Capitão América & os Vingadores Secretos # 19

Por Lielson Zeni
Data: 5 abril, 2013

Capitão América & os Vingadores Secretos # 19Editora: Panini Comics – Revista mensal

Incapacitado (Captain America # 6 e # 7) – Ed Brubaker (roteiro), Alan Davis (desenho), Mark Farmer (arte-final) e Larry Molinar e Laura Martin (cor);

Circundar (Secret Avengers # 20)) – Warren Ellis (roteiro), Alex Maleev (arte) e Tom Brevoort (cor).

Preço: R$ 6,50

Número de páginas: 72

Data de lançamento: Janeiro de 2013

Sinopse

Incapacitado – Um pesadelo que atormenta Steve Rogers havia meses torna-se real: o soro do supersoldado para de fazer efeito em seu organismo. E uma nova Hidra continua a se organizar.

Circundar – A Viúva-Negra precisa viajar no tempo para evitar a morte de toda a equipe dos Vingadores Secretos.

Positivo/Negativo

Nesta edição, uma dobradinha de Capitão América, escrita por Ed Brubaker e estreando o novo desenhista da série, Alan Davis.

A premissa de Brubaker é ótima: o que aconteceria se o soro do supersoldado falhasse de modo aparentemente aleatório e retornasse Steve Rogers a sua compleição física da época do alistamento militar?

Este número mostra o começo dos problemas que isso trará ao Capitão e uma trama que envolve bombas enlouquecedoras. E é aqui que as coisas começam a ficar perigosas.

As tais bombas põem multidões em fúria, que se rebelam contra os poderes instituídos. E, mesmo sabendo que todas aquelas pessoas agem fora de seus domínios, Steve Rogers, Agente 13 e Falcão não têm o menor pudor em descer o braço nas multidões.

Há outro problema de leitura cruzada, em que é possível ter a ideia de que uma revolta popular só possa ser obra de uma possessão coletiva, de uma loucura, tornando as manifestações ou atos de rebeldia civil despropositados.

Parece que se o Capitão América fosse egípcio seria fácil saber de que lado estaria na Primavera Árabe, por exemplo.

O personagem é um símbolo dos Estados Unidos, claro, mas um símbolo daquilo que os valores norte-americanos pregam, ao menos em teoria: liberdade e democracia, e não é bem isso que o leitor encontra nesta trama de Brubaker.

Vale um aparte sobre a arte de Alan Davis. Em uma palavra: decepcionante. Um desenhista do quilate dele não pode se permitir tantos erros básicos quanto os que comete nessas HQs.

O que salva a edição é, novamente, Vingadores Secretos. Sem ela, a revista levaria a etiqueta “dispensável”. Em Circundar, o leitor percebe que até um Warren Ellis com preguiça é melhor que grande parte dos roteiristas do mercado dos EUA.

Aqui, a pseudociência de Ellis entra pesado: viagens no tempo e formas de evitar a destruição do fluxo temporal ao alterar o passado.

A arte cabe ao espetacular Alex Maleev, que puxa um belo recurso para mostrar a Viúva-Negra em ação 40 anos no passada: a emulação de tiras seriadas de jornal em preto e branco.

O leitor precisa dar uma boa atenção às ações da personagem pra entender seu plano, que é típico de sua personalidade: agir às escondidas.

Classificação

2,0

• Outros artigos escritos por

.

.

.