AVENIDA # 2

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2007


Título: AVENIDA # 2 (Avenida)
– Revista independente

Autores: Bets Ombro – Rui Silveira (roteiro e arte);

Duelo de Titãs – Wellington Marçal (roteiro e arte);

Imperdoável – André Caliman (roteiro e arte).

Preço: R$ 3,00

Número de páginas: 24

Data de lançamento: Agosto de 2007

Sinopse: Bets Ombro – Em uma tarde comum como tantas outras, lembranças passadas são revividas inconscientemente por criaturas inocentes, alheias à violência e ao horror de acontecimentos remotos.

Duelo de Titãs – Primo Biu está de volta e será desafiado para um combate de vida ou morte. Quem é esse que chegou para acabar com o sossego e trazer à tona lembranças traumáticas do passado da vida do nosso herói? Será que este duelo trará complicações para o futuro do planeta?

Imperdoável – Antes de se tornar um homem arrependido e melancólico, José da Silva teve um passado atribulado, cheio de revolta, vingança e morte. No entanto, por trás de seu caráter intempestivo se escondem sentimentos de liberdade e independência, sempre reprimidos por um país cheio de desigualdades.

Positivo/Negativo: A estréia
de Avenida foi surpreendente. Uma revista que se destacou pela
alta qualidade visual, abrigando estilos artísticos diferentes e, mesmo
assim, mantendo uma identidade visual.

Infelizmente, esta segunda edição teve alguns problemas gráficos e as duas primeiras histórias, que têm um trabalho muito bacana de tons de cinza, ficaram desbotadas.

Uma pena, pois a revista tinha tudo para superar o primeiro número. A equipe se mostra mais coesa e trabalhou de forma que suas histórias, mesmos sendo independentes e funcionando perfeitamente isoladas, estejam ligadas. Principalmente Bets Ombro e Imperdoável, que se completam de forma muito interessante.

Bets Ombro abre a edição com uma bela arte e uma narrativa visual surpreendente. Rui Silveira integrou à história um longo trecho de Edgard Alan Poe e faz uma transição genial de tempos narrativos, juntando um violento flashback (que está ligado à ultima HQ da revista) com uma aventura juvenil. Mesmo com o problema gráfico que deu uma derrubada no visual, a trama é excelente.

Para quebrar um pouco o clima tenso, Wellington Marçal faz outra engraçada história do Primo Biu. Com extrema habilidade, ele transforma um jogo de “É, não e Por quê” (que a Xuxa usava para torturar as crianças nos seus programas) em uma quase luta de super-heróis.

Fechando a revista, a pesada e sóbria história de André Caliman, contando o sangrento passado de José da Silva. Com um texto mais linear que o da edição anterior, ele fez uma ótima história de ,mafiosos que promete virar um interessante jogo de vinganças.

Nela também há uma falha visual: o efeito de transparência que o artista usou para aplicar o texto de uma música em alguns quadrinhos não funcionou, pois as letras sobrepostas ao desenho ficaram quase ilegíveis em vários momentos.

Esta edição traz ainda várias capas internas e estudos dos artistas. Esse tipo de coisa pode parecer besteira, mas tem funcionado bem para a Avenida, trazendo algumas ilustrações excelentes.

O ponto negativo, como no número # 1, é o grande número de erros de português.
Um trabalho tão promissor precisa ser mais bem revisado.

Classificação:

4,0

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