marcas registradas dos comics. Mas o modelo Showcase implementado pela DC e que serve de base para a edição da Panini opta por publicar um grande volume de histórias a um preço relativamente baixo, que faz o leitor relevar a ausência de cores.

E é aí que a opção da Panini pelo formato Showcase torna-se, no mínimo, curiosa: como a versão nacional precisa arcar com custos de produção (tradução, letras etc.), acaba saindo um álbum caro – ao contrário da versão norte-americana.

Classificação:

4,0

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