BATMAN VERSUS ALIENS 2 # 2

Por André Craveiro
Data: 1 dezembro, 2011

BATMAN VERSUS ALIENS 2 # 2

Editora: Panini Comics – Minissérie em três edições

Autores: Ian Edginton (roteiro), Staz Johnson (desenhos), James Hodgkins (arte-final) e Gregory Wright (cores) – Originalmente publicado em Batman vs. Aliens II # 2, em 2003.

Preço: R$ 2,90

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Novembro de 2003

 

Sinopse

Três civis pegos no fogo cruzado foram infectados com embriões aliens. Eles são levados ao Hospital Geral de Gotham para remoção dos perigosos organismos parasitas, sob a observação atenta de Jim Gordon e Batman.

A chegada de agentes federais muda tudo. A dra. Catherine Fortune inicia os procedimentos para confinar e pesquisar os espécimes, sob o pretexto de um perigo biológico ameaçar a cidade.

A situação piora: o alien albino invade o centro médico e resgata as criaturas, gerando caos urbano. Rastreado pelo Batman, o asqueroso grupo parte rumo ao Asilo Arkham, objetivo principal de um plano maior orquestrado por Fortune.

Positivo/Negativo

Em essência, o roteiro mostra-se simples e direto ao título da minissérie. A previsão da resenha anterior parece confirmada: adrenalina e momentos de pura ação, com certa dose de violência, alavancam o interesse do leitor para logo presenciar o desfecho.

A narrativa segue com motivos e intervenções dúbias da médica Fortune, com ações voltadas mais a um interesse pessoal do que propriamente coletivo. Isso fica evidente nas cinco últimas páginas deste número, gerando um ótimo gancho para o final porvir.

Como ocorreu na primeira minissérie, que saiu pela Mythos, interesses obtusos e eivados de ganância dão vazão aos objetivos míopes dos agentes superiores do governo, que somente enxergam o potencial destrutivo de futuras armas biológicas.

E não é somente nesta HQ que tal plot aparece.

Vários outros contos do universo expandido de Aliens (entre livros, quadrinhos e games) utilizam esse esteio na confecção de suas tramas. O próprio filme Aliens – A ressurreição (1997) é um perfeito exemplo.

O interessante nessas histórias estreladas por Batman são as novas capacidades físicas ou tecnológicas que o personagem apresenta. Talvez devido a certa liberdade dos grilhões cronológicos, a equipe criativa é tomada de independência artística para elaborar novas formas e equipamentos para o herói cumprir suas missões.

Neste e no derradeiro capítulo, o Morcego usará um tipo de armadura altamente resistente, com um visual que muito lembra a versão utilizada no longa-metragem Batman – O Cavaleiro das Trevas, de 2008.

Esse mesmo tipo de aparato já foi usado nos encontros passados com o Predador, publicados pela Abril nos anos 1990, sem mencionar o confronto quádruplo envolvendo Batman, Superman, Aliens e Predadores, que saiu poucos anos atrás lá fora.

Resta saber se o final compensará o bom nível apresentando até então.

Classificação:

4,0

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