BUFFY – THE VAMPIRE SLAYER OMNIBUS – VOLUME 2

Por Marcus Vinicius de Medeiros
Data: 1 dezembro, 2011

BUFFY - THE VAMPIRE SLAYER OMNIBUS - VOLUME 2

Editora: Dark Horse – Edição especial

Autores: Scott Lobdell e Fabian Nicieza, Jen Van Meter, Christopher Golden, Doug Petrie, James Masters e Dan Brereton (roteiro), Jeff Matsuda, Cliff Richards, Brian Horton, Luke Ross, Ryan Sook e Hector Gomez (desenhos), Hakjoon Kang e Nolan Obena, Will Conrad, Rick Ketcham, Tim Goodyear, Sandu Florea (arte-final) e Dave McCaig, Michelle Madsen, Guy Major e Dave Stewart

Preço: US$ 24,95

Número de páginas: 296

Data de lançamento: Setembro de 2007

 

Sinopse

Encadernado de histórias de Buffy – A caça-vampiros reunidos em ordem cronológica

Positivo/Negativo

Buffy – The Vampire Slayer Omnibus – Volume 2 continua a republicar as histórias em quadrinhos da personagem pela Dark Horse. Após a boa primeira edição, contudo, o nível cai um pouco.

Os roteiristas Scott Lobdell e Fabian Nicieza, sobretudo, estão menos inspirados nas tramas. Por outro lado, a arte está mais diversificada e constituiu o maior atrativo deste volume.

Outro destaque é que aqui começa a participação de nomes do seriado televisivo na produção dos quadrinhos, algo que sempre chama a atenção e garante fidelidade à mídia original. Cronologicamente, as aventuras começam antes do primeiro episódio da série e vão até meados da segunda temporada.

O maior trunfo de Buffy – A caça-vampiros sempre foi a mistura de situações do cotidiano com o fantástico. A noitada de jovens na boate que abria caminho para assaltos vampirescos, a colega de quarto na faculdade que era um demônio disfarçado e por aí vai.

É nesse espírito que segue a narrativa de A stake to the heart, explorando a separação dos pais de Buffy. Contudo, faltou sutileza aos roteiristas, que enchem a história de clichês sobre relações familiares e falham em apresentar uma ameaça sobrenatural que funcione. Mesmo lidando com fatos importantes na vida da protagonista, Lobdell e Nicieza não conseguem prender o interesse do público.

Já a história The Dust Waltz, de Dan Brereton e Hector Gomez, já com o elenco da série reunido, funciona como um típico episódio da segunda temporada, porém desprovido de seu charme habitual.

Assim, as histórias curtas e descompromissadas são as que funcionam melhor neste encadernado. O grande destaque é Angels we have seen on high, de apenas dez páginas e arte em estilo cartunesco por Jeff Matsuda, na qual Buffy e Dawn saem para passear no parque e tem ajuda contra os vampiros, sem perceber, por uma figura que mudaria suas vidas.

Ryan Sook, artista de abordagem sombria e estilizada, de clara inspiração em Mike Mignola, ilustra três arcos de histórias e dá novo fôlego às criações de Joss Whedon nos quadrinhos. Seu estilo é perfeito para monstros e criaturas demoníacas, ainda que suas figuras humanas surjam um pouco estranhas.

Além de Doug Petrie, roteirista do seriado que escreve um arco de histórias, o ator James Masters – o vampiro Spike – também contribui com Christopher Golden no texto de Paint the town red.

Enquanto o texto de Doug Petrie lida com samurais malditos e falsos agentes federais, a trama de Masters e Golden é focada em Spike e sua amada Drusilla, num tom sarcástico e provocativo.

O encadernado traz ainda um texto introdutório do editor Scott Allie, as capas originais e um pequeno pôster da atriz Sarah Michelle Gellar. No fim das contas, é uma boa pedida apenas para os fãs mais dedicados de Buffy.

Classificação:

4,0

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