Batman – Vigilantes de Gotham # 43

Por Marcus Vinicius de Medeiros
Data: 3 março, 2001

Batman – Vigilantes de Gotham # 43Editora: Editora Abril – Revista mensal

Autores: Batman – Bob Gale (argumento), Alex Maleev (desenhos) e Wayne Faucher (arte-final);

Mulher-Gato – Devin Grayson (argumento), Jim Balent (desenhos) e John Stanisci (arte-final);

Caçadora – Bruce Canwell (argumento), Jim Aparo (desenhos) e Drew Geraci (arte-final);

Robin – Chuck Dixon (argumento), Staz Johnson (desenhos) e Stan Woch (arte-final).

Preço: R$ 2,50

Data de lançamento: Maio de 2000

Sinopse

Gordon e seus ex-policiais lutam para manter a ordem nos territórios conquistados, enquanto figuras como o Pingüim mantém impérios na terra sem lei.

Na história da Mulher-Gato, a ladra está em Paris, cruzando seu caminho com a Liga Internacional de Ladrões e assaltando o Louvre.

No conto de dez páginas estrelado pela Caçadora, a heroína mais violenta da cidade resgata crianças seqüestradas e aprende com uma delas uma importante lição.

Já na última história da revista, Robin se despede de sua namorada, a Salteadora, e por decisão do pai muda-se de Gotham para Keystone City, a cidade do Flash. Como não consegue mesmo ficar longe da ação, não tarda a encontrar o supervelocista.

Positivo/Negativo

Edição cheia de boas histórias, todas traçando novos rumos para seus protagonistas. Terra de Ninguém não poderia ter recebido melhor tratamento em sua estréia. Mesmo após meses desde o terremoto e a exploração de suas conseqüências, a dupla Gale e Maleev conseguiu caracterizar algo original, atraente e perturbador.

Grayson também surpreende com a Mulher-Gato. Começou quase como uma história da insípida fase do Dixon, terminou com uma desconstrução sem precedentes de sua personalidade.

A da Caçadora foi a mais fraca. Tentativa de livrá-la do estigma de vigilante vingativa, implacável e guiada apenas pelo ódio, que, apesar dos esforços de Bruce Canwell, da excelente Robin – Dia Um, acaba falhando por dois motivos: talvez por tratar-se de uma história curta, tudo parece forçado demais, e possivelmente devido ao arte-finalista, o desenho de Aparo está péssimo.

Robin, novamente, brilhou sob o texto enxuto de Chuck Dixon. A única ressalva é quanto à aparição do Flash nas últimas páginas. Soou artificial. Por fim, merecido destaque para a capa de Alex Ross.

Classificação

4,0

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