AVANTE, VINGADORES! # 9

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2007


Título: AVANTE, VINGADORES! # 9 (Panini
Comics
) – Revista mensal

Autores: Fugitivos – Brian K. Vaughan (roteiro) e Adrian Alphona (desenhos);

Fugitivos e Jovens Vingadores – Guerra Civil – Zeb Wellis (roteiro) e Stefano Caselli (arte);

Filhas do Dragão – Jimmy Palmiotti, Justin Gray (roteiro) e Khari Evans (desenhos);

Mulher-Hulk – Dan Slott (roteiro) e Rick Burchett (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Setembro de 2007

Sinopse: Fugitivos – Os planos de Geoffrey Wilder estão ruindo, mas ele tentará desesperadamente reverter a situação. Só que, para isso, um Fugitivo deverá morrer.

Fugitivos e Jovens Vingadores – Guerra Civil – Os Fugitivos são atacados em plena luz do dia pela S.H.I.E.L.D. Enquanto isso, em uma base secreta, os Jovens Vingadores pedem permissão para o Capitão América para ajudar os garotos. É claro que ele nega, e também é óbvio que eles ignoram e vão auxiliar mesmo assim.

Mulher-Hulk – Pug tenta convencer Jen de que ela está sob os poderes de Eros. Ao mesmo tempo, John Jameson está sendo atacado por um antigo inimigo de sua família que o forçará a revelar seu maior segredo.

Filhas do Dragão – Misty e Collen partem com tudo e vão à forra com Ricadonna.

Positivo/Negativo: Primeiramente, vale chamar a atenção para um problema grave que tem afetado bastante os títulos da Marvel: a falta de revisão. São coisas gritantes, que dão a impressão de que o revisor e o editor não leram a revista. Por exemplo, na página 44 está escrito seis vezes: “vou encontrar os lhos do orgulho”, quando o correto seria filhos. Fora isso, passam normalmente erros como o da página 61, onde está escrito “sedo“.

Ao menos as histórias compensam. Em Fugitivos, a conclusão da volta do Orgulho é cheia de emoções intensas. É muito interessante a morte de Gert e a forma como ela mexe com Chase.

Na seqüência, o grupo entra na sua ligação com a Guerra Civil. É uma história bacana, pois eles estão por ali bancando os heróis e salvam um agente da S.H.I.E.L.D. que agradece e pede desculpas. Os jovens não entendem, mas logo se vêem fugindo de uma nave.

Há dois pontos interessantes nisso. Um mostra que os Fugitivos são isolados do mundo e não acompanham nenhum noticiário. O outro é a comunicação interna dos agentes, que selecionam o tipo de força que usarão baseados no impacto que isso terá junto ao público. A participação dos Jovens Vingadores não é muito grande, mas promete coisas boas para as seguintes.

A queda de qualidade na arte quando muda de Adrian Alphona para Stefano Caselli é gritante. O novo desenhista, além de ter um traço mais básico, foi uma péssima escolha, pois não consegue representar a sutil diferença de idades entre os grupos. A impressão é que os Fugitivos> envelheceram de cinco a dez anos.

Mulher-Hulk está complicado. A história não é grande coisa, apesar de vários momentos legais. O melhor certamente é a discussão aparentemente sem propósito dos nerds do arquivo do Escritório de Direito Super-Humano sobre a forma de classificação dos volumes da revista da Mulher-Hulk, principalmente porque isso leva à revelação da verdadeira identidade do Sr. Zix, que comanda a firma.

Outra idéia bacana é algo que Dan Slott vem fazendo desde a edição passada: resgatar elementos antigos da cronologia do Homem-Aranha, por meio de John Jameson. Neste número, há o retorno de Alistair Smythe, que quer se vingar de J.J. Jameson atacando o filho dele.

É interessante ver a Marvel falando em zerar a cronologia do Aranha e até em voltar o personagem à adolescência, quando se tem roteiristas capazes de aproveitar idéias antigas da história do personagem e usá-las em outros contextos. Essas “mudanças anunciadas” mostram um desrespeito com o fãs, por simplesmente ignorar toda a mitologia construída.

Não há muito que falar de Filhas do Dragão: é divertido e bem desenhado. Pouco conteúdo, mas como não foi criada para ser uma série longa, distrai bem.

Classificação:

4,0

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