CAPITÃO AMÉRICA – MORRE UMA LENDA # 1

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Jeph Loeb (roteiro), Leinil Yu e Ed Mcguinness (desenhos).

Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Março de 2008

Sinopse: Capitão América foi por muito tempo a grande liderança para os super-heróis no Universo Marvel e, agora, está morto.

Será que ele realmente morreu? Como cada amigo lidará com isso? Como será preenchido esse vácuo deixado por essa grande lenda?

Positivo/Negativo: Este é um daqueles exemplos patentes de revistas totalmente desnecessárias, com histórias fracas e sem propósito feitas exclusivamente para a editora lucrar em cima de um grande evento.

É a típica revista que muitos leitores e críticos chamam, com razão, de “caça-níqueis”. Salta aos olhos o fato de que sobram motivos para não embarcar nessa leitura, mas como alguns fazem questão de acompanhar quase tudo, então descobrirão rapidamente que foi uma perda de tempo – e de dinheiro.

O problema começa com o clichê usado por Loeb para dividir as partes da minissérie. Como se trata do luto de um herói, nada poderia ser mais óbvio do que apelar para a psicologia e fazer uma referência ao modelo teórico conhecido como “cinco estágios do luto”: negação, raiva, negociação, depressão e aceitação.

Nesta edição há a “negação”, quando Wolverine vai até a base da S.H.I.E.L.D. para ter certeza de que realmente é o Capitão que está lá morto, e a “raiva”, exemplificada quando o Homem-Aranha e a Miss Marvel se descontrolam e descarregam sua fúria em pessoas que nada tem a ver com a questão.

Talvez há 30 anos, quando esses conceitos ainda eram novidade e toda a indústria da cultura pop não os havia massificado e usado à exaustão, essa idéia de Loeb poderia ser considerada genial. Hoje, não passa de um pastiche que não funciona.

Como se isso não bastasse para azedar a trama, na primeira há coisas que chegam até a irritar. Wolverine sempre fez o tipo “fodão” e, apesar de integrar vários grupos diferentes da Marvel, se diz solitário. Por isso, ele pedir para o Demolidor o acompanhar para interrogar o Ossos Cruzados e verificar se o cadáver é mesmo de Steve Rogers soa sem sentido.

A história seguinte é pior. Enquanto o grupo oficial de Vingadores está combatendo um vilão, os renegados estão jogando pôquer e se pegando em discussões como se é válido ou não usar máscaras durante o jogo.

Além disso, os desenhistas convidados estão longe de oferecerem uma arte primorosa sob qualquer aspecto.

No geral, o melhor a fazer é passar longe desta minissérie.

Classificação:

4,0

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