Batman/Flash – O Bóton

Por Gustavo Nogueira
Data: 4 maio, 2018

Batman/Flash – O BótonEditora: Panini Comics – Edição Especial

Autores: Joshua Wiliamson e Tom King (roteiro) e Jason Fabok e Howard Porter(desenhos) – Originalmente em Batman # 21 e # 22 e The Flash # 21 e # 22 (tradução de Bernardo Santana).

Preço: R$ 17,90 (capa cartonada) e R$ 39,90 (capa dura)

Número de páginas: 104

Data de lançamento: Abril de 2018

Sinopse

Após o Flash Reverso invadir a batcaverna atrás de um misterioso bóton surgido na base do Homem-Morcego, o Flash Barry Allen decide investigar junto ao Batman o que realmente é a anomalia espaço-temporal que trouxe Wally West de volta, e vem perturbando todo o tecido da existência.

Positivo/Negativo

Trazer o mundo de Watchmen para o universo regular da DC Comics foi uma das maiores notícias dos últimos tempos da “editora das lendas”. O anúncio foi tão bombástico, que, até o momento no exterior, a DC está utilizando a premissa de uma nova revelação, ou a solução em si de como ocorrerá a ligação entre as realidades, para chamar a atenção e, claro, vender mais.

Nesta edição, o leitor acompanha a investigação do bóton de smile, iniciada em Universo DC – Renascimento. A obra se sustenta em outras histórias, como Ponto de Ignição, e em abrir portas para o universo de Watchmen – e é aí que vem sua maior falha. O encadernado é extensamente referencial e sua trama fica perdida e sem função.

Os personagens centrais, principalmente Bruce Wayne, passam por uma jornada pessoal na trama, mas que são pouco aproveitadas. A história do Batman é construída nas primeiras edições e retornada somente ao final da última parte. Um desperdício de uma ótima aventura.

As edições têm equipe criativa alternada. A primeira é escrita por Tom King, enquanto as outras três, por Joshua Williamson. O primeiro fica numa posição privilegiada, pois inicia bem e traz bem a premissa da trama. Já o desenvolvimento e a conclusão são irregulares. Assim, O Bóton é uma oportunidade perdida.

A arte da primeira e da terceira edições é feita por Jason Fabok, e a segunda e a última, por Howard Porter. Fabok, que trabalhou na minissérie A guerra de Darkseid, está novamente muito bem e, em alguns momentos, lembra o traço de Gary Frank, o que não é um problema. O desenho de Porter é competente, mas incomoda em apenas algumas feições de personagens.

Mas e Watchmen? Batman/Flash – O Bóton evolui pouco ao trazer o universo criado na minissérie escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons. Há somente referências que podem agradar ao público ansioso pela vinda do Doutor Manhattan, mas que não acrescentam nada ao Universo DC.

Esta é uma história que poderia ser ótima, mas diminuí-la para uma introdução a tornou enfadonha e desnecessária.

Classificação:

2,5

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• Outros artigos escritos por

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  • Alexandre Pinto Harich

    Tava cheio de esperança com a DC. Mas Watchmen é fechada e pronto.

  • Amalio Damas

    Podiam fazer uma saga da vida real chamada Forget Watchmen.

  • sergio reis

    Batman dizendo à Thomas Wayne que a resposta à carta que ele nunca pode responder é que-“pai,vc é avô!”-é de arrepiar os cabelos do @$!têm gente precisando reler essa edição…não curto o que Tom King faz mensalmente com o Batman,mas aqui funciona perfeitamente!

  • Cristen Charles

    Eu achei sensacional, uma ode respeitosa a todas as sagas da DC e com momentos emocionantes…Em um quadrinhos de Super Heróis!

    Foda demais!

  • Gabriel Iatarelli

    É por isso que eu gosto do Universo Hq, eles entendem das coisas.

    Tem uma pá de site dito nerd rasgando a maior ceda pra essa bosta ai.

    Pra essa galera eu digo: Alan Moore está certo sobre todos vocês.

  • sergio reis

    Só passando pra dizer que quero MUITO ler Doomsday Clock!cago pro adorador de serpente!e é tão simples!watchmen não é inviolável?Desprezem o trabalho do Johns…e deixa os azulões trocarem uma ideia bacana!o encontro dos 2 NÃO irar queimar Absolute de ninguém!maturidade é quando quiser ler watchmen, ler watchmen!A propriedade é da DC e ela faz o que bem quiser com seus direitos!e quem quiser botar seus centavos na continuação também

  • Marquito Maia

    Eu também nunca vi traduzirem “bottom” como “bóton”. Geralmente significa “fundo”, “base”, “final” etc. (Não resisti… Sorry!)
    Brincadeiras à parte,”Battling Boy” virou “Bom de Briga”, “The Schism” virou “O Cisma”, “The Button” virou “O Bóton” (uma forma aportuguesada de “button”)…
    Palmas pro tradutor e pro editor com coragem pra bancar decisões desse tipo!

  • Black_Panther69

    Um coisa é certa: não vale a pena pagar 40 reais numa edição de capa dura dessa série, não…