BATMAN # 30

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005


Título: BATMAN # 30 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: A. J. Lieberman (roteiro) e Al Barrionuevo (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Maio de 2005

Sinopse: Silêncio está de volta e vai abalar toda Gotham City em sua busca por vingança.

Positivo/Negativo Quando um personagem volta da morte é sempre complicado. Poucas vezes surgem boas histórias e, em geral, as justificativas são sofríveis. Contudo, só depois do término desse arco se poderá fazer esse tipo de análise.

No momento, vale dizer que, após meses nebulosos e várias edições de qualidade duvidosa, finalmente houve uma melhora em Batman. Não se anime muito, não é nada revolucionário ou imperdível. Mas para quem fielmente amargou as últimas histórias, este número é uma ótima diversão.

A trama está interessante, com um bom clima de mistério, várias subtramas, ação e até um certo “papo cabeça” sobre emoções e coisas que motivam o ser humano. Aliás, isso é o centro de toda a edição: o que move cada personagem, o que ocorreu para ele ter necessidade de agir de certa forma.

Algo que costuma incomodar leitores e gerar certa fragilidade na história é a reformulação de certos personagens antigos, como o Coringa. O autor criou um passado para o vilão, uma justificativa para sua raiva contra a humanidade e o transformou uma espécie de mafioso, com conexões políticas e trabalho com o crime organizado.

Isso tira um pouco da loucura e do lado caótico que sempre o tornou interessante, ao mesmo tempo em que pode abrir boas possibilidades.

A favor do roteiro de Lieberman fica a sugestão de que, na saga original do Silêncio, o Charada arriscou que o Batman era o Bruce Wayne e deu sorte, além da aparição de um personagem que faz armas e uniformes para heróis e vilões.

O desenho é bem cuidado, com bastante atenção aos detalhes e uma narrativa fluente. Aqui ou ali há um exagero de sombras ou uma expressão facial que poderia ser melhor, mas, para compensar, pode-se observar excelentes figurinos para todos os personagens.

Vale citar a reformulação no visual do Coringa, que ficou adequado à sua nova personalidade, além da aparição de seus capangas fantasiados, um tanto influenciados pelo visual dos do filme Batman, de Tim Burton.

 

Classificação:

4,0

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