Blacksad – A silent hell

Por Milena Azevedo
Data: 18 outubro, 2013

Blacksad – A silent hellEditora: Dark Horse Books – Edição especial

Autores: Juan Díaz Canales (roteiro), Juanjo Guarnido (arte e cor) – Publicado originalmente em Blacksad 4 – L’enfer, le silence; Blacksad: L’histoire des aquareles – Tome 2; Blacksad Short Stories “Cracher au ciel” e “Comme chien et chat”.

Preço: US$ 19,99

Número de páginas: 112

Data de lançamento: Julho de 2012

Sinopse

Contratado para encontrar o paradeiro de um célebre pianista de jazz, Blacksad vai empenhar algumas de suas nove vidas na Nova Orleans de 1950, num caso que envolve drogas, vodu e a atmosfera divertida do Mardi Gras.

Positivo/Negativo

O universo antropomórfico noir criado por Juan Díaz Canales e Juanjo Guarnido é tão bem delineado, que cada história da série Blacksad chega a ser uma pequena obra-prima.

Nesta quarta aventura, a trama se passa em Nova Orleans, onde Blacksad e Weekly frequentam o cenário noturno dos clubes de jazz à procura de Sebastian Fletcher, um pianista viciado em heroína, que abandonou a esposa grávida após compor a enigmática música Pizen Blues.

O contratante de Blacksad foi o empresário Faust Lachapelle, dono da Lachapelle Records, que tem Sebastian como um filho e acaba de recorrer às práticas do vodu para curar um câncer.

Porém, a cada pequeno progresso no caso, a vida de Blacksad entra em jogo e ele inicia uma contrainvestigação para desvendar todo o mistério que circunda o desaparecimento de Sebastian.

Aqui, Canales se deu ao luxo de brincar com a narrativa, intercalando ações no presente com cenas em flashback, diferenciadas apenas pelo horário do dia em que são apresentadas (as diurnas são do passado, enquanto a trama principal ocorre nas noturnas). Essa sutileza, somada à falta de recordatórios explicativos, pode deixar o leitor meio perdido no início, mas logo as peças se encaixam.

Não bastasse roteiro e arte de primeira, a Dark Horse caprichou no álbum, que ganhou o Eisner 2013 de Melhor Edição Norte-Americana de Material Internacional. Prêmio mais do que justo por um álbum com capa dura, papel couché, e três extras especialíssimos: duas HQs curtas e o ensaio The Watercolor Story, no qual Guarnido explica detalhadamente seu método de pintura em Blacksad e como consegue fazer aqueles belos efeitos de sombra.

Está mais do que na hora de a Panini fazer um relançamento de Em algum lugar entre as sombras e Nação Ártica (publicados, no Brasil, em 2006), e engatar com Red Soul e A Silent hell.

Classificação

5,0

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