Batman & Homem-Aranha

Por André Craveiro
Data: 18 janeiro, 2013

Batman & Homem-AranhaEditora: Abril Jovem – Edição especial

Autores: J.M. DeMatteis (roteiro), Graham Nolan (desenhos e capa), Karl Kesel (arte-final) e Gloria Vasquez (cores) – Originalmente publicado em Batman & Spider-Man, em 1997.

Preço: R$ 3,90 (preço da época)

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Agosto de 1998

Sinopse

Na sua interminável jornada visando a purificação do mundo e a restauração dos valores humanitários, Ra’s Al Ghul desenvolve negócios escusos com Wilson Fisk, o Rei do Crime, planejando utilizar a cidade de Nova York como palco para o início do fim.

Em troca, além da oportunidade de ser seu discípulo na iminente nova ordem mundial, o “Cabeça do Demônio” oferece a cura para o câncer terminal que Vanessa Fisk vem dolorosamente enfrentando há anos.

Ao tomar conhecimento do plano, Batman segue para Manhattan para impedir tal ato de terrorismo, novamente juntando forças com o mais famoso de seus guardiões: o espetacular Homem-Aranha.

Positivo/Negativo

O primeiro encontro de Batman e Homem-Aranha (veja resenha aqui) foi marcado pelos vilões desatinados e mentalmente instáveis. Desta vez, os gênios maquiavélicos tomam conta do lado antagonista do roteiro, mas sem deixar de lado a costumeira insanidade que permeia a trama.

Batman e Homem-Aranha – ambos forjando nova aliança, pra variar, a contragosto do Morcego – terão de priorizar o intelecto em vez dos músculos se quiserem deter as forças combinadas de Ra’s Al Ghul e do Rei do Crime.

J.M. DeMatteis voltou ao enredo neste segundo encontro e manteve o nível que já era de se esperar: texto simples, direto, sem embromações. Nada mais do que uma narrativa encomendada e despretensiosa, agradável para uma leitura de meio de expediente.

Características estas que o escritor vem perdendo de alguns anos pra cá, preferindo narrações prolixas e verborrágicas das quais pouco se aproveita.

O costumeiro desentendimento inicial entre os heróis é relegado a uma mera lauda, e o final (com uma tríplice aliança inesperada) pode ser considerado o auge da história.

Fora isso, os velhos elementos que todo crossover à moda antiga contém.

Nos desenhos, Graham Nolan é um artista que oscila do mediano ao bom, mas consegue surpreender em vários momentos e conquista a simpatia do leitor. O padrão de cores clássicas e bem distintas em traços corretos, com bom uso de luz e sombra, predomina a revista.

Coincidentemente ou não, seu traço chega a emular com perfeição, em diversas partes, o de John Romita Sr. – um dos criadores do vilão novaiorquino, que originalmente nasceu para figurar na galeria de vilões do herói aracnídeo antes de se firmar como o maior algoz do Demolidor.

Ligeiramente mais proveitosa do que sua antecessora e sem grandes méritos: eis a classificação discursiva desta edição.

Classificação

2,0

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