BIGHATBOY – O GRANDE CHAPÉU

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2007


Título: BIGHATBOY – O GRANDE CHAPÉU (Conrad
Editora
) – Edição especial

Autores: Marco Alemar (roteiro e arte).

Preço: R$ 25,00

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Setembro de 2007

Sinopse: Tudo começa com um garoto em busca de seu primeiro chapéu, em um mundo onde todos têm um.

Diz a lenda que, nesse mundo, existe um chapéu especial, encantado, conhecido como BigHat. Segundo contam, ele possui vida própria e pode dar poderes incríveis a seu portador, contanto que seja alguém de coração puro.

Positivo/Negativo: Lendo Bighatboy e tendo conhecimento de diversos materiais excelentes publicados em fanzines e revistas independentes, não dá para não duvidar do critério da editora para selecionar obras.

Talvez alguém tenha olhado um nome em inglês e uma apresentação que dizia que o traço tem estilo mangá e pensou que esse seria um título nacional que venderia. Mesmo se esse fosse, a Conrad cometeu um erro gravíssimo na escolha do formato.

O material é para crianças e deveria ser vendido em um formatinho, como a maioria dos mangás, com papel jornal e um preço convidativo; e não como um álbum caro. Ainda mais que a revista se propõe a ser uma série em vários volumes.

Além disso, tem o problema do material em si. A história é óbvia. Quantas vezes já se viu um garoto de coração puro que é o único a poder usar um artefato de grande poder desejado por um vilão?

Pior do que ter a trama clichê, é o autor usar uma linguagem dura, que não combina com os personagens nem ajuda a narrativa a fluir. Outra coisa difícil de entender é por que usar um nome em inglês? Não tem o menor propósito e cria uma dubiedade no texto, que ora se refere a Bighat, ora a O Grande Chapéu.

Quanto à arte, é difícil entender onde alguém viu o “desenho no estilo dos mangás”, como diz a contracapa. A narrativa até empresta alguns elementos dos quadrinhos japoneses, mas os aplica muito mal, apenas poluindo mais as cenas que já são feitas em um traço quase incompreensível.

O desenho segue a linha dos primeiros gráficos de jogos para computador em 3D, com direito a todos os defeitos, problemas e limitações desse traço antiquado.

No site do álbum até pode-se ver um trailer para uma possível animação. Colorido e em movimento, apesar de muito fora dos padrões atuais, o desenho até passa. Mas em preto-e-branco no papel, fica difícil engolir.

Para completar, a edição vem com duas falhas de arte nas páginas 9 e 85, nas quais escapou um balão sem o preenchimento do fundo branco, dificultando a leitura.

Mas, para compensar, a revista traz um esquema para o leitor recortar e montar um Big Hat Boy, algo que acaba sendo mais divertido que a própria edição.

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