Axe Cop – Volume 2 – Bad Guy Earth

Por Milena Azevedo
Data: 24 abril, 2015

Axe Cop - Volume 2 - Bad Guy EarthEditora: Dark Horse – Edição especial

Autores: Malachai Nicolle (roteiro), Ethan Nicolle (arte) e Dirk Erik Schulz (cor).

Preço: US$ 14,99

Número de páginas: 120

Data de lançamento: Outubro de 2011

Sinopse

Axe Cop e Dinosaur Soldier estão sendo tratados como bandidos, não só pela polícia, como também pelo Presidente dos Estados Unidos e pelo Exército.

Mas quando os Psychic Brothers transformam todos os militares em criminosos, e instauram a Terra dos Bandidos, só Axe Cop e sua equipe poderão resolver a parada.

Positivo/Negativo

Após o inesperado sucesso instantâneo do Axe Cop, Malachai e Ethan Nicolle assinaram contrato com a Dark Horse para a produção de uma série de histórias em quadrinhos com narrativas longas, as quais seriam colorizadas pelo alemão Dirk Erik Schulz.

A primeira delas foi a minissérie de três partes Bad Guy Earth, que ganhou uma versão encadernada e repleta de extras, batizada de Axe Cop – Volume 2 – Bad Guy Earth.

Para reunir material e produzir uma história de fôlego – que deveria ter 75 páginas ao todo –, Ethan largou tudo o que estava fazendo e viajou até a casa de seu pai para passar um mês inteiro brincando com Malachai.

Nessas brincadeiras, ele ia tomando nota dos loucos personagens que seu irmão criava e do que viria a ser a trama da nova aventura. Todo esse processo foi ricamente documentado com fotos, anotações e esboços, e inserido como bônus na edição encadernada.

A trama de Bad Guy Earth é bem mais elaborada do que as anteriores – tanto que, no auge dos seus seis anos de idade, Malachai se deu ao luxo de criar um ótimo ponto de virada climático no terceiro ato, de fazer inveja a muito roteirista marmanjo. E mostra o Axe Cop recebendo voz de prisão da polícia, que lista todas as regras que ele quebrou ao se passar por um membro daquela corporação (numa alusão àqueles adultos chatos que ficam gritando “isso é mentira!”, ao assistir a um filme de aventura ou ficção científica).

Como se já não bastasse ter a polícia em seu encalço, o Exército e o Presidente dos Estados Unidos estão fulos da vida com ele também. Axe Cop não entende por que estão tomando-o como “um cara do mal”, e segue perseguindo os bandidos de verdade.

A situação se inverte quando os Psychic Brothers roubam a “máquina de fazer mocinhos” e a convertem numa “máquina de fazer bandidos”, viajando no tempo-espaço e transformando homens e animais em poderossísimos seres malignos (alguns chegam a meter medo em toda uma geração de monstros japoneses).

Ao ver a Terra sendo destruída por aquele “exército do mal”, o presidente suplica pela ajuda do Axe Cop, que vai contar com sua equipe para “cortar as cabeças” dos vilões.

Com seu poder de criação a mil, Malachai concebe as mais esdrúxulas sacadas, como cérebros de galinhas que “pipocam” de suas cabeças, ganhando vida própria com corpo cibernético e munidos de espadas e câmeras; animais falantes que habitam a Terra do ano 0,000,0; vikings lutando contra jogadores de beisebol; além do Super Leão Porco e uma infinidade de golpes e superpoderes, que são verdadeiros upgrades daqueles dos heróis dos quadrinhos e dos desenhos animados da TV (há até uma leve menção ao Mundo Bizarro, com uma versão “do mal” de cada membro da equipe do Axe Cop).

O humor em Axe Cop remete às animações do Adult Swim, como Aqua Teen – O Esquadrão Força Total e Frango Robô. Ou seja, espere tudo e um pouco mais do absurdo, pois ele vem com força total, turbinado pela imaginação fértil de uma criança.

Em cores, Axe Cop ficou mais vistoso, mas também é possível ver alguns erros de continuidade na arte e na colorização, principalmente no uniforme do herói (que ora tem as mangas “limpas”, ora elas ganham desenhos da bandeira dos Estados Unidos e um símbolo amarelo, que vez por outra mudam de lugar).

Com Bad Guy Earth, Malachai e Ethan provaram que dariam conta do recado, arcando com a responsabilidade de seus novos poderes.

Classificação

4,0

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