AVANTE, VINGADORES! # 6

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2007


Título: AVANTE, VINGADORES! # 6 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Fugitivos – Brian K. Vaughan (roteiro) e Adrian Alphona (desenhos);

Filhas do Dragão – Jimmy Palmiotti, Justin Gray (roteiro) e Khari Evans (desenhos);

Mulher-Hulk – Dan Slott (roteiro) e Will Conrad (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Junho de 2007

Sinopse: Fugitivos – Molly está perdida sozinha nos esgotos e acaba virando refém da Escola dos Sete Sinos. Agora, ela terá que organizar um motim junto com as outras crianças para fugir e reencontrar seus amigos. E mais: um estrategista tão bom quanto Alex sempre está preparado para tudo, inclusive enganar a morte;

Mulher-Hulk – O Escritório de Direito Super-Humano está defendendo vários vilões e processando os heróis. Em busca de um caso decente, Jen defenderá Starfox de uma acusação de violência sexual.

Filhas do Dragão – Misty e Collen descobrem que os bandidos que estão caçando participaram de um roubo à magnata da mídia Ricadonna e ela pode ser a responsável pela morte de alguns desses vilões.

Positivo/Negativo: Sem Jovens Vingadores no mix, a revista perde um pouco o sentido do nome, já que, tirando a Mulher-Hulk que é uma ex-vingadora, não sobrou nenhum herói com ligação com o grupo.

Claro, é uma questão comercial e a opção de revista mix sempre foi a mais viável no Brasil, principalmente para a publicação de títulos alternativos, porém, volta e meia acabam acontecendo essas situações estranhas.

No lugar de Jovens Vingadores há duas histórias de Fugitivos. A primeira é bem interessante, principalmente por ser centrada na Molly, a mais jovem do grupo, que muitas vezes tem uma participação menor, como se fosse uma mascote.

A trama começa de forma um pouco abrupta, sem muitas explicações de como Molly foi parar naquela situação e não se conecta diretamente com a história seguinte.

Já a segunda HQ de Fugitivos dá pinta de ser o início de um longo arco que colocará os jovens novamente em confronto com Orgulho. É interessante ver como Alex estava armando sua revolta contra o vilão havia muito tempo, inclusive, treinando sempre sua habilidade como estrategista.

Ele até preparou uma solução para o caso de tudo falhar, como aconteceu, e é esse plano que marca o início deste novo arco.

Mulher-Hulk parece estar entrando numa rotina. Começa um novo caso surreal, continuam os desencontros amorosos e as situações cômicas paralelas de um escritório que se propõe a trabalhar com superseres.

E nesta história é interessante notar que não basta um traço ser bem executado, ele precisa ter um estilo e uma narrativa que traduzam o espírito do roteiro.

Adrian Alphona, por exemplo, é ideal para Fugitivos. Com um forte trabalho nas expressões faciais, ele representa bem as emoções sempre à flor da pele dos adolescentes. Khari Evans tem um traço ágil, detalhado e com uma narrativa impactante, perfeita para as aventuras cheias de ação das bad girls Filhas do Dragão.

E na contramão vem Mulher Hulk. É um desenho que nada tem a ver com a história. Não há o que questionar na arte de Will Conrad: é excelente, muito detalhada e linda visualmente.

Contudo, a história é de humor, tira sarro da pretensa seriedade que tomou os quadrinhos nos últimos anos e, certamente, isso pede um desenho mais estilizado, com alguns elementos cartunescos, como o feito normalmente por Juan Bobillo.

Classificação:

4,0

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