Asterix – O Gaulês

Por Cassius Medauar
Data: 21 dezembro, 2005

Asterix - O GaulêsEditora: Editora Record – Edição especial

Autores: René Goscinny (roteiro) e Albert Uderzo (desenhos).

Preço: Variável, dependendo do sebo (fora de catálogo)

Número de páginas: 48

Data de lançamento: 1968 (primeira edição, depois foi várias vezes reimpresso)

Sinopse

Estamos no ano 50 antes de Cristo. Toda a Gália foi ocupada pelos romanos… Toda? Não! Uma aldeia povoada por irredutíveis gauleses ainda resiste ao invasor. E a vida não é nada fácil para as guarnições de legionários romanos nos campos fortificados de Babaorum, Aquarium, Laudanum, e Petibonum…

Assim começava o primeiro volume do herói gaulês e estas palavras se tornariam a abertura de todos os seus livros vindouros. E ela retrata bem o que se passou na maioria das histórias de Asterix e Obelix, que viajaram pelo mundo e encontraram muitos povos, mas sempre tiveram os romanos como antagonistas.

Nesta primeira história, os romanos tentam desvendar o segredo da força dos irredutíveis gauleses e acabam descobrindo que além de músculos, eles têm muita inteligência.

Positivo/Negativo

Dá gosto de ler as primeiras histórias de Asterix, quando ainda eram escritas por Goscinny. A trama flui muito bem e o humor é leve, porém escrachado. Desde este primeiro número já se vê todos os elementos que tornaram os gauleses famosos: a poção mágica, javalis como prato principal, o bardo chato, os menires do Obelix e as surras homéricas nos legionários romanos.

Mas uma curiosidade é que o bardo ainda não era amarrado no tradicional banquete de encerramento da aventura.

Os desenhos de Uderzo também estão em um estilo interessante, bem mais caricaturais do que os de hoje. Claro que ele estava aprendendo e todos evoluem, mas parece que seguiu o estilo de fazer carros atualmente, com linhas mais arredondadas. Não que seja ruim, mas perdeu um pouco do charme antigo. O traço antigo combinava mais com o estilo do texto.

Infelizmente, esta edição da Record tem uma péssima colorização (o que foi corrigido nas reimpressões posteriores), trocando as cores em algumas páginas. A adaptação do texto é boa, apesar de um pouco “dura” em algumas partes. E esse é outro ponto que foi alterado nas versões mais recentes do álbum.

Mas nada disso tira o brilho deste número de estréia de Asterix e Obelix, que não poderiam ter começado melhor. Se você nunca leu uma história desses irredutíveis gauleses, comece por aqui ou por algum outro dos primeiros volumes, que quase nada tem a ver com as histórias fracas que tem saído atualmente.

Pra quem não sabe, o desenhista Uderzo assumiu também os roteiros com a morte de Goscinny, em 1977, e vem fazendo um trabalho de médio para ruim desde então.

Classificação

4,0

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