BATMAN # 29

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005


Título: BATMAN # 29 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Detective Comics – Anderson Gabrych (roteiro) e Pete Woods (desenhos);

A Morte e as Donzelas – Greg Rucka (argumento) e Klaus Janson (arte)

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Abril de 2005

Sinopse: Podridão Há algo de podre em Gotham City e Batman precisará da ajuda de Orfeu e Tarântula para resolver o caso.

A Morte e as Donzelas – Conheça o legado de Ra’s Al Ghul.

Positivo/Negativo: Com duas edições de A Morte e as Donzelas e outra história bem sem graça, esta é mais uma de uma série de revistas do Morcego que são altamente dispensáveis.

Como todo o desenrolar da história de Rucka, a conclusão foi bem sem graça. Termina com um evento que deveria ser relevante, a morte de Ra’s, mas como esses personagens tendem sempre a voltar do túmulo, esta é “só mais uma morte”.

Um conceito novo que o roteirista inseriu foi a idéia de que Ra’s Al Ghul, o Cabeça do Demônio, é um título passado de geração para geração, que agora pertence a Nyssa.

Outra idéia interessante é a distinção no final da trama da relação de Bruce Wayne e de Nyssa com seus respectivos fantasmas. Infelizmente, essas boas sacadas perdem a graça pela extensão da série, que tornou a narrativa morosa e sem sal.

Da arte, talvez a grande falha seja deixarem Klaus Janson fazer sua própria arte-final, pois ele é notoriamente ruim nesse campo. Isso deixou o desenho sujo e cheio de arestas que poderiam ser aparadas em um segundo tratamento por outro profissional.

A segunda metade da revista está anunciada como um pontapé inicial para a saga Jogos de Guerra, que começará na edição 32. A qualidade da história já começa a ser duvidosa por seu título – Podridão.

O único fato interessante nesse roteiro desencontrado é a aparição de Orfeu que, por sugestão do Morcego, assume o controle de uma gangue de Gotham. Essa idéia é algo que pode render bons frutos no futuro, dependendo do roteirista.

Os desenhos de Pete Woods são medianos e servem ao propósito de ilustrar um roteiro fraco como esse sem salvá-lo, nem piorá-lo.

A edição nacional teve uma boa idéia de acrescentar o histórico de Orfeu e Tarântula para o leitor não ficar perdido, mas faltou um resumo do que aconteceu nas duas histórias da última edição.

Classificação:

4,0

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