BATMAN – HARLEY QUINN

Por André Craveiro
Data: 1 dezembro, 2011

BATMAN - HARLEY QUINN

Editora: DC Comics – Edição especial

Autores: Paul Dini (roteiro), Yvel Guichet (desenhos), Aaron Sowd (arte-final), Richard e Tanya Horie (cores) e Alex Ross (capa).

Preço: US$ 5,95 (preço da época)

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Outubro de 1999

 

Sinopse

Após um terremoto de proporções catastróficas, Gotham tornou-se uma verdadeira terra de ninguém. Os poucos cidadãos restantes vagam pelas ruas e sobrevivem como podem, mas a cidade ainda abriga os vilões e seus inabalados planos de conquista.

Sendo forçada por Batman a trabalhar para alimentar os famintos, Hera Venenosa encontra alguém em meios aos destroços citadinos, leva-a para seu esconderijo, trata da sua reabilitação e ouve sua estranha história de vida e do louco envolvimento com o Coringa.

Seu nome é Harleen Quinzel.

Positivo/Negativo

Primeira aparição da vilã Arlequina no Universo DC, agora inserida na cronologia oficial dos quadrinhos. Após o sucesso conquistado em Batman – Louco amor (publicada aqui pela Opera Graphica, em 2002), a eterna namorada do Palhaço do Crime conseguiu seu status de personagem própria nos eventos da editora, incorporada ao cânone.

Os paralelos entre as duas origens de Arlequina tornam-se inevitáveis durante a leitura, e tudo a cargo de um dos seus criadores, o escritor Paul Dini.

Desta vez, o roteirista nada mais fez do que adaptar aquela primeira história numa trama inserida no cenário apocalíptico da saga Terra de ninguém, sem grandes pretensões, (re)contando a origem da personagem nos mesmos termos, com singelas alterações para a continuidade das HQs.

O forte envolvimento com o Coringa fez da jovem estagiária uma ferramenta nas mãos dele, facilitando suas constantes fugas do Arkham. Descoberta, a própria médica foi trancafiada nas solitárias do local, nos cômodos subterrâneos, o que a salvou de maiores lesões quando houve o abalo na terra.

Agora livre, parte em busca do seu “pudinzinho” – como costuma chamar o vilão -, adquire um uniforme de bobo da corte e adota seu codinome: Arlequina. Nesse meio tempo, com a cidade divida em terrenos fortemente guardados por facções diversas, o Coringa tenta seu retorno à “majestade” dentre a corja vilanesca de Gotham.

Daí por diante, o argumento trabalha pequenas e grandes modificações da trama de Louco amor, com a revolta do Coringa contra sua “amada”; um novo plano de vingança desta com auxílio a contragosto do Morcego; entre outros acontecimentos inspirados naquele enredo.

O humor, no entanto, é mais sádico do que na versão cartoon.

Em vez da clássica versão cômica do personagem do seriado animado, o Coringa dos quadrinhos tem psicose acentuada. Batman está mais irascível e violento, em parte negligenciando mais cuidados do que a caótica situação do seu lar pede.

Só Arlequina não mudou (quase) nada: doida de pedra, divertida e completamente sem noção. Está aí até hoje.

Chegou a ganhar série regular durante 38 edições entre 2001 e 2003. Mais detalhes do seu passado foram estabelecidos em A sombra do Batman # 7 (2011), sendo originária de uma família judaico-cristã completamente desestruturada: pai na cadeia, irmão fracassado e uma mãe dona de casa que não suporta a vida da filha.

Nos desenhos, Yvel Guichet foca nas expressões dos personagens. Intensifica as “caras e bocas” nos momentos mais apropriados, refletindo a alegria insana da protagonista. E, sendo homenagem ou não, um das pessoas infectadas com a toxina do Coringa é a cara do ator Jack Nicholson (página 7).

Mas, antes mesmo de abrir a primeira página, o leitor contempla por poucos segundos mais uma bela arte de Alex Ross, numa capa ,que já virou clássica e referência do casal mais louco da DC Comics.

Para os interessados, é só procurar a versão nacional em Batman Premium # 4, publicada pela Abril, em novembro de 2000.

Classificação:

4,0

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