AVANTE, VINGADORES ! # 7

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2007


Título: AVANTE, VINGADORES ! # 7 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Fugitivos – Brian K. Vaughan (roteiro) e Adrian Alphona (desenhos);

Filhas do Dragão – Jimmy Palmiotti, Justin Gray (roteiro) e Khari Evans (desenhos);

Mulher-Hulk – Dan Slott (roteiro), Will Conrad (arte da primeira história) e Paul Smith (arte da segunda história).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Julho de 2007

Sinopse: Fugitivos – Geoffrey Wilder está formando um novo Orgulho com os amigos de seu filho, que o trouxeram à vida. E seu primeiro ato será se vingar dos Fugitivos.

Mulher-Hulk – Jen estava defendendo Starfox acreditando em sua inocência, mas, conforme assiste aos depoimentos das vítimas, ela se lembra do seu próprio passado e como foi seduzida por Eros.

E no meio da Guerra Civil, Jen tenta ajudar os remanescentes dos Novos Guerreiros, enquanto John Jameson tem uma grande decisão a tomar.

Filhas do Dragão – Misty é atacada por Ricadonna, que decepa seu braço e retoma o chip. Agora, enquanto a amiga se recupera, Collen quer se vingar da milionária.

Positivo/Negativo: Ainda sem os Jovens Vingadores, a revista, de cara, perde o propósito do título, uma vez que a personagem mais próxima do supergrupo é a Mulher-Hulk que há um bom tempo não é vingadora.

É notória a queda da qualidade em Avante, Vingadores!. Fugitivos está começando a perder seu diferencial e virando mais uma história de grupo de heróis, a fórmula de Mulher-Hulk dá sinais de desgaste e Filhas do Dragão cai no clichê do flashback recontando a origem de uma das personagens.

O ritmo de Fugitivos ainda preserva aquela graça de história de adolescente rebelde, mas sofre do mal de ter que se prolongar indefinidamente. O roteirista acaba apelando para algumas fórmulas tradicionais e a trama cai no mais do mesmo.

Ainda assim, o desenho salva – e muito – a revista, com bastante expressividade e uma narrativa visual bem feita.

Mulher-Hulk cai na mesmice. A revista segue uma fórmula de humor que o roteirista repete à exaustão, tornando esta edição simplesmente “mais uma”.

O único diferencial é sua ligação com Guerra Civil. É interessante como cada vez mais a Marvel deixa transparecer que o lado “errado” é o de Tony Stark. Ele é mostrado como alguém que age com segundas intenções e sempre com um interesse oculto, enquanto o Capitão América é retratado como um eterno romântico que, mesmo na clandestinidade, acha importante dar um incentivo para um amigo que está se decidindo se quer casar ou não.

A arte em Mulher-Hulk perdeu o rumo depois da saída de Bobillo. Uma história mais carregada de humor sai com o desenho perfeccionista, realista e bem cuidado do brasileiro Will Conrad. O traço dele é excelente, mas tem pouco a ver com o tom engraçado a que a revista se propõe.

Logo em seguida, quando a trama começa a ficar mais séria, troca-se o desenhista por Paul Smith que trabalha com um traço bem estilizado e com certas imperfeições.

Filhas do Dragão fecha a edição com o mesmo clima de que nada de diferente foi apresentado. Ao invés de seguir o clima de ação e manter aquele entretenimento com um bom ritmo, os roteiristas optam por mostrar a origem de Misty ligada a uma tragédia (a perda do seu braço).

Não que não seja necessário mostrar aos novos leitores que aquelas personagens têm um passado, mas, nesta edição, quebrou um pouco o ritmo da trama.

Classificação:

4,0

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