BATMAN VERSUS ALIENS 2 # 3

Por André Craveiro
Data: 1 dezembro, 2011

BATMAN VERSUS ALIENS 2 # 3

Editora: Panini Comics – Minissérie em três edições

Autores: Ian Edginton (roteiro), Staz Johnson (desenhos), James Hodgkins (arte-final) e Gregory Wright (cores) – Originalmente publicado em Batman vs. Aliens II # 3, em 2003.

Preço: R$ 2,90

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Dezembro de 2003

 

Sinopse

Nocauteado no Arkham, Batman é levado até uma torre de perfuração abandonada em alto mar. O local vem sendo usado como campo de testes para treinamento dos novos espécimes híbridos de aliens com humanos, parte do plano de Fortune para gerar armas biológicas.

O DNA usado foi justamente o dos piores criminosos de Gotham.

Agora, Batman é a caça principal de aberrações que lhe são bastante familiares, e muito mais perigosas.

Positivo/Negativo

Decepcionante, no mínimo. Uma lamentável e vertiginosa queda de qualidade.

Então, é isso: híbridos de material genético dos piores vilões do Morcego, combinado ao genoma dos aliens, são a resposta. Seres que apresentam as vantagens das duas espécies, bem como suas fraquezas.

Instintos frios e biológicos, comandados por emoções humanas, contra a “comunidade heroica que um dia poderá se voltar contra a mesma humanidade que protege”? Este foi o plano?

Não fosse suficiente tal banalidade dessa saída para amarrar pontas soltas, ainda há uma total quebra de ritmo na narrativa. O que vinha sendo mantido com um nível pouco acima da média, vai por água abaixo, assim como o local que abriga essa estapafúrdia situação.

Os monstros, além de demonstrarem comportamento compatível com o dos vilões originais, apresentam as características físicas destes. O alien Duas-Caras tem metade do rosto desfigurado; o alien Coringa tem os lábios vermelhos e a carapuça verde (veja a capa). Quando a função seria assustar, soam ridículos.

Eis o furo: desde quando o banho químico sofrido pelo Coringa ou o acidente facial de Harvey Dent são fenômenos genéticos, partes do DNA de cada um?

Até o simulacro humanoide visto no quarto filme da franquia alienígena é bem mais convincente dos que os antagonistas citados. E, com certeza, muito serviu de inspiração na aparência do alien Espantalho – o único que merece algum crédito pelo visual.

Para completar a falta de criatividade, pela segunda vez um gigantesco híbrido de crocodilo e alien é o “principal” inimigo de Batman. E, exatamente como o anterior, morre numa luta insípida e rápida.

O final nada ajuda. A última cena deixa muitas perguntas no ar, teorias conspiratórias surgem, mas pouco prováveis de serem reutilizadas num possível terceiro crossover. No entanto, como do futuro ninguém sabe…

Restou apenas uma história fraca e barata, tal qual o preço de capa.

Salvam-se os bons desenhos de Johnson e as cores fortes de Gregory Wright. Mais nada.

Classificação:

4,0

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